Quarta-feira, 14 de Abril de 2010

O grande aborto

             

Aviso prévio

Nas considerações que se fazem neste post não se pretende tomar nenhuma posição em relação ao aborto. Hoje é um acto legal em Portugal e aqui não se fazem considerações de ordem moral. O post pretende só mostrar os números e tirar conclusões, algumas bem realistas, outras especulativas ou até surrealistas.

Dito isto…

 

 

 

Em 2009 realizaram-se nos hospitais, em Portugal, 19.572 abortos. Mais 965 que no ano anterior. Há ainda, dizem os técnicos, bastantes abortos clandestinos e outros feitos no estrangeiro, que portanto não entram nestes números.

O número de nascimentos foi de 22.522

A taxa abortos/nascimentos é portanto de 87% (convém comparar p. ex. com a taxa francesa, nos primeiros anos de entrada em vigor da IVG em França, que andou pelos 33% e actualmente deve andar pelos 25% conforme eram as expectativas francesas).

Portanto comparemos: Portugal 87%, França 25%.

Mas, se todos (oficiais e clandestinos) fossem contabilizados o número de abortos deverá igualar ou exceder o número de nascimentos, ou por outras palavras, pelo menos metade das gravidezes são interrompidas!

Numa época em que há educação sexual (ou dizem que há), em que há os métodos anticoncepcionais que são divulgados e estão ao alcance de todos, em que há a pílula do dia seguinte (agora até já há a pílula dos 5 dias), que já resolve o problema dos mais distraídos ou “aflitos” que não conseguiram “travar” a tempo, que pensar dos números atrás mostrados?

 

[Diálogos possíveis:

1-     “Olha que não tenho tomado a pílula”. “E eu não trago camisa comigo, venho de pólo”. “E agora? Estou tão aflita!”. “A quem o dizes: olha para mim”. “Ih!!! Olha seja o que Deus quiser. Se der para o torto, faço um aborto”. “Até rima e tudo. E depois não somos nós que pagamos. Vamos…”

 

2-     “Senhor Ministro das Finanças, é preciso arranjar umas massas valentes para distribuirmos aí pelo malacuecos”. “Senhor 1º Ministro, nem pensar. Estamos tesos e falidos”. “ E isso que interessa, queres perder as eleições pá? E depois vais para onde?”. “Não tinha pensado nisso. Sendo assim, pedem-se mais umas massas emprestadas”. “Claro, pá! Não somos nós que pagamos…”]

 

Podíamos imaginar milhões de diálogos no género, para provar que somos todos iguais. “Depois amanhã logo se vê…”

Opto por dizer que Portugal é um aborto (daí o boneco que encima este post). E não consigo deixar de especular. Assim…

Se há um século já existisse o aborto livre (entenda-se IVG), a população de Portugal seria metade da que é hoje. Logo “metade de nós” é um aborto potencial, ou adiado (podia ter sido mas não foi). Logo há uma certa quantidade de gajada (pelo menos metade) que nunca teríamos que aturar. Portanto, neste preciso momento, certos governantes não o seriam (e andando para trás, outra metade também nunca teria existido). E todos nós, os “sobreviventes”, seríamos muito felizes!

 

Digo “todos nós”, incluindo-me portanto entre os sobreviventes “válidos”, por uma razão também ela válida. Sou o mais velho de 3 irmãos, portanto fui desejado. Com os outros dois já não tenho nada a ver…

Neste assunto cada qual terá que se analisar e tirar as suas conclusões…

Para isso vou dar algumas dicas.

O 1º filho é sempre desejado. O 2º também, se for de sexo contrário ao 1º. Se for do mesmo sexo, já era “evitável”. Mas, enfim…já que veio, deixa-o estar. O 3º, se for do sexo contrário ao dos 2 primeiros, também é desejado (se possível nessa altura o 2º devia ser “descartado”, só veio complicar a vida a todos: aos pais, porque é mais um a comer e a chatear e aos dois irmãos por que vai ser mais um na divisão dos bens).

Agora se o 3º filho for do sexo dos anteriores então é o desastre completo. A vontade era mesmo atirá-los (já agora os 3) aos bichos.

