Sexta-feira, 26 de Março de 2010

Gente (VI)

Senhora D. Sónia

 

Quando a conheci andaria eu pelos 27/28 anos e ela devia estar a chegar aos 40. Era uma senhora fisicamente “muito interessante” e andava sempre irrepreensivelmente vestida, penteada e maquilhada. Quando alguém se cruzava com ela não passava despercebida e inevitavelmente era “medida” de alto abaixo com o olhar, quer pelos homens quer pelas mulheres. Reparei nisso algumas vezes. Notava-se que ela percebia essa atracção que exercia sobre as outras pessoas, mas tinha em público um comportamento discreto e irrepreensível, sempre de braço dado com o “amantíssimo esposo”.

Aqui começava a primeira dúvida do seu, mais ou menos restrito e seleccionado, círculo de visitas. Havia quem dissesse que o senhor com quem aparecia em público era marido, havia quem se ficasse por companheiro, outros por amante e havia os mais ousados que se lhe referiam como guarda-costas ou simplesmente chulo. Fosse o que fosse, também ele tinha um comportamento dum Senhor, sempre bem arranjado e aprumado.

Eu conhecia os dois, sem os conhecer. Conhecia-os de vista, encontrei-os muitas vezes, apreciei-lhe o físico (à Senhora D. Sónia, é bom de entender), mas não era do seu círculo de visitas.

A Senhora em questão, é altura de o dizer, era Puta. Com P maiúsculo, diga-se desde já atendendo às considerações atrás feitas e atendendo ao seu porte, mas também à classe com que recebia os seus convivas, não me atrevo a dizer clientes, que isso é de puta de baixa extracção.

Como sei tudo isto e mais o que adiante direi, interrogar-se-á quem porventura estiver a ler isto e seja um espírito dado à curiosidade e à desconfiança. Sim, por que saber assim coisas sem ter ido ter ao “âmago” da questão, pode levantar dúvidas e suspeições e pensar que afinal o relator é um tratante e tudo isto é inventado.

Pois bem, sei tudo por interpostas pessoas, minhas amigas, que além de interpostas eram elas postas frente à realidade que era a D. Sónia, deixando eu agora cair o “Senhora” só para abreviar e aligeirar o tratamento. Aliás na intimidade era Sónia para aqui, Sónia para ali, ela dispensava outro tratamento, o que se compreende. Não sei, suponho que nenhuma das suas visitas sabia, se Sónia era mesmo o seu nome de baptismo, se era tão só nome de guerra. Fica só este registo aqui. Por Sónia era conhecida.

Vivia num andar numa das ruas mais conhecidas da zona que então era conhecida por “Avenidas Novas”, em Lisboa, rua larga, bem delineada, com árvores. Em frente ao prédio onde morava havia uma praceta recatada com um pequeno mas aprazível jardim.

Eu passava quase diariamente por essa rua, pois era um dos acessos a uma outra rua onde então morava. A razão destes pormenores está no facto de eu encontrar muitas vezes, a dar voltas à tal praceta com jardim, o acima apresentado Senhor “amantíssimo esposo” da Senhora e que afinal podia ser muitas outras coisas. Mas morava com ela, isso era certo. Agora um pormenor arquitectónico. As casas de banho do prédio tinham janelas redondas, daí o serem conhecidas por “óculos”. Isto é só uma curiosidade, mas dava muito jeito ser assim, pois não se confundiam com as outras janelas e deste modo evitavam-se enganos. E o “esquema” da Senhora era o seguinte: óculo iluminado significava D. Sónia ocupada a receber um conviva e, desde logo, não valia a pena nenhuma outra tentativa de contacto e o tal Senhor também não podia subir para casa. E quando assim acontecia (e para bem dos rendimentos do casal, acontecia sempre, ou quase sempre) o “nosso homem”, salvo seja, dava voltas à praceta. Era então que eu, ao passar na rua, já um pouco tarde por vir por exemplo do cinema, o via naquela via-sacra, a fazer tempo para que o óculo se apagasse, sinal de que tinham terminado as tarefas diárias da Excelentíssima. Em geral não passava da 1 da manhã. D. Sónia era rigorosa no horário de trabalho que só começava pelas 4 da tarde até à 1 da manhã, no máximo. Com intervalo de umas 2 horas para jantar, que aquilo era casa com ordem.

