Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

Arroz

 

 

Não sabendo o que havia de escrever, resolvi que desenvolveria o tema deste post a partir da primeira palavra que eu lesse. Abri um livro ao acaso e olhando de repente vi “Arroz”.

Nem sei mesmo, assim à partida, o que vai sair daqui.

Em geral penso num assunto, aqui neste recanto da caverna, ou às vezes quando ando por aí a navegar, a olhar para uns e para “ostras”, e depois de escolhido o tema, dou-lhe forma aqui mesmo. Uns saem mais ou menos jeitosos, e até me dizem “olha o jeitoso do quarto desta vez saiu-se bem…”, outros saem um bocado tortos e nunca mais se endireitam. Mas isso não acontece só com os posts, acontece com tantas outras coisas, o que me levaria a tecer considerações mais ou menos judiciosas sobre a condição humana, sobretudo a masculina … de maneira que o melhor é mesmo voltar ao arroz.

Não sei nada de arroz. Por aqui não há arrozais, que são para quem não sabe, os campos onde se cultiva esta gramínea. Só sei que uma vez fui dar uma volta com um lagostim que me levou pelo Sado adentro e quando dei por mim estava num arrozal. O lagostim ficou por lá a baratinar o arroz e outras companhias e eu vi-me aflito para encontrar o caminho para a caverna. Não me meto noutra. O arroz (planta) gosta de ter os pezinhos dentro de água e eu não. Ou estou todo dentro ou então caio fora, que não sou de meias águas.

Ora arroz para isto! (Noutros tempos as mamãs ensinavam às filhas para dizerem “Arroz!” em vez de “Porra!” (quando por exemplo batiam com o cotovelo na parede), porque era uma palavra feia, e como arroz tinha – e ainda hoje tem – um “a”, um “o” e dois “rr” também aliviava. Diziam elas, as mamãs. Hoje já não é assim, já não alivia nada, tem de se usar remédios mais pesados e ainda bem, senão a produção mundial de arroz não chegava para as encomendas …e isto não tem nada a ver com o aumento do nível de vida dos chineses & companhia).

Não gosto de arroz integral. Gosto dele depois de descascado, branqueado, torturado e sobretudo cozinhado, tipo arroz de cabrito no forno, arroz de berbigão, arroz de grelos que também pode ser de feijão ou de cenoura, para acompanhar por exemplo jaquinzinhos fritos (ai o que me saiu sem eu querer, juro que estou a brincar então eu ia fazer uma coisa dessas aos pequenos, brincadeiras de mau gosto, Arroz! para isto). Esta malandrice, todavia não me saiu por acaso, foi propositada para dizer que gosto dum arroz de bacalhau malandrinho (malandro o arroz não o bacalhau) e outras malandrices em que ele entra.

Só não gosto do arroz fingido, especialidade que muitas cozinheiras fazem e que os cozinheiros não podem fazer, porque dá logo nas vistas.

Claro que podia ficar aqui o resto da vida a falar do arroz, desde quando ele era de pataco até aos nossos dias, mas para tanto me falta paciência, saber e espaço. Se eu fosse o “outro” diria que me falta engenho e arte.

No fundo, tudo isto foi só para provar que se pode fazer um post a partir de nada ou pouca coisa (um simples grão de arroz basta), desde que se saiba temperar o cozinhado, o que não foi o caso. Agora podia embarcar nesta do tempero e daqui a pouco estava nas índias e no resto do oriente donde, como se sabe, veio o arroz (além das lojas dos chineses).

E também não escrevi isto para dar a arroz a ninguém, tanto assim que vou acabar por lhes adoçar a boca, deixando aqui este pratinho de arroz doce.

-Arroz!... - E cheguei ao fim quase sem dar por isso…

 

Nota: - Agora não vão para aí dizer que me limitei a um arrazoado de palavras. Isto foi, sim, uma arrozada de palavras.

publicado por Carapaucarapau às 14:45
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6 comentários:
De Maria Araújo a 14 de Janeiro de 2009 às 01:08
Olá, carapau.
Hummmm! Nem sabes como adoro arroz. Então se for malandro acompanhado com grelos, com penca, com tomate, com feijão, com bróculos e uma infinidade de outras leguminosas que jánem á mente me vêm de tão cansada estou de andar aqui a visitar os blogs dos outros e das "ostras".
E não voltes a provocar com o arroz de cabrito, porque dou-te o "troco" com um arroz de cabidela, um pica no chão, um arroz de tamboril . E depois lá se vai o cardume do teu oceano.


De Carapaucarapau a 14 de Janeiro de 2009 às 01:22
Claro! TInhas de atacar os meus "parceiros de água". Só que alguns são de aviário, nem meus primos os considero. Podes mesmo atacar num arroz de marisco que não me comoves.
E maranhos conheces? Também são com arroz.
Bom proveito!
Bjo.


De Maria Araújo a 15 de Janeiro de 2009 às 12:01
Olá. Não, não conheço os maranhos.
Mais logo vou ver.
Vou almoçar o meu arroz de tomate, malamdro, com faneca, hummmm, as fanecas fritas.
Bolas! Fico frita com o meu colesterol e as fanecas.
Beijinho


De Teddy Lover a 22 de Janeiro de 2009 às 22:46
ADORO ARROZ!!!...a seguir esparguete (sempre c/ queijo ralado) e a seguir, puré de batata...enfim...a seguir ao arroz, a ordem é arbitrária. E adorei o post.
Adoro, arroz de cabidela...cresci com isso. Adoro, arroz de marisco, cresci com isso. Adoro arros de manteiga, cresci com isso. Adoro, arroz de sustância, cresci com isso, adoro arroz de tomate, de pimentos, de ervilhas, de grelos, de cenoura, arroz persa, arroz de coelho, arroz de frango...sempre malandrinho....enfim...deve ser por isso que cresci até aos 1,70 de altura...
Adoro, arroz de bacalhau, adoro arroz de peixe..
De cabrito, confesso, nunca comi...mas adoro arroz e cabrito..de cabrito, adoro caldeirada, assado no forno, guizado, estufado, com ervilhas..em..tô aki tô a cear...
Jinhos


De Carapaucarapau a 22 de Janeiro de 2009 às 23:37
Isto agora virou menu de restaurante?
hehehe.
Bom apetite!


De Labirinto de Emoções a 18 de Dezembro de 2012 às 23:06
Porra...e não arroz para a tua imaginação, ahahahah de um bago se arroz fazes um post!

Ameiiiiii.......

Beijinhos com sabor a arroz doce, loool


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