Quarta-feira, 7 de Abril de 2010

D. Sónia (parte II)

 

Até parece um caso mal resolvido, ou qualquer peso na consciência, voltar ao tema do post anterior. Como já expliquei, nada disso acontece.

A D. Sónia estava enterrada num canto da memória, um daqueles cantos onde raramente se vai, tanta a poeira acumulada, que provoca alergias quando se lhe mexe, a não ser que qualquer causa exterior a faça ver à tona. Foi o que aconteceu. Tive necessidade de ir tratar dum assunto a uma agência de seguros que ficava a meia dúzia de metros da casa onde morava (ainda mora?) a senhora em questão e foi isso que trouxe o assunto à baila. Resolvi então fazer uma “pesquisa” para ver se podia tirar alguma conclusão sobre se sim ou não a D. Sónia ainda vive por lá, mas não conclui nada. Claro que não ia fazer perguntas à vizinhança, nem bater à porta tentando passar por vendedor duma empresa de telecomunicações ou coisa parecida. Limitei-me a olhar, na esperança que uma velhinha simpática aparecesse à janela para, a partir daí, fazer um romance de cordel. Mas nada aconteceu. O andar está em aparente bom estado, as janelas têm cortinas, uma persiana estava aberta a outra semi-aberta, na varanda notava-se que estavam umas peças de roupa a secar, mas não deu para perceber de que tipo eram, diria que panos de cozinha, se fosse obrigado a dizer alguma coisa.

A rua está com as árvores mais frondosas e a praceta igualmente. Desapareceu um elemento importante, que dantes havia no passeio fronteiro à casa em questão: uma cabine telefónica, daquelas antigas “à inglesa” que tanto jeito dava para um contacto de última hora. Lembremos que nessa época os telemóveis nem miragem eram ainda.

O prédio mantém os “óculos”, mas a cabine telefónica, como já disse, desapareceu. Especulei: seria que a D. Sónia tinha tanta influência que alguém nos TLP (empresa que então tratava das telecomunicações)  mandara, a pedido dela, pôr ali aquela cabine estratégica? Teria a casa sido escolhida também por isso, caso a cabine fosse anterior à sua (da senhora) instalação naquela morada, ou tudo não passou duma coincidência, que por acaso dava muito jeito? Estou a pensar nos amigos da D. Sónia, para uma derradeira confirmação de “caminho livre” (talvez devesse dizer “caminha livre”), assim como no próprio companheiro, já apresentado, numa ou outra noite em que, vagueando pela praceta à espera que o óculo se apagasse, acontecesse o caso, sempre de admitir dada a hipótese de esquecimento, de o caminho (caminha) já estar desimpedido e a luz manter-se teimosamente acesa. Quem nunca se esqueceu de uma luz acesa atire a primeira pedra à D. Sónia.

E já que falei no companheiro dela, também agora me intriga o que faria ou não faria, que papel desempenhava ele em todo o “processo”. Tanto quanto me lembro ele seria um pouco mais velho que a D. Sónia, mas não muito mais. Nunca me “interessei” por ele, mas agora, relembrando e pensando, acho que tinha um papel importante. Teria sido todo o “plano de vida” de ambos projectado por ele, a partir das “potencialidades” que descobriu na companheira, ou só entrou na vida dela, quando ela percebeu que precisava de alguém que lhe desse uma certa segurança física e lhe trouxesse uma respeitabilidade que, vivendo sozinha, não conseguiria, sobretudo em termos de vizinhança, sempre ávida de perceber “certos casos” e em denunciá-los, estragando o negócio?

Nem de longe nem de perto o aspecto dele era o que estamos habituados a ver hoje nos que exercem o papel de seguranças, frequentadores de ginásio e cabelo rapado à máquina zero, “marca do fabricante”. Nada disso. Todo ele transpirava seriedade, cortesia, aprumo discreto. Estou a imaginar alguns encontros dele com o guarda-nocturno, “boa noite senhor doutor, então mais um passeiozinho por via de fazer a digestão?”, “é verdade senhor guarda, esta vesícula é preguiçosa, dá cabo de mim…”, pois é de admitir que se tenham encontrado muitas vezes. E estou em crer que o “Sereno” era bem recompensado pelo Senhor, se não era a D. Sónia, ela mesma, que tratava do assunto.