Para além da “conversa” que se supõe que tivesse com os “convidados”, havia sempre um cálice de Porto ou um copo de whisky à disposição, para adaptação ao ambiente (adaptação ao relvado dir-se-ia hoje em termos futebolísticos). Era assim que D. Sónia trabalhava, perdão, recebia (para além de receber de outra maneira, mas isso já são assuntos de contabilidade que não fazem parte desta descrição).

Segundo as tais testemunhas oculares que me relatavam o que “lá” se passava, convém dizer que D. Sónia se apresentava sempre bem vestida e arranjada e não de roupão para “adiantar serviço” como alguém poderá estar a imaginar. O despir já fazia parte do menu, assim como as bebidas.

D. Sónia não recebia aos fins-de-semana e eu encontrei o casal muitas vezes em cinemas, teatros e outros acontecimentos mais ou menos culturais/mundanos. Sempre irrepreensivelmente vestidos e de braço dado.

Claro que muitas vezes havia nesses acontecimentos alguns dos seus convivas. Nunca notei um olhar de soslaio, um sorriso disfarçado, um qualquer trejeito. Sempre uma irrepreensível conduta em público. Convém dizer que cada novo conviva tinha de ter um “padrinho” para ser aceite e esse padrinho seria um visitante habitual a quem D. Sónia reconhecia o direito para lhe “recomendar” alguém. Depois pelo telefone era marcada a “recepção” e a respectiva hora.

Tive direito a conhecer esse número de telefone que era de acesso restrito, cheguei a ter padrinho, mas nunca fui baptizado. E só por um motivo o não fui. Não pela marca do whisky ou do Porto, mas porque havia 3 ou 4 amigos que “frequentavam” os salões de D. Sónia, o que para mim já me parecia mais uma casa de família do que outra coisa. E há coisas que não ficam bem fazerem-se com a família, sobretudo quando à saída há uma salva de prata à espera de um qualquer “óbolo para os pobrezinhos”…

Óbolo esse que estava estipulado nos regulamentos da casa, obviamente.

Esta a história breve da Senhora D. Sónia que me propus contar.

 

Mas não resisto a acrescentar uma cena em que a Senhora é o motivo da conversa, mas não entra na acção.

Uma tarde estava eu a almoçar com um colega de trabalho, muito mais velho do que eu e até do que da D.Sónia e que era um boémio da velha guarda que conhecia este mundo e o outro, quando entra nesse restaurante a Senhora mai-lo o seu Senhor. Sentaram-se e prepararam-se para almoçar também.

Foi então que os olhos do meu colega brilharam e me disse mais ou menos isto:

-“Tenho encontrado aquele casal muitas vezes sobretudo nos cinemas e nos teatros. Nunca falham as estreias das revistas. Ela tem uma classe extraordinária e são um casal perfeito. Mas não sei quem são e nenhum dos meus amigos sabe. Ele deve ser administrador ou dono de alguma empresa. Devem ter muita “massa”.Que acha dela?”

-“Acho bem, é uma brasa e tem muita classe. Eu também os tenho visto por aí e tenho uns amigos que os conhecem. Ele é de facto um administrador” – e disse isto tudo com o ar mais sério.

-“Ah! Logo vi”.

E mais não disse. Fiquei a gozar, por dentro, com o facto de eu saber tudo dela e o engatatão mor do reino e o boémio das mil namoradas, nem de longe imaginar quem estava ali.

Acabei por lhe recordar esta cena bastantes anos depois, quando já ele estava “retirado” e suponho que a D. Sónia também e contei-lhe a história da Senhora.

Não queria acreditar!

 

 

 

 

publicado por Carapaucarapau às 22:19
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21 comentários:
De maria teresa a 27 de Março de 2010 às 12:42
Putas? Conheci algumas
Foi na minha profissão
Não que seja delas matrona
Não! Não sou! Isso não!

Com elas eu trabalhei
Mas bastante acompanhada
Com esse labor arrasei!
Ficando bem elucidada!

De ti esta não esperava
Não conhecer a D. Sónia?
No que melhor a retratava?
Até me causou uma insónia!

Não me estás a aldrabar?
É que aos poucos vais mostrando
Que és um peixe por pescar
Nas marés dum bom “malandro”!

D. Sónia e seu comparsa
Muito tinham p´ra falar
Se fosse nos tempos d´agora
Aos jornais podiam contar

Conhecer as vidas duplas
Dos companheiros de cama
Era a taluda das putas
Que ganhavam muita grana

Atirar pedras não faço
Cada um faz o que quer
Mas não vivo num compasso
De as admirar sequer!