(Aqui entre nós é o caso do Carapau, que já tem debatido o assunto, geralmente à roda da mesa enquanto se “amanham” umas navalheiras e bebem umas loiras, com os outros 2 personagens da história familiar. Há interpretações diferentes, que vêm do facto de os 3 gostarem de navalheiras e loiras. Lá as vamos distribuindo a contento, desde que haja um que as pague, estando descartada a necessidade de uma guerra civil).

Quando os filhos são mais do que 3, sendo que nos 3 primeiros já haja os dois sexos, isso já transcende a capacidade de análise do bloguista de serviço e não há estatísticas para se tirarem conclusões válidas.

Com estes elementos ficam os visitantes deste blog aptos a saberem se, sim ou não, teriam engrossado as estatísticas das IVG, se naquele tempo…

 

Voltando à parte séria deste post, deixo à consideração dos que o lerem, a conclusão a tirar. Para mim, é a mesma de sempre. É a dúvida, cada vez menor: há alguma razão válida para Portugal existir, ou só existe porque a partir das 12 semanas já é crime acabar com ele?

Dirão que também este post é um aborto. Se assim for não é um post, é um tosp, mas não será ainda um stop.

 

 

 

publicado por Carapaucarapau às 18:20
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14 comentários:
De Calendas a 14 de Abril de 2010 às 20:48
Olha o presumido, olha pra ele! Ó rico, o facto de ser o primogénito não é sinónimo de ser desejado.
Pense bem e veja se não é assim. Ás vezes, o primeiro é o primeiro a ser deitado fora. Às vezes o primeiro pensa que é o primeiro, mas afinal é o segundo ou terceiro. às vezes o primeiro é o último.
Queridinho Carapelho, veja lá se queria mesmo que a sua teoria se tornasse verdade, veja lá, olhe que podia não estar aqui a contar historietas às meninas.


De Carapau a 14 de Abril de 2010 às 22:47
Tenho um documento a garantir a autenticidade do produto.
Outros não podem dizer o mesmo.
:-))


De Maria Araújo a 14 de Abril de 2010 às 22:41
Olá.
Fico impressionada com os números.
No tempo dos nossos tetra, triasa, bisa,avós e pais, era o que Deus quisesse.
E todos eram criados, a torto e/ou direito.
E Portugal andava, lento, lento,lento, mas andava.
Agora anda mais depressa que as suas próprias "pernas", é o que se vê. O andar ficou torto, enjeitado.
Este país precisa de um abanão...


Beijinho



De Carapau a 14 de Abril de 2010 às 22:53
Claro que na maior parte dos casos "era o que Deus quisesse". Mas não havia o arsenal de meios que há hoje para evitar o que por ventura se não queria. Fica é a dúvida: e se houvesse? O resultado seria o mesmo que é hoje? Muito provavelmente seria.
O problema é mesmo de raíz. O Camões quando cantou este povo, creio que já não "via" bem o que dizia.


De maria teresa a 15 de Abril de 2010 às 15:19
Estou para aqui a suspirar
Sem saber o que dizer
Aquilo que queria opinar
Ia dar “guerra” a valer

Que tema foste buscar!
Para minha perdição …
Vou a minha boca calar
Não posso armar confusão

Vontade de aqui falar
Não é coisa que me falte
Não consigo pois brincar
Com este tema em debate

"O preservativo é método contraceptivo muito antigo, existindo provas da sua utilização em civilizações históricas da Antiguidade, como a chinesa, na qual os preservativos eram feitos de papel de seda untado com óleo, a egípcia, que utilizava intestinos de animais cozidos, ou ainda a cretense (1600 a.C.), da qual existem relatos acerca do rei Minos de Knossos recorrer a bexigas natatórias de peixes como preservativo."

