Quinta-feira, 30 de Maio de 2013

Poucas palavras

Para que não se diga que a tradição já não é o que era, tenho de publicar um post hoje e só agora me lembrei. Costumo ter um ou outro de reserva, mas desta vez…nikles.

De maneira que (são 17,30 horas) tenho de escrever qualquer coisa para manter a tradição.

Se eu não fosse do tipo de encher chouriços com fraca carne, ficava-me pelo período anterior e estava salva a honra do convento (e quando se salva a honra de um convento é porque alguém lá entrou pela porta do cavalo, para rezar qualquer ladainha com uma freira, partindo do princípio que o convento é de freiras).

Mas como gosto de me esticar, já o estou a fazer e nem se nota.

 

“Para descansar, mergulhou os pés em álcool e acendeu um cigarro. Os médicos dizem que pode sobreviver às queimaduras”.

 

Estas 19 palavras constituem o exemplo dum dos mais curtos contos jamais escritos. Não sou o autor é claro, que eu, com menos dumas 500 não me dou por satisfeito. Feitios…

Já agora fica aqui a informação: foram escritas por um americano, de que não sei o nome. (Informação importantíssima, digo eu agora ao lê-la … e deixo escapar um sorriso).

Duzentas e quatro palavras já escrevi eu até agora e ainda não disse nada. Não está mal de todo.

Já nem quero saber das quinhentas, vou ficar pela metade, que são duzentas e cinquenta palavras, o que vou conseguir se me esticar um pouquinho  mais e acabar aqui.

 

Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico - convertido pelo Lince.        

publicado por Carapaucarapau às 18:01
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13 comentários:
De maria teresa a 31 de Maio de 2013 às 00:07
Como eu te compreendo!
Encher chouriços é chato mas também pode ser divertido, é nesta linha de diversão que é possível divagarmos. Os políticos fazem muito isso, esticam de tal modo os "chouriços" que falam muito e não dizem nada (também ainda não percebi bem se eles percebem aquilo que dizem, o que não dizem e quiçá se terão alguma ideia sobre aquilo que fazem).
Eu encho chouriços divagando...falando nas papoilas e nos malmequeres que, nesta altura do ano, salpicam os campos. Como é romântico observar uma paisagem assim salpicada!!!
Também se pode falar do clima. Sabias que dizem (os super sumos da sabedoria meteorológica) que este verão vai ser o mais frio desde 1938 (bolas, ainda não era nascida), esta situação é-me adversa, sou muito friorenta, preciso de calor para recarregar as minhas energias, sem um verão quente vou ficar "enrugada", "encarquilhada", estupidificada... Calcula que à noite ainda ligo os aquecimentos e o cobertor elétrico (já está ligado porque daqui a pouco vou-me deitar). Oiço passos lá fora, deve ser o João Pestana a aproximar-se e eu estou pronta a recebê-lo, adoro-o, como adoro muitas coisas mais, gelados por exemplo.
Este "chouriço " já vai grande...fico-me por aqui!
Beijinhos operculares esperando que continues a encher muitos "chouriços" e que eu esteja cá para os ler.



De Carapau a 1 de Junho de 2013 às 14:11
Gosto de ti exactamente porque me compreendes. Que isto de escrever um post não é como fazer obras. Contrata-se um pato bravo manhoso que nem taipais pôe a resguardar a obra e depois nunca mais acaba... :))
Para encher chouriços é preciso uma certa técnica. Eu encho-os com fraco recheio, tu com malmequeres e papoilas (nunca como mas não devem ser maus).
Quanto ao frio, nem me fales. Tu com medo de ficares "encarquilhada" e a mim basta-me ficar só com a 2ª parte da palavra, porque me dão caimbras de gritar "ó da guarda".
Fiquei a saber uma coisa sobre o João. Ele, pelos vistos aparece pela calada da noite, desta vez passavam 7 minutos da meia noite quanto se acercou de ti...
Tem hábitos de morcego, o fulano. :))
Acaba com as obras senão tens de renovar a licença.
Bjo. enchouriçado. :)
PS: O João de que falei é o Pestana, claro.


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