A verdade, como acontece muitas vezes, não virá ao de cima nesta recapitulação da vida do casal. A D. Sónia tinha ar de quem não precisava de ninguém para singrar na vida e explorar sozinha a empresa de prestação de serviços, e nesse caso o Senhor foi uma aquisição para a Empresa. Mas como podemos nós ter a certeza, quando o mundo está cheio de exemplos de coisas que são exactamente o contrário do que pensamos? Que o negócio era rendoso, todos os indicadores o confirmavam. “Economistas” de diversos quadrantes chegavam a essa conclusão ao manusearem números e ao traçarem gráficos. Quando e como a empresa acabou não sei. Mas se todas as empresas têm um fim, esta, unipessoal, acaba no instante em que a pessoa resolve acabar, sem problemas burocráticos a solucionar e a atrasar o encerramento. Assim sendo, agora calmamente a analisar o assunto, direi que muito provavelmente a senhora mudou de poiso, depois do ter arrumado as chuteiras (e cá está a linguagem futebolística a interferir

num trabalho que se julga técnico e mais da área económica do que desportiva).

A empresa deve ter encerrado quando a D. Sónia quis, ou porque os objectivos já tinham sido alcançados, ou então por definhamento do negócio, perda de clientela, digo de amigos visitantes, seja por mudança de ramo deles, seja por aparecimento de outras “marcas” no mercado. A vida é assim mesmo, feita de mudança, de modas, de entradas em cena e consequentes saídas.

Quando comecei este post, era para me interrogar sobre o que teria levado a D. Sónia a levar aquela vida. Mas perdi-me em divagações e só agora vou encarar esse assunto. Várias hipóteses se podem pôr. Assim:

1-     D. Sónia tinha uma anterior vida estabilizada e de bom nível e de um momento para o outro desmoronou-se?

2-     D. Sónia tinha 1 ou 2 filhos (internados num bom colégio) a quem queria dar uma boa educação para terem, eles, um futuro melhor?

3-     D. Sónia era sozinha, tinha uma vida sofrível e difícil e achou que desta maneira “resolvia” a sua vida e o seu futuro, e neste caso foi uma tomada consciente de rumo?

4-     O companheiro “empurrou-a/obrigou-a a essa vida, ou é ela que o arranja já depois de “estabelecida”?

Muitas mais hipóteses se poderiam considerar, mas destas quatro, pelo menos uma não andará longe da verdade.

Quando a “conheci” não sei há quantos anos a “empresa” já funcionava. E não sei quantos mais funcionou.

Admitamos a 3ª hipótese para especular sobre ela. Num comentário deixado no post anterior eu disse que se calculava o rendimento da senhora entre 20 a 30 vezes ao de um emprego “normal” na época. Quer dizer que se a senhora desenvolveu aquela actividade por 10 anos, terá amealhado um valor que, em condições “normais”, lhe levaria 300 anos a conseguir. Partindo do princípio que ela viveu mais 50 anos a partir da data em que deixou a actividade, e não se estabeleceu noutro ramo (uma loja, uma pensão, ou qualquer outro negócio) ela teria um rendimento 6 vezes superior ao de um emprego dito normal, o que não era nada mau.

Nestas contas não se consideraram aplicações rendosas do capital que ia amealhando, mas também não a inflação, desvalorizações da moeda, etc.

Teria a D. Sónia traçado a sua vida visando estes objectivos?

Só posso deixar interrogações.

Mas sei, muita gente sabe que há mulheres que traçaram este rumo de vida.

Uma coisa não pretendi: fazer um juízo moral da situação. Tentei contar e analisar um caso, que é relativamente vulgar, em tom ligeiro. Nada mais.

 

À margem do assunto, ou melhor, para remate do assunto: por que é tão mal vista a vida duma mulher que aluga o corpo (em geral parte do corpo), sendo considerada uma indignidade, e é considerado normal e até dignificante que todos nós aluguemos o nosso, seja num trabalho físico, seja intelectual? Onde está a “grande diferença”? Olho em volta e não a vejo.