Referências a respeito de tentativas para evitar gravidez na mulher foram encontradas no Papiro médico de Petrie, manuscrito egípcio de três grandes páginas, de 96 cm x 30 cm, de 1950 a.C. ou talvez até mais antigo. É conhecido, também, como Papiro de Kahoun, local onde foi descoberto em 1889.
O Papiro de Ebers, de 1550 a.C., contém uma receita de um supositório, para uso intra-vaginal, composto de uma mistura de mel e pedaços de acácia. Sabe-se hoje que a acácia fermenta e produz o ácido lático, que é um espermaticida, isto é, mata o espermatozóide e por isso funcionava como anticoncepcional. Até hoje existe medicamento com a mesma finalidade contendo o ácido lático.
Entre os métodos contraceptivos usados na antiguidade, alguns poderiam ser razoáveis e até eficazes, como o uso intra-vaginal de mel, pimenta ou o próprio ácido lático. Outros, no entanto, embora fossem razoáveis para a época, sabe-se hoje que são ineficazes, como a lavagem vaginal após o coito. E ainda tem aqueles que com certeza, a despeito de qualquer crença, não funcionavam, entre eles a mulher segurar a respiração quando o homem estivesse ejaculando ou pular para trás sete vezes após a relação sexual. Eu mesmo, alguns anos atrás, escutei de uma mulher como ela evitava gravidez: “sempre que tenho relação, levanto da cama e tomo rapidamente um gole d´água e dessa maneira há muitos anos não tenho engravidado”. Isso não tem nenhuma fundamentação, com certeza ela ou o seu companheiro deveriam ter algum problema que não a deixava engravidar.
Alberto, o Grande, é conhecido por ter feito várias prescrições destinadas ás mulheres de sua época que não queriam engravidar, entre elas: cuspir três vezes na boca de um sapo; comer abelhas; tomar numerosas poções; colocar sobre o pescoço uma pata de animal; guardar trigo na mão esquerda, etc.
Referências a respeito de tentativas para evitar gravidez na mulher foram encontradas no Papiro médico de Petrie, manuscrito egípcio de três grandes páginas, de 96 cm x 30 cm, de 1950 a.C. ou talvez até mais antigo. É conhecido, também, como Papiro de Kahoun, local onde foi descoberto em 1889.
O Papiro de Ebers, de 1550 a.C., contém uma receita de um supositório, para uso intra-vaginal, composto de uma mistura de mel e pedaços de acácia. Sabe-se hoje que a acácia fermenta e produz o ácido lático, que é um espermaticida, isto é, mata o espermatozóide e por isso funcionava como anticoncepcional. Até hoje existe medicamento com a mesma finalidade contendo o ácido lático.
Entre os métodos contraceptivos usados na antiguidade, alguns poderiam ser razoáveis e até eficazes, como o uso intra-vaginal de mel, pimenta ou o próprio ácido lático. Outros, no entanto, embora fossem razoáveis para a época, sabe-se hoje que são ineficazes, como a lavagem vaginal após o coito. E ainda tem aqueles que com certeza, a despeito de qualquer crença, não funcionavam, entre eles a mulher segurar a respiração quando o homem estivesse ejaculando ou pular para trás sete vezes após a relação sexual. Eu mesmo, alguns anos atrás, escutei de uma mulher como ela evitava gravidez: “sempre que tenho relação, levanto da cama e tomo rapidamente um gole d´água e dessa maneira há muitos anos não tenho engravidado”. Isso não tem nenhuma fundamentação, com certeza ela ou o seu companheiro deveriam ter algum problema que não a deixava engravidar.
(continua)


De maria teresa a 15 de Abril de 2010 às 15:21
CONTINUAÇÃO
Alberto, o Grande, é conhecido por ter feito várias prescrições destinadas ás mulheres de sua época que não queriam engravidar, entre elas: cuspir três vezes na boca de um sapo; comer abelhas; tomar numerosas poções; colocar sobre o pescoço uma pata de animal; guardar trigo na mão esquerda, etc.
Há relatos de uso de pessários vaginais de esterco de animais, como de crocodilo (Papiro de Petrie), de elefante (citado por Al-Razi, no ano 923 ou 924), de rato (citado por Plínio, o Velho, em trabalhos latinos dos anos de 23 a 79). O que evidencia ao que o ser humano se sujeitava para usufruir dos prazeres sexuais sem a indesejada gravidez.
Muitas sociedades descobriram que a retirada do pênis da vagina antes da ejaculação poderia evitar a gravidez. Textos judaicos, cristãos e islâmicos fazem referência a essa prática. Em Gênesis 38:7 a 10, há referência ao coito interrompido praticado por Onan (por isso a prática é conhecida como onanismo), que jetou o sêmen por terra para evitar engravidar a cunhada, cujo marido (irmão de Onan) havia morrido e cabia a Onan engravidar a viúva. Ainda hoje é usado em muitas sociedades, embora muitos considerem ser a prática similar a “chupar bala sem retirar o papel de cobertura” ou “tomar banho de chuveiro usando guarda-chuva”.
Gabriel Falópio, o italiano que descobriu as trompas uterinas da mulher em 1564, fez o primeiro desenho do preservativo masculino, que consistia em um pedaço de linho colocado sobre o pênis para evitar a transmissão de sífilis. Na Inglaterra, o higienista Condom publicou um artigo em 1720 descrevendo o preservativo fabricado com intestino de ovelha, donde o nome usado no mundo todo para o preservativo. Parece que houve pouca difusão desse método na época, embora Casanova o preconizasse como meio contraceptivo. O método tornou-se mais conhecido e usado apenas após as pesquisas de Goodyear e Hancock, quando apareceu o preservativo feito à base de borracha.
Os documentos existentes mostram que o ser humano tem se preocupado em evitar a gravidez há muito tempo. Quando não conseguia, não raramente recorria a tentativas de aborto e, quando essas falhavam, o infanticídio era realizado, e isso em muitas culturas. Felizmente, na época atual, dispomos de vários métodos contraceptivos cientificamente estudados e de comprovada eficácia e segurança. Compete ao serviço público de saúde fazer com que eles estejam disponíveis e acessíveis a toda a população em idade reprodutiva.
Prof. Dr. Rosires Pereira de Andrade
Prof. Titular de Reprodução Humana da UFPR
Diretor do CERHFAC - Centro de Estudos e Pesquisas em Reprodução Humana e Fertilização Assistida de Curitiba