As justificações são várias
Todos querem ter razão
São diferentes os motivos
Mas nenhum com explicação

É-se puta por amor
É-se puta por paixão
Venha o diabo e escolha
Esta grande confusão

É-se puta por prazer
É-se puta por ilusão
É-se puta para ter
Algum dinheiro na mão…

Com esta me vou embora
Atirando-te a “bolada”
Não estou por aqui agora
Logo venho ler a “tacada”

PS-E hoje já escrevi a palavra puta mais vezes do que a pronunciei durante toda a minha vida!
Ai Carapaucarapau, hoje mesmo é em duplicado, não resisto a estes teu chamado!
:)))))


De Carapau a 28 de Março de 2010 às 14:47


Das tuas várias justificações
Para uma mulher ser puta,
Não concordo com as razões.
Vamos começar uma disputa?

Não se é puta por prazer,
Por amor nem pensar!
Pode-se começar "sem querer".
Mas depois é difícil parar.

Também não é por paixão,
Que se vai logo a correr.
Mas vai-se numa aflição
Para ter e dar que comer.

Por dinheiro com certeza.
Essa é a grande razão.
Portanto amiga Teresa
Muda a tua opinião.

Mas a D. Sónia retratada,
Que era puta a valer,
Era puta programada.
Escolheu esse seu viver.

Razão? Ganhar bom dinheiro.
Só não sei se o plano foi dela
Se do citado companheiro.
Essa a grande "interrogadela".

No entanto, pela aparência,
Devia ser de comum acordo.
Ela gostaria da "frequência"
E a ele saiu-lhe "El Gordo"!

Quanto a eu, em D. Sónia,
Não me ter "aprofundado"
Nâo é motivo para insónia.
E deixei isso justificado.

A história que relatei
Foi a vida duma mulher
A quem nem uma pedra atirei.
Cada qual faz o que quer,

Da sua vida, se livremente.
O resto pouco interessa.
Assim faz toda a gente
Que pensa pela sua cabeça.



De Maria Araújo a 27 de Março de 2010 às 22:56
Linda história contas tu,
Carapau meu amigo
Puseste a Teresa a versar
A palavra "puta" , sem querer

Eu te quero dizer também
Que hoje elas não faltam
Dá-se-lhe outros nomes
Com requinte e descrição.

Mais ainda te digo
Que puta é qualquer mulher
Que ame e goste de amar.

Porém , declaro carapau
Que D. Sónias há muitas
Não sendo de profissão
São-no de provocação.


P.S.: Foi o que me saiu
E o Braga perdeu, como já esperava. Mas parece que foi um grande jogo.

Beijinho



De maria teresa a 28 de Março de 2010 às 00:38
PUTA é quem pratica a prostituição

A prostituição pode ser definida como a troca consciente de favores sexuais por interesses não sentimentais, afectivos ou prazer. Apesar de comumente a prostituição consistir numa relação de troca entre sexo e dinheiro, esta não é uma regra. Pode-se trocar relações sexuais por favorecimento profissional, por bens materiais (incluindo-se o dinheiro), por informação, etc.

A prostituição é praticada mais comumente por mulheres, mas há um grande número de casos de prostituição masculina em diversos locais ao redor do mundo.

Já amei e fui amada não me considero uma PUTA, por isso acho muito incorrecto dizer-se que todas as mulheres são PUTAS


De Maria Araújo a 28 de Março de 2010 às 13:50
Maria Teresa, eu não quis magoar nem tão pouco sou incorrecta.
Sei muito bem o que significa a palavra puta,e digo que há muitas mulheres que se prosituem por obrigação, porque têm filhos para criar, que têm falta de tudo...de amor, atenção, carinho, e que eu respeito.
Mas quando referi a palavra a qualquer mulher, a mim inclusivé, estava a querer dizer que nós quando amamos alguém fazemos tudo o que uma puta faz, em termos de sexo. Somos selvagens, somos loucas, somos adolescente, somos capazes de tudo.
Peço desculpa se ofendi.
Mas há momentos que se brinca com as palavras, já foi aqui escrito muito sobre outras palavras que poderiam ser tão ofensivas quanto esta e que nem por isso foram alvo de crítica/ataque.
A ti carapau, com todo o respeito que por ti tenho, e sabe-o bem, desculpa ter provocado aqui no teu blog algum constrangimento que jamais me passou pela cabeça magoar alguém.
Beijinho amigo.

PS.: Prometo ter cuidado com o que escrevo.



