Quarta-feira, 28 de Julho de 2010

Contos curtos (3)

 

 

 

O pêssego

 

 

O homem a olhar para o pêssego que estava num ramo alto:

- Se te chegar, como-te. - E fez uma careta, ao saltar para o apanhar.

O pêssego, ao ver o homem desdentado:

- Arranja primeiro a dentadura, que eu sou dos de roer!

 

publicado por Carapaucarapau às 15:14
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22 comentários:
De Madre superiora a 28 de Julho de 2010 às 17:16
Deus dá pêssegos a quem não tem dentes. Mal feito!


De Carapau a 29 de Julho de 2010 às 12:43
A Madre é que podia dar uma palavrinha ao Senhor para resolver esse problema dos dentes.
(Com o Carapau sucede um pouco o contrário. Tem boa dentadura, graças aos implantes :-), e aparecem poucos pêssegos no estado ideal de maturação).


De Maria Araújo a 28 de Julho de 2010 às 18:57
ahahahahahahahaha! E olha que eu tenho-me consolado a comer pêssegos fresquinhos...enquanto o frigorífico trabalhou. Também já acabaram, mas amanhã vou comprar mais.
Só a fruta e a água me dão prazer de comer com este calor.

Beijinho


De Carapau a 29 de Julho de 2010 às 12:48
Pêssegos e ameixas também tem sido a minha dieta.
Mas claro, para não enjoar, também tenho metido umas feijoadas de chocos ou coisa parecida, sempre dentro daquele princípio que o que é bom para o frio também é bom para o calor.
Bjo.


De Teresa Santos a 28 de Julho de 2010 às 21:45
Sr. Pêssego,

Apraz-me informá-lo que as minha gengivas são das antigas, das fortes, daquelas que roem tudo. Entendido?!
E nisto, o homem deu outro salto, apanhou o pêssego convencido, e não é que o comeu, todinho, ali mesmo?!
Moral da história: nunca te fies nas aparências!


De Carapau a 29 de Julho de 2010 às 12:52
Entendido!
Estamos perante uma roedora nata. :-)
O que aconteceu depois daquele diálogo já pertence à imaginação de cada um.
Eu só assisti mesmo ao diálogo.
Eu já duvido da própria realidade, quanto mais só das aparências!!!


De Teresa Santos a 29 de Julho de 2010 às 13:49
Não ensinaram ao menino Carapau que mentir é feio, que é pecado?!
Pergunte à Madre Superiora e verá!
Onde é que já se viu uma criatura a falar com pêssegos? Não há imaginação que resista!...


De Carapau a 30 de Julho de 2010 às 11:00
Há pessoas que não percebem nada de fruticultura!
Então os pêssegos não falam?


De maria teresa a 29 de Julho de 2010 às 14:48
Pêssego duro de roer
Uma "careta" desdentada
Assim nos puseste a ler
Uma história disparatada!

Sou pessoa para comer
Toda e qualquer iguaria
Basta que me esteja a apetecer
Que a devoro com alegria.

O pêssego foi saboreado
Disso tenho eu a certeza
Se era bem apessoado
Não se despreza uma beleza!


De Carapau a 30 de Julho de 2010 às 11:12
"Disparada", dizes tu
Que disto percebes pouco.
Nunca viste um pêssego nu,
pele macia e olhar louco?

E se devoras qualquer petisco
que te aparece pela frente,
vê lá não mordas o isco
que te prende de repente,

E sem dares conta do "cabaz"
ficas toda contentinha.
Fica lá com o "pêssego-rapaz"
Que eu fico cá na minha!


De maria teresa a 30 de Julho de 2010 às 17:40


Percebo pouco diz ele
Sem saber bem o que diz
Mas não quero que se atropele
Pode cair-lhe o nariz

Pêssego nu nunca vi
Mas afaguei sua pele
E por aquilo que senti
Há algo que me impele

A dizer que me arrepia
Ao pensar que o vou tragar
Dá-me cá uma agonia
Que to devolvo com um esgar

Devoro qualquer petisco
A inveja fez-te desdenhar
Mas não me parece que um isco
Me consiga derrubar…

Toma lá esta! Fica com ela
O pêssego não me faz falta
“Com a tua” que te flagela
Eu com a minha que me “exalta”


De Teresa Santos a 30 de Julho de 2010 às 18:18
Boa!
E continue a desgarrada!...


De Carapau a 31 de Julho de 2010 às 10:55
Cá por mim...

(A resposta que se segue, claro que é para a outra Teresa, mas saíu fora do sítio).


De Carapau a 31 de Julho de 2010 às 10:52
Não me preocupo com ela,
Não estou em baixa nem am alta.
Nem a minha me flagela,
Nem a tua me exalta!