De maria teresa a 15 de Abril de 2010 às 15:35
Carapau desculpa ter feito esta invasão com um texto copiado, que possivelmente ninguém vai ler.
Vou acrescentar que para se discutir este tema há a considerar muitas variáveis...
Abortos sempre se fizeram, o uso da introdução de objectos na vagina, ramos de plantas, que muitas vezes causavam efeitos bastante nefastos para o embrião e para a portadora, ...recém-nascidos foram colocados à porta de igrejas,... não se pode fazer comparações, a sociedade mudou imenso...
Uma mulher que aborta, salvo raras excepções, é uma mulher que se condena a si própria a prisão perpétua, porque jamais se deixará de lembrar que o fez.
DESCULPA A INVASÃO. Um abracinho pela tua paciência em aturares...


De Carapau a 16 de Abril de 2010 às 19:37
Está à vontade para usar este espaço como muito bem te aprouver. A porta está sempre aberta, o espaço é abundante e desde que me deixes livre aquele cantinho, ali ao fundo, onde estão as algas para eu vir aqui descansar de vez em quando, serve-te e até podes pintar as paredes da caverna, que eu até agradeço.
Mas, para agarrar só no último periodo do teu comentário, em que dizes que o aborto é traumatizante para as mulheres ( e de muita gente já ouvi e li o mesmo) que pensar da quantidade de mulheres que os fazem? Há qualquer coisa que não bate certo no reino da dinamarca...
Um abraço não abortado.


De maria teresa a 16 de Abril de 2010 às 20:46
A nossa sociedade está muito doente, a nossa geração permitiu uma abertura sexual muito grande aos jovens de hoje. A iliteracia é imensa as pessoas sabem ler mas não sabem interpretar. O alcoolismo é abundante e a droga também. A informação existe mas não está bem divulgada, o planeamento familiar é utilizado por quem menos precisa.
Há muito cinismo em tudo isto porque abortos assistidos sempre houve, mesmo quando era ilegal, na Clínica de Todos os Santos faziam-se para quem pudesse pagar...
Eu não disse que esse sentimento de prisão era sentido por todas as mulheres, porque não é. também há mulheres que matam os filhos à nascernça e outras que não o fazem.
Não acredito nos valores que apresentas...
Peço-te desculpa de estar tão "inflamada" (tenho que ir ao doutor) mas este assunto mexe muito comigo, tanto que num passado não muito longínquo fiz uma pesquisa sobre o assunto e fiquei impressionada com o que aprendi.
Para se fazer um filho são precisos dois e a maneira de pensar e os comportamentos de risco não coincidem, muitas vezes, nos dois e quem se "lixa" é a mulher ... é ela a penalizada. O homem português ainda é muito "macho" está a anos-luz dos homens dos outros países ditos mais civilizados

Desculpa Carapau eu sou uma pessoa horrorosa, tinha prometido a mim mesma não me meter "nisto" mas sou "fraca"
Acabei por dizer menos de um quinto do que podia dizer sobre o porquê de se fazer um aborto.