 

 

publicado por Carapaucarapau às 22:03
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32 comentários:
De Maria Araújo a 7 de Abril de 2010 às 23:35
Várias perguntas, todas elas válidas.
Há muitos anos atrás, era capaz de ter uma opinião muito diferente, mais "cristã" sobre o assunto. Hoje, e porque a vida mudou e a sociedade mudou também, penso de outra forma.Cada pessoa vive a vida como melhor entende e gosta, desde que não fuja ás normas da sociedade
Quanto à "grande diferença", está no conceito que temos da palavra "aluguer".

Beijinho


De Carapau a 8 de Abril de 2010 às 17:43
"Cristã" também é uma variedade de amêijoa. A que eu prefiro, mas isso já são gostos...
Alugar:-dar ou tomar de aluguer; assalariar; assoldadar.
Aluguer:- cessão ou aquisição de um objecto ou serviço por tempo e preço determinado; o preço dessa cessão ou aquisição; renda.

(Obs: no caso da D. Sónia a "cessão" pode ser substituida por "sessão"). :-)





















De maria teresa a 8 de Abril de 2010 às 11:40
Se me explicares como é que uma pessoa (já que o conceito de prostituta está muito baralhado na cabeça de alguns) "aluga" só uma parte do corpo, eu explico algumas coisinhas (pura chantagem confesso!)


De Calendas a 8 de Abril de 2010 às 16:47
Ó Teresinha, também não percebes nadita de nada, credo! Assim como na praia a gente aluga a barraquinha e não a praia toda, a D. Sónia alugava-se às partes: de uma vez o pezinho, da outra a mãozinha, da outra o dedinho, da outra o cabelinho, da outra o olhinho. Acho eu, que percebo de tudo, que era isto que ela alugava e se não alugava, dava aos pobres!


De Carapau a 8 de Abril de 2010 às 17:52
Claro que é mesmo isso. Aluga-se a barraca, não a praia. Às vezes até se aluga só um toldo e nem pensar em espreguiçadeiras...
Quanto ao olhinho, também há quem não o ponha a alugar...


De Carapau a 8 de Abril de 2010 às 17:48
Entendeste muito bem o que eu quis dizer, mas nunca fez mal a ninguém o conhecimento. Por isso explica para todos ficarmos a saber.
Mas não resisto a dizer isto: no caso vertente (D. Sónia e todas as que exercem a mesma actividade) garanto-te que, duma maneira geral, a cabeça não está lá. Tem outros assuntos em que pensar. Portanto não estando a cabeça...


De Carapau a 8 de Abril de 2010 às 17:54
Claro que o comentário anterior era resposta ao da Maria Teresa, e se por acaso voltar a estar tudo baralhado, façam o favor de escolher o que a cada qual pertence.
Com os cumprimenteiros do "blogueiro".


De calendas a 8 de Abril de 2010 às 20:36
Não entendeu nada, pá. A Teresinha agora só speak a língua de Sua Magestade!!


De Calendas a 8 de Abril de 2010 às 20:37
Gostaram da magestade? Eu gostei muito, ficava tão bem assim escrito, lol.


De Carapau a 9 de Abril de 2010 às 13:44
Bota jota na "Magestade"
Que a Majestade merece
E até já tem uma certa idade.
"Malhas que o Império tece"!


De maria teresa a 9 de Abril de 2010 às 00:43
Quem me dera só "sepicar"! Mim não entender porque mim ser lerda...lerdinha!
Entendi "Sua Magestade" porque estive a tomar chá com ela e a comer uns sconezinhos com doce de strawberry e sandes de pepino, as chamadas pepinetas


De Carapau a 9 de Abril de 2010 às 13:47
Atão a Menina bai-me falar com Sua Majestade, tomar chá e comer umas sandocas de pupino!!!
Deveras ter levado um salpicão, para não ires de mãos a abanar. Só fazes má figura.
:-)


De Calendas a 9 de Abril de 2010 às 16:40
E um garrafão de tintol, pois então, que Sua Altíssima Magestade/Majestade também emborca um copito de quando em vez.


De maria teresa a 9 de Abril de 2010 às 17:22
Ó Calendas que é lá isso!
De tintol eu nunca falo
Eu nunca lhe dou sumiço
Bebo só vinho de "estalo"
P´ra acompanhar o chouriço



De maria teresa a 9 de Abril de 2010 às 17:17
Salpicão? Que salpicão?
Tens algum para me dares?
Se tens, passa-mo para a mão
Ou então basta emprestares...

