Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Investimento Público

                                           

  

 

Está na moda a discussão dos grandes investimentos públicos.

“Fazer ou não fazer” eis a questão.

Todas as semanas têm saído comunicados subscritos por economistas encartados, economistas desencartados (isto é, sem carta de condução), conhecidos de economistas, pessoas que falam com economistas, vizinhos de economistas, deseconomistas e tantos outros que procuram alpista.

Pois bem!

O Carapau não é menos que qualquer um destes “artistas” e resolveu também botar a circular um manifesto com as suas ideias sobre o assunto. Quem quiser aderir pode assiná-lo e tanto o pode fazer ao baixo, como ao alto como ao lado. Cada pessoa assina como entender. Também pode não assinar, para o caso conta na mesma.

Vamos pois ao manifesto.

 

Tendo estudado aprofundadamente o assunto dos grandes investimentos públicos e tendo debatido o assunto com eminentes especialistas (o sagaz Goraz, a cocabichinha Sardinha, o astuto Cachucho, o calmo Cherne e a remexida Chaputa, só para citar alguns) e considerando que está em causa o futuro das futuras gerações (e nunca o passado das gerações futuras como alguns entendem), considerando ainda que é preciso defender o que é nosso duma maneira tenaz, pois anda por aí muito boa gente a mexer nos bolsos que não lhes pertencem, considerando que é preciso valorizar a nossa imaginação, considerando que é preciso inovar, temos de cessar imediatamente tudo o que está em marcha e tudo o que está quase para marchar e tudo o que no futuro haveria de marchar e concentrar os nossos esforços em três ou quatro pontos em que temos de nos empenhar (“nos empenhar” é uma maneira de dizer, mas creio que empenharmo-nos é o nosso destino…)

Assim, o investimento a fazer deve concentrar-se nas seguintes grandes obras:

1-     Um canal de grandes dimensões (largura e profundidade) que atravessará o país de cabo a rabo, isto é, em diagonal desde a foz do rio Minho até à foz do Guadiana. Dito doutra maneira, desde Caminha a Vila Real de Santo António (ver mapa). Este canal será policiado pelos dois submarinos recentemente adquiridos (a propósito: que é feito deles? Já chegaram? Ainda estão em construção? Não temos tido notícias… E mais a propósito ainda: e as comissões chorudas a que estes negócios são lugar por onde param? Não me digam que o cacau está a dormir aí num desses off shore’s…). Assim enquanto um submarino entra por Vila Real de Santo António o outro está a sair por Caminha, desce a costa ocidental, contorna a costa sul e volta a entrar no canal. Andam assim numa roda-viva a defender as nossas águas e terras territoriais e não só as águas, pois isso qualquer barco a remos faz.

Este canal vai ser atravessado por todas as embarcações que se dirijam do Atlântico norte para o Mediterrâneo e vice-versa, que pagarão portagens (que no caso se chamarão canalagens). Os submarinos vigiarão todo este tráfego e nos intervalos, servem-se dos periscópios para vigiar os pomares e impedirem assim que a fruta seja roubada.

Claro que o canal vai ainda ser um rico viveiro de peixes e qualquer um vai poder dar banho à minhoca para ver se apanha algum “peixe do alto”. Veja-se o desenvolvimento que isso trará ao interior quando, por exemplo, em Fornos de Algodres, for possivel apanhar uma corvina …

2-     A 2ª grande obra é uma auto-estrada a acompanhar a fronteira com a Espanha. Esta via será toda em viaduto de grande altura para assim projectarmos a nossa sombra sobre a Espanha. É certo que da parte da manhã a sombra nos “calha” a nós, mas a partir do meio-dia os nossos vizinhos vão ver o que é sombra…

3-     Outra grande obra: um hospital psiquiátrico em cada distrito (alguns distritos precisarão de mais do que um…A este respeito há opiniões diferentes, pois há quem se incline mais por fazer penitenciárias. Poderão eventualmente conjugar-se as duas coisas).

4-     Finalmente, acrescentar a altura da Torre do Clérigos no Porto em, pelo menos 1, 35 m, que é aproximadamente a altura daquele sujeito que levou aqueles dois dedos à testa e assim ofendeu as virgens…não sei se estão lembrados?

 

Estes terão de ser os grandes investimentos para tirarmos o pé da lama, se é que queremos mesmo tirá-lo. Caso contrário nada como continuar a chafurdar.

 

Para já, assinam este manifesto:

-a Chaputa (as senhoras sempre em 1º lugar…)

-a Sardinha

-o Goraz

-o Cachucho

-o Cherne

-o Carapau

 

Outros se seguirão.

 

 

 

publicado por Carapaucarapau às 19:17
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6 comentários:
De Maria Araújo a 9 de Julho de 2009 às 19:59
Eu, a abaixo assinado, declaro que o aqui exposto está com muito estilo, conhecimento de causa, humor e imaginação.
A quem passa pela "cuca" fazer um post destes???? Ligar Portugal por um canal????? ehehehehehehehe!
Mas olha que com ideias destas só mesmo um Sócrate para "nos empenhar".

a peixinha do cantinho




De Carapaucarapau a 9 de Julho de 2009 às 23:23
Quem é amigo?
O canalzinho passa aí quase à porta...até podes pescar da janela...
Bjo.


De Maria Araújo a 13 de Julho de 2009 às 17:22
rsrsrrsrsrsrsrsrsrs!
Aqui só se for o canal do rio Este.
Beijinho


De Carapaucarapau a 14 de Julho de 2009 às 00:53
Haverá certamente canais para todos os gostos...
Bjo.


De Tio a 13 de Julho de 2009 às 21:51
Venho aqui só para perguntar a V.Exª. se está prevista a abertura de um ramal para a minha terra, para aí poder instalar uma barraquita tipo quiosque, para vender castanhas assadas aos veraneantes.

Se for possível, então conte com a minha assinatura.
Obrigado.

1 Abraço e... parabéns pela ideia!



Vitor


De Carapaucarapau a 14 de Julho de 2009 às 00:52
Só o canal principal será feito pelo poder central. Os ramais ficam a cargo dos municipios.
Para já só tive conhecimento do interesse de Fornos de Algodres.
O negócio das castanhas, desde que não prejudique o negócio bancário acho que é de deferir...
1 abraço e obrigado pela oportunidade que me deu para este esclarecimento complementar...


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