Entretanto estou comendo furiosamente amêndoas torradas, enlouqueci, só pode...

Beijocas, não feijocas!


De Carapau a 16 de Abril de 2010 às 23:24
Não me parece que tenha atirado as culpas para as mulheres. Mas também não alinho às cegas nessa de que elas são sempre as vítimas. São a parte mais fraca, mas ambas as partes são responsáveis (quero dizer irresponsáveis) e os números, sejam estes que apresentei dos abortos sejam outros que "marcam" o nivel das sociedades, põem-nos pela rua da amargura. E muita boa gente vai amargurar...
Por isso terminei o post pondo em causa a continuidade de Portugal. Claro que o "rectângulo" vai continuar. A sociedade que o habita é que vai descendo a rampa, descendo, descendo...
Mesmo que venha a ser constituida só por doutores.


De Carapau a 16 de Abril de 2010 às 19:29
Belo estudo sobre os métodos anticontraceptivos ao longo do tempo, alguns bem originais e de efeito garantido, apostaria. Estou a lembrar-me p. ex. do uso do mel. Estou a ver os "zângãos" a atirarem-se à "colmeia", lambareiros, esquecendo-se do motivo por que estavam ali...Assim sendo o engravidanço nunca se daria. Há quem use chantilly, enfeitado ou não com uma cereja cristalizada, afinal eu pensava que era com um fim e afinal é outro. O chantilly pelos vistos também resolve, ainda que seja pior para o colesterol. :-)
Também é garantido aquele método do copo de água na mesinha de cabeceira, mas esse método não o divulgo aqui, porque não quero fazer concorrência às multinacuonais farmacêuticas...
O motivo do post foi chamar a atenção para o "desmazelo" (acho que é o termo certo) com que se enfrentam hoje os problemas sexuais e as suas consequências, quando afinal se tem à mão uma panóplia de métodos para evitar a gravidez. Claro que ficam de fora alguns motivos ponderosos que só o aborto resolve. Mas desses não há nada a dizer.
Repara que hoje passa-se pela farmácia e compra-se uma(ou uma dúzia) caixa de pilulas, ou de preservativos, sem nenhum problema e agora compara esse gesto com o "trabalho" que era noutros tempos ,ter de ir buscar uma tira de linho mais a linha e a agulha para fabricar um "carapuço", ou então esfolar uma ovelhinha para lhe aproveitar o intestino (já agora espero q aproveitassem a carne para um ensopado).
E já noutros tempos havia quem se preocupasse. Depois a comparação com o que se passa noutros países mostra muita coisa. Acho que não sairemos nunca da cepa torta. Se nem para usar um contraceptivo servimos...


De Carapau a 17 de Abril de 2010 às 12:59
Rectificação e pedido de desculpas!

O número indicado no post como o dos nascimentos em 2009, de 22.522 está enormemente errado !!!
Uma falta de atenção do tamanho da légua da Póvoa, fez com que o Carapau cometesse tão grande erro. Aquele número correspondia aos nascimentos este ano, até ao dia em que o post foi feito.
Portanto todas as conclusões tiradas a partir daquele número estão erradas e peço desculpa pelo facto.
Umas contas feitas pelo bloguista, considerando uma distribuição linear de nascimentos ao longo do ano, leva a que em 2010 o número de nascimentos se situe entre os 100.000 e os 102.000.
Números muito baixos, que têm vindo a diminuir de ano para ano e que está a pôr em causa muita coisa, como p. ex a sustentabilidade do sistema de segurança social, mas que não permitem tirar algumas conclusões que deixei no post.
Mas salva-se o aspecto anedótico com que parte dele foi feito.


De Red Maria a 19 de Abril de 2010 às 18:57
Feita a rectificação, resta contudo dizer, como aliás já foi dito que estamos em Portugal, ok? NÃO convém esquecer esse pormenor. É o deixar andar, espírito que tão bem caracteriza este povo, somado à irresponsabilidade, falta de conhecimento porque como bem dizia a Teresa isto é um povo de analfabetos funcionais. E isso aplica-se, infelizmente, a tudo.


De Carapau a 21 de Abril de 2010 às 17:49
Claro que era a isso mesmo que eu quis chegar, é isso mesmo que eu penso e, infelizmente, é essa a nossa sina.


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