Eu devolvo o que sobrar
Se sobrar algum pedaço
Com a fome a apertar
Não posso dar nó no laço


De Carapau a 10 de Abril de 2010 às 19:41
Ter tenho, mas com franqueza ,
Já esteve em melhor estado.
Assim, por não estar uma beleza,
Não to cedo, nem emprestado.

Quanto ao passar-to p'rá mão
(Se o tratares bem tratado)
Conta com o salpicão!
Aqui ou em qualquer lado.


De maria teresa a 8 de Abril de 2010 às 21:24
Erraste na explicação…
A cabeça tá a “acompanhar”
Toda e qualquer função
Sabe o que está a “dar”
A dela não é excepção
A pensar no que vai ganhar
E no termino da sessão

Ia muito a sério falar
Mas vou já dizer que não
Depois do belo exemplar
Da bonita explanação
Qu´a Calendas soube dar

Do meu pé o meu dedão
Estou a pensar alugar
Tem apenas um senão,
Não o sei desatarraxar

Alugar, não alugar…
Tem muito que se lhe diga
O melhor é já parar
Antes que me doa a barriga

Essa dor é motivada
Por algo que me satisfaz
Por me rir à desbragada
Com aquilo qu´aqui se faz!

Beijocas para todos


De Carapau a 9 de Abril de 2010 às 13:57
Espremi o único neurónio,
Pequeno, bonito, cor de rosa.
Mas qual Zé, qual António?
Não saiu verso. Vai em prosa.

Tu mesma acabas por afirmar que a cabeça "não está lá" ao dizeres que está a pensar na grana que o "aluguer" vai render.
Quando ao teu dedão do pé que não consegues desatarraxar faz assim:
Pulveriza-o com spray anti ferrugem e espera 2 minutos (na falta do spray pranta-lhe umas gotinhas de azeite extra-virgem).
De seguida entala-o bem entalado, por exemplo numa porta. Pode doer um bocadinho mas depois passa. Em seguida começa tu a andar às voltas no sentido contrário aos ponteiros do relógio, até desenroscar completamente. Depois tenta alugá-lo.
(Se não tiveres relógio de ponteiros, não consegues fazer esta operação).


De Calendas a 9 de Abril de 2010 às 16:42
Essa receita fez-me lembrar uma da minha mãe que sempre que eu me queixava com dor de dentes me dizia:

- Filha, pões um golinho de água na boca, depois acendes o forno e metes a cabeça lá dentro. Quando a água que tens na boca ferver, já não te doi o dente.



De maria teresa a 9 de Abril de 2010 às 17:37
Onde é que eu afirmei que a cabeça não estava lá?
A "grana", o "despachanço ", o comer amendoins, tudo faz parte da função... ou não?

À receita para desatarraxar o meu dedão eu faço um manguito...devias estar com úm nível de tintol muito elevado ou então eu estou com menos neurónios do que tu, porque não percebi niento...:):):)
Desatarraxa o teu primeiro para eu ver se dá resultado.


De Carapau a 10 de Abril de 2010 às 19:51
A 1ª coisa que se aprende "nessa" vida é a arte do despachanço. Tens toda a razão. "Time is money", agora que spicar é contigo e com a Rainha.
Quanto aos amendoins...vou mais pelos tremoços. Com um cinzeiro ao lado para pôr as cascas...

Quanto ao dedo do pé...não entra neste filme. É num outro, sem amendoins nem tremoços, só com príncipes e rainhas, maluquinhos com juizo.
(Se não perceberes eu posso fazer um desenho).
:-)


De Red Maria a 8 de Abril de 2010 às 19:12
(tu nem me fales em alergias, adiante)

Não sei responder mas dar-te-ei o meu exemplo. Tempos houve e não foi há muito que era com prazer e de corpo inteiro que me dedicava à profissão que tinha. Agora, tenho dias, para ser franca são quase todos, em que cumpro as minhas obrigações da melhor forma que sei mantendo algum brio profissional. Mas o coração e a alma já não moram lá.

