Quinta-feira, 3 de Abril de 2014

Incongruências...

Decorreu no passado sábado a chamada “Hora do Planeta” (suponho ser esta a designação oficial) que em Portugal foi entre as 20,30 e as 21,30 horas, segundo vi/ouvi na televisão no dia seguinte.

A propósito disto deixei, nesse dia, um comentário no blog duma das minhas comentadoras especiais (a mais antiga e que tem uma certa quota parte de responsabilidade por este blog existir e ter-se mantido) pois ela fez um post sobre o tema.

O meu comentário era a marcar uma posição “contra”. E falei naquilo a que costumo chamar folclore barato e histórias para adormecer criancinhas, a propósito destes “acontecimentos”, que até são à escala mundial. Se calhar sou como aquela mãe que ao ver desfilar o batalhão em que marchava o seu filho, chamou a atenção para as pessoas repararem que o seu rebento era o único que marchava com o passo certo. Eu estarei certo e todos os outros errados …

E, sejam “Horas do Planeta”, “Dias sem carro”, “Anos sem Juízo”, e “Outros no Género”, sou contra.

Esta “Hora do Planeta” para ser ainda mais patética até veio acompanhada (pelo menos em Portugal, não sei se a palhaçada foi geral) por umas sessões de ioga à luz da vela. Eu até compreendo que há “acontecimentos” que são melhores às escuras, no máximo à luz da vela, que a escuridão até dá para “fazer umas coisas” que não se fariam à luz plena, etc, etc, se bem me faço entender.

Também sei (pressinto, tudo me leva a crer que) um dia o planeta fará um big bang para acabar em beleza, como dizem que começou. Sei ainda que todos contribuímos para acelerar isso. Mas “chamar a atenção para tudo isto” apagando umas tantas lâmpadas em uns tantos monumentos durante uns tantos minutos e pouco mais, acho uma bacoquice a toda a prova e mais uma maneira de distrair a atenção para assuntos bem mais graves. Folclore com trajes muito coloridos, mas bastante sujos e rotos. Sou contra. E daqui não saio, daqui ninguém me tira…

Escrevi este post só para dizer que sou contra? Não. Escrevi por causa da ironia disto tudo. Para ser verdadeiramente do contra eu deveria ter ligado todas as luzes da minha caverna, desde a do hall de entrada forrado a algas, até às mesinhas de cabeceira feitas de carapaças de búzios, durante essa hora.

E que fiz eu? O que faço todas as noites. Por volta das 20,30 horas, apago todas as luzes, fecho a porta e saio para dar a minha volta noturna, donde regresso em geral uns 40 minutos mais tarde.

Quero eu dizer com isto, que há coincidências do arco da velha e só me apercebi disso no dia seguinte, quando ouvi as notícias a mostrarem o que aconteceu por esse mundo fora.

E (quase) fiquei com uma raiva danada por não ter deixado ligada uma luzinha que fosse. Raios…

 

Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico - convertido pelo Lince.        

publicado por Carapaucarapau às 15:08
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De GL a 4 de Abril de 2014 às 00:48
Sempre considerei, e daqui também não saio, que os dias disto, daquilo e do outro, não servem rigorosamente para nada (a não ser ajudar no negócio alguns comerciantes, o que já não é mau, exemplo \"dia da mãe\", etc.). Alguns, bem intencionados(?) contrapõem dizendo que a finalidade dos ditos é precisamente essa: lembrar os ditos.
Posto isto, vamos às luzes. Não, não são da ribalta!
Haverá coisa mais pertinente, útil, eficaz, etc., etc., do que apagar umas lâmpadazitas a uma determinada hora? O efeito, o impacto, a beleza do momento não representam uma mais valia a bem do planeta?
Mais valia, isso sim, haver um pouco mais de bom senso.
Haja paciência!
Não se arranjará um diazito qualquer que lembre estes iluminados? É que era de toda a justiça.
Olha, Carapauzito, um facto se aproveita desta conversa: fiquei a saber que fazes um passeiozito após o jantar, o que só te faz bem.
Abraço com muita, muita paciência.:)


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