De Carapau a 28 de Março de 2010 às 15:25
Com este comentário respondo ao teu 1º comentário Cantinho, ao 2º da Maria Teresa e à tua resposta a este.
Assim:
Nem de perto nem de longe concordo contigo quanto a ser puta qualquer mulher que "ame e goste de amar". Tentei dizer isso nas quadras que deixei em resposta à Maria Teresa.
Concordo portanto com o que diz a MT sobre a definição de Puta e prostituição.
Eu percebi o sentido que quiseste dar ao termo, que é vulgar na "linguagem corrente", mas que está errado, leva a confusões e levou à reacção da MT.
Aproveito para esclarecer um ponto. Ao contrário do que dizes (e muita gente pensa) a puta não é "louca" nem "selvagem". Tomara ela que a deixem e "se despachem" (a expressão é delas) o mais depressa possível. Uma ou outra pode "representar" em certas ciscunstâncias, se souber que daí tira alguma vantagem ou por já conhecer as taras do cliente.
"Loucuras", "selvejarias", "maluquices" (que podem e devem incluir p. ex. o pino...) faz quem faz sexo por amor ou por simples prazer, muitas vezes pelas 2 coisas. E nisto entram homens e mulheres.
É portanto uma ideia errada pensar que uma puta faz coisas que outras mulheres em geral não fazem.
O que fazem ( e que em geral é um frete para elas) é por dinheiro e essa sim é a diferença.
Grande.
Agora Donas Sónias, no mundo, há tantas! Há, houve e haverá. Mas os tempos hoje são diferentes. A Sónia explorou na altura o que hoje se chama um "nicho de mercado".
Cara Cantinho não me tens que pedir desculpa de nada. Este espaço está aberto, cada qual diz o que quer e o que pensa, há sempre tempo para emendar qualquer coisa que não tenha saido bem e a discussão é sempre salutar.
(Quanto ao jogo, eu bem te avisei). :-)
Bjo.
Para a Maria Teresa também um bjo. e este comentário também responde ao teu, que nem era para mim. :-)
Lá atrás já "quadrei" em resposta às tuas quadras.
E...boa viagem ! :-)
Bjo.

Só mais um apontamento em realção à D. Sónia, que foi o motivo do post.
Durante 2 ou 3 anos eu "controlei-a" e tive "notícias" dela por intermédios de terceiras pessoas, como escrevi no post. Depois esses amigos "mudaram de vida", eu mudei de morada para muito longe dela e perdi-lhe o rasto. Quando acima disse que ela "explorava" um nicho de mercado (não era a única, aliás) queria-me referir ao estrato social em que "recrutava" as suas visitas e portanto ao óbulo que cada um espotulava quando a visitava.
Cálculos feitos na altura levavam à conclusão que ganharia 20 a 30 vezes mais do que se tivesse um emprego "normal" na época. E esta, estou em crer, era a grande motivação para ela enveredar por uma tal vida. Até porque, como me diziam as pessoas que com ela "conviviam", a senhora não tinha nada de bronca e tinha uma cultura razoável.


De maria teresa a 28 de Março de 2010 às 20:06
Querida Cantinho, eu não fiquei magoada nem ofendida, não tem sequer que pedir desculpas.
Quis apenas colocar "no devido lugar" o significado da palavra puta que é bastante pejorativo.
A grande maioria das prostitutas que dizem que o são, para darem de comer aos filhos são "fabulosamente imaginativas", algumas nem filhos têm e quando os têm encaminham, principalmente as filhas, ainda adolescentes para a mesma profissão. No caso de lhes ser apresentada uma alternativa para sairem dessa vida, ou os xulos não as deixam, ou elas não querem, porque em qualquer trabalho em que possam ser inseridas ganham menos.
Quando digo que são putas por amor, por paixão, são-no para ganharem dinheiro para manterem o chulo ou uma vida que ambicionam fora das suas posses.
"Conheci" uma que se prostituia para pagar o Colégio São João de Brito aos filhos, preferia que os filhos fossem "filhos de uma puta" do que andassem, como tantas outras crianças andam, numa escola pública.
Gostos não se discutem e eu não tenho que as julgar mas francamente não as acho "dignas de pena".
Tenho pena é das mulheres com filhos que se submetem a maridos violentos e agressivos porque fora deles não têm meios de sobrevivência.
Seja como fõr isto é um assunto em que cada caso é um caso.
Nos dias de hoje o homem ou a mulher já não precisa de "sair" de casa para saciar "apetites" que nos tempos da minha avó eram considerados aberrantes.
A sexualidade entre os casais "evoluiu":):):)
Valeu?