(pronto saiu comentário sério para variar um bocadito)


De Calendas a 8 de Abril de 2010 às 20:34
Tadinha da Redzinha! Deduzimos, portantos, que te alugas às partes.Lol


De Red Maria a 8 de Abril de 2010 às 23:31
Só que não devo ganhar o mesmo que a D.Sónia mas temos pena.


De maria teresa a 9 de Abril de 2010 às 09:08
Ter massas não é pra quem quer
Ó querida Redzinha
Não te chega o "aluguer"
Para comprares a sopinha?

Tem que se suar a valer
E provar que tudo dás
Ao contrário vai-se ver
Cai tudo, jaz catrapaz

Estou a brincar, como é evidente. Embora tenha saído do trem, sei o que se está passando e tal como em ti, também vejo a grande tristeza e o desalento, em quem foi para a profissão por paixão e hoje sente-se e sofre muito, por se sentir bastante "manipulada" e "manietada" Bjis



De Red Maria a 9 de Abril de 2010 às 11:15
Eu sei que sim, Teresa, já te conheço o jeito para a brincadeira que aliás, adoro!


De Carapau a 9 de Abril de 2010 às 14:05
Nunca fui prof nem nunca fiz o "trabalho" da D. Sónia. Sem querer ofender ninguém com o que vou dizer, hoje, pelo que ouço, leio e observo, há umas certas semelhanças. (Digo assim para não empregar uma palavra "feia" que começa por "f" porque isto aqui é um blog sério...)
A diferença deve estar mesmo no "cacau" que se recebe.

Quanto ao outro comentário (sério) que fizeste mais acima, a MT já te respondeu e eu assino.


De Rafeira a 10 de Abril de 2010 às 15:59
Amigo Carapau, o teu último parágrafo resume a situação, o que é a prostituição? porque se prostituem, por lucros ou sobrevivência para não tocarmos na prostituição masculina, de colarinho e bons lugares no "status" e feminina também , não se aluga o corpo ... alugam-se os valores ... por isto tudo dou valoe às PUTAS , dão a cara, não se mascaram
Mas isto tudo dava uma tese de doutoramento


De Carapau a 10 de Abril de 2010 às 19:58
Ora ainda bem que lhe pegaste pelo sítio certo: o rabo (do post)!

No caso de haver doutoramento e serem precisos arguentes, conheci algumas especialistas que, mesmo já estando retiradas, "espremiam" o doutorando até ele dar tudo o que tinha.
Em termos de sabedoria, fique bem entendido, já que o tema podia levar a outras considerações e entendimentos...


De Rafeira a 10 de Abril de 2010 às 16:02
Há ali uma gralha ... não li ainda os comentários, vou ler, se me repeti, desculpem


De arroba a 13 de Abril de 2010 às 16:21
Só "sei" uma coisa: - Em teoria não vejo grande diferença! Na prática eu creio que seria incapaz de me "alugar" assim; depende do estomago de cada um. Nem sei se acrescente e . da coragem e ou necessidade!! Esta é uma matéria que me continua a torpedear! às vezes olho para elas, ali na Praça da Figueira e sinto um misto de pena e de respeito. È uma matéria sensível em demasia.
Quanto às memórias que nos assaltam, vindas de um passado remoto, se nos lembramos delas é porque de alguma forma nos marcaram...( reticências).
Quanto aos proveitos, não sou lá grande coisa a analisar entradas e saídas ( do vil metal sonante) ; diz-se que quanto mais se ganha, mais se gasta!
Por vezes talvez seja melhor ter e gastar menos, que alugar partes de nós a troco de sabe-se lá bem o quê! Das 4 hipóteses alvitradas, apenas servem para identificar a prática do dia-a-dia, que o "companheiro" pouco digno apoia e explora, para já não mencionar a palavra "esvraviza"
Deplorável!


De Carapau a 14 de Abril de 2010 às 18:45
O tema da prostituição é um daqueles que tem pano para fazer muita roupa. Não foi meu objectivo tratá-lo aqui, ainda que o assunto acabe por ser esse. Referi só um caso particular duma senhora que "optou" (pelo menos aparentemente assim parecia) por seguir esse caminho.
De resto fazer juizos morais não é bem o meu género...


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