Pêssegos, ameixas, maçãs,
Para mim é tudo fruta.
Sardinhas navalheiras, achigãs...
Não trato ninguém à bruta.

Mas não viro a cara a desafio,
Venha ele donde vier.
De truta, pescada, safio,
Quanto mais duma mulher! :-)

E assim bem embrulhada,
(Em embrulhos és especialista!)
Considera-te despachada,
Senão...não sinto o fim à vista.


De maria teresa a 31 de Julho de 2010 às 13:31

Despachada eu fiquei
Mas não fiz má figura
Contigo eu sempre “impliquei”
Mas não merecia esta clausura:):):)

Queres ter o fim à vista
Por mim está tudo bem…
Eu não sou nada autista
Mas vou fingir que sou ninguém.

Mas aguarda pela “vingança”
Que saia o próximo texto!
Para eu voltar p´ra dança
Pois assim tenho um pretexto


A (des)propósito o que é que eu tinha que comentar?
Esta cabeça está a funcionar muito mal e tu também tens um “bocadinho de culpa”:):):)

(agora vou para um cantinho chorar por ter sido despachada…)


De Carapau a 1 de Agosto de 2010 às 11:18
Não pode ficar sem resposta
Esta tua nova investida.
Sei que vou ganhar a aposta
Desta “desgarrada” divertida.

“Despachada” foi maneira de dizer
Para não ser levada a sério.
Maneira expedita de escrever
Que ia fazendo “cair o Império”. :-)

Assim me explico, para ti
(Para teu e meu sossego).
E deixa-me dizer-te: vieste aqui
Para comentar a treta do pêssego.

Graças à tua brincadeira,
E para mostrar do que sou capaz,
O conto curto, desta maneira,
Fica maior que “A Guerra e Paz”.

E se a guerra é para lutar,
E na luta nós somos ases,
Já a paz é para descansar.
E disso, seremos capazes?


De maria teresa a 1 de Agosto de 2010 às 12:17
Descansar palavra bela
Depois da choradeira que fiz
Não te preocupaste com ela
Continuas um aprendiz…

“Descansar” o que mais queria
Esquecer as agruras da vida
Se não fosse esta alegria
De estar aqui bem “atrevida”

Somos “cromos” eu bem sei!
Mas enquanto a saga dura
O conto curto alarguei…
Está ficando uma “cultura”

Já se fala em “Guerra e Paz”
Do pêssego à literatura…
Vê do que somos capaz (não está no plural para poder rimar)
Na tua “fruticultura”

Confessa que gostas disto
De andares ao desafio…
Declaro que só desisto
Se me fizeres um elogio:):):)

Por este andar vagaroso
Enquanto não há outro conto
Vamos ficando no "osso"
Já não há nenhum confronto!

Agora vou “trabalhar”
O descanso é bom p´ra ti
Estás de papo pró ar
Com que inveja fico aqui!


De Teresa Santos a 1 de Agosto de 2010 às 22:37

Mas será que não acaba este desatino?!
Não é por nada, é que o pêssego está quase podre !
Carapau, posso deixar uma sugestão? Porque não respondes ao pedido:

"Confessa que gostas disto
De andares ao desafio…
Declaro que só desisto
Se me fizeres um elogio:):):)"

Não é que é mais do que merecido, o dito elogiozito ?!

Ui, será que isto se pega? É que fiz uma rimazita!



De Carapau a 2 de Agosto de 2010 às 23:58
Claro que podia fazer um elogio,
Mas eu sei fazer bem melhor!
E assim, antes que perca o pio,
Prefiro deixar aqui esta flor.

O pêssego já apodreceu?
Ele nem sequer foi colhido!
Quem sabe do pêssego sou eu.
E ele só sairá daqui quando conseguirescrever um outro post, o que está difícil, mas creio que o assunto já está escolhido.

(Esta última quadra é de pé quebrado, por isso está engessado de tal maneira que aparece com aquele tamanho todo)


De Teresa Santos a 4 de Agosto de 2010 às 18:53
Pobrezinho!
E não é possível tirar o gesso? É que com este calor, só te digo!
Uf, que suplício...


De Carapau a 3 de Agosto de 2010 às 00:23
Mais que um elogio mereces,
Muita estima e consideração!
Pois sempre que aqui apareces,
Trazes qualquer coisa na mão!

Noutro sítio, é no cabelo
Que dás azo à imaginação!
E já viste como lá, eu fiz apelo
À minha imensa imaginação.

E fiz o que tinha a fazer,
Não me vou repetir agora.
Que posso eu mais dizer?
É quase meia-noite e meia hora!


De Carapau a 3 de Agosto de 2010 às 00:25
Claro que estas 3 quadras, fora do sítio, são resposta à menina Maria Teresa.


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