De Carapau a 28 de Março de 2010 às 22:55
Claro que evoluiu e ainda bem.
Mas a tentação pela "novidade" (mesmo que essa novidade não acrescente nada de novo) essa continua. Por isso, também por isso, é que o "mundo gira e avança..."


De Red Maria a 28 de Março de 2010 às 21:56
Ora bolas, agora então é que já nem sei o que comentar.
Melhor mesmo me confinar ao meu espaço e dedicar-me à "ingricultura"!


De Carapau a 28 de Março de 2010 às 22:56
E que belos e vermelhos frutos tens lá no teu quintal...
:-)


De Red Maria a 28 de Março de 2010 às 22:06
Ele disse pino? E cambalhota? (ah, afinal isto já não era sobre a D.Sónia, senhora bem vestida, penteada e maquilhada, era sobre alguma aula de ginástica!

(estou a começar a entender, demoro mas chego lá)


De Red Maria a 28 de Março de 2010 às 22:09
Ah e o gajo da D.Sónia era administrador!

Bom, estamos então perante uma empresa, conjunto organizado de meios com vista a exercer uma actividade particular que produz e oferece bens e/ou serviços, com o objectivo de atender a alguma necessidade humana.


De Carapau a 28 de Março de 2010 às 22:48
Isso é uma aula de Economia. Nunca soube se ele era Administrador se administrado, pois a personalidade da D. Sónia era suficientemente forte para comandar a "empresa de prestação de serviços".
Mas nunca fiando...Fica a dúvida.


De maria teresa a 29 de Março de 2010 às 00:27
Que necessidade? Uma daquelas que são Kamasutrianas?


De Carapau a 29 de Março de 2010 às 18:39
Explicando o teu palavrão para quem não conhece esse "filósofo".
A necessidade aguça o engenho. Qualquer engenho bem aguçado penetra melhor. Penetrando melhor, as pessoas ficam mais satisfeitas com a explicação.
Logo ficam mais com penetradas.


De Rafeira a 28 de Março de 2010 às 22:10
Nem comento


De Carapau a 28 de Março de 2010 às 22:51
Não comentas, mas tens opinião, logo a preguiça é que é a responsável.
Fosse a D. Sónia uma empreiteira da construição civil e queria ver se ficavas calada.
:-)


De MeninaDoRio a 5 de Abril de 2010 às 12:34
Estou de acordo com a cantinho
Quando se ama, partilha-se na cama e por conseguinte, seremos tudo o que nos vai na mente, desde que ambos estejam de acordo e seremos adolescentes, amantes, putas,... etc.

Tb não me pareceu ofensivo no comentário da cantinho.

E na vida real as ditas prostitutas deveriam ser tratadas como seres humanos com alma e sentimentos, principalmente as que se prestam a esse trabalho para próprio sustento dos seus filhos.

Agora as outras se lá estão por dinheiro, têm de se sujeitar a todo o tipo de tratamento. Por vezes a ganância é cega. Dessas, muito sinceramente não tenho pena, apenas respeito a opção de cada um.

E tu carapau inocente acabaste por não saborear um refeição diferente. Seria diferente?

Talvez fosse uma refeição diferente
Da que estarias normalmente habituado
Mas como provavelmente não estavas carente
Puseste essa hipótese de lado


Malandra este menina do rio



Beijo
MeninaDoRio


De Carapau a 6 de Abril de 2010 às 22:01
Diferente? Só se fosse na bebida,
Na atenção e no esmero.
Porque no respeitante à "comida",
É sempre a mesma. Só varia o tempero.

:-)
Bjo.


De Labirinto de Emoções a 16 de Novembro de 2012 às 05:21
Bem depois de me deliciar com este texto, e verificar que o menino carapau tambem é dado ao versejar...e para não ofender ninguem com algum comentário menos próprio...apenas direi que se sonhassem as PUTAS de sociedade que por aí andam meio mundo caía de cu....
E agora vou esvoaçar por outros textos ...porque eu adoro dissecar este carapau..:-)))))
Beijocassssss


De Carapau a 13 de Dezembro de 2012 às 18:34
"Dissecar" um Carapau diz-se, em lingugem de peixaria, escalar.
E não me agrada nada essa ideia.
Mas há ideias que me agradam, é claro. :)
Bjo.


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