Quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

Sem...

Hoje como ontem, com o post no horizonte, bem tento um golpe inédito e com interesse. Porém, esforços inúteis. Puxo pelos neurónios e eles encolhem-se e escolhem responder com feios gestos. Fixo de frente o Word, espremo-os e sumo nem vê-lo.

Textos lógicos, de fino humor, ou mesmo grosso, isso tudo que é bom, nem vê-los. Fogem de mim com todos os pés, pelo menos os sete do costume, e fico com o trombil de quem quer e é incompetente.

Milhentos fios com que tecer um post colorido, despretensioso e com interesse e piso, repiso, moo e remoo, dou e repito, estico-me todo e é só um tipo de bochecho que consigo escrever.

Meti-me por ínvios roteiros, de pouco pisoteio e por isso mesmo difíceis.

É em soluços que sigo.

Sinto perto o fim do tormento, puxo o tufo piloso por me ter metido nele e solto um longo suspiro por consegui-lo.

Perto do impossível, porém só o possível.

Enfim, o difícil fim. Foi só um exercício.

 

Texto convertido pelo Lince.

Por isto mesmo é que se diz que tens olho de lince.    

Porquê? Porque o post foi escrito sem que o 1º simbolo do conjunto de vinte e seis que o constituem, tivesse sido empregue. Por isso o texto só um exercício. Tentem produzir um deste tipo... 

publicado por Carapaucarapau às 12:44
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20 comentários:
De Maria Araújo a 30 de Outubro de 2014 às 18:12
E assim, escreveste o teu post semanal.


De Carapau a 31 de Outubro de 2014 às 22:28
Lê o que eu escrevi já depois de publicados os comentários. Isto no post, a seguir ao lince.
Ah, pois... :)
Bjo.


De maria teresa a 30 de Outubro de 2014 às 18:55
Um conselho, que não dou nem vendo, apenas sugiro, faz o pino talvez vejas o mundo ao contrário e as ideias afluam.
Vou com a boca a saber a pouco por isso, e apenas por isso, deixo um beijinho opercular muito pequenininho


De Carapau a 31 de Outubro de 2014 às 22:31
A "ideia" estava lá, só que nehuma das caras comentadoras a topou. :)
Lê, sff o que eu escrevi no post, logo abaixo do lince...
Daí o "Sem..." do título e o "foi só um exercicio"
Bjo, sem ser a fazer o pino (mas já tenho feito)


De maria teresa a 31 de Outubro de 2014 às 22:43
Meu querido Carapau, não li o que estava por baixo do Lince, confesso que só raramente leio o "Lince", mataste-me de tanta esperteza, não encontrei nenhum "a"

Em que situação é que fazes o pino?

Beijo opercular dobrado mereces... Parabéns!


De maria teresa a 31 de Outubro de 2014 às 23:08

Feneci de podre! Morte, morte, porque surgiu de repente?Esqueci-me que existe em todo o mundo, num todo, no universo … que poder tem!
Um fim que emerge todos no fundo dos fundos, no fim de tudo.
Estive perto, muito perto de subir em vertigem, desci em equilíbrio, pois viver e morrer é ser feliz ou infeliz.
Vivo só é certo, vivo! Quero viver com outro! Quero o poder de decidir se vou morrer, se vou viver... sem dor, sem ciúme!

Respondi em poucos minutos como podes verificar, mas hoje estou mórbida, parei antes que tivesse um fanico, fanicado.
Vi depois de ter escrito o anterior comentário que a quando do 1º não estava nada escrito depois do Lince, ainda dou um tiro no dito.

Mais uma beijoca opercular, começo a esgotar o stock


De maria teresa a 1 de Novembro de 2014 às 09:12
Adoro desafios e então cá vai mais um texteco:Sob um pinheiro, escurecido pelo tempo, revi num dos meus sonhos o José, meu homem, meu esposo, meu complemento, comigo viveu muito tempo, hoje vive no céu e dele ele vê-me e vê os filhos que comigo concebeu e que me permitiu ter. Foi homem querido por todos nós, deixou-nos cedo, ,,, foi no tempo pré-definido pelo momento em que se rompe o elo que nos une com o ventre do ser que nos concebe.
Penso nele, vivo no éter, por ele fico num viver vendo os filhos crescendo, tendo frutos, os netos, netos hoje quase homens, o ciclo completo permite~me , num sopro de vento, vento do sul e num modo seguro, feliz e com fé, seguir o meu destino....
Irei no tempo certo, pré-definido, num minuto, num segundo...num furo do tempo que desconheço...
No meu céu, meu porto seguro, quedo-me num eterno sono sem sonhos!

Chuaaaaaac



De Carapau a 4 de Novembro de 2014 às 13:45
Conclusão: saíste ainda melhor que a encomenda, sendo eu a encomenda, claro. Para "vingança" “derraquincaste” não um, mas dois textos para provar à carapausada que também és capaz e fazes mais e melhor. :))
Como diria o filósofo: "porreiro pá !". Fiquei tão impressionado, que suponho que um dia destes vais ser até capaz de escrever usando só uma letra, quiçá mesmo, passado um tempo de treino, capaz de escreveres sem letras. :))
Estou a escrever isto e a lembrar-me (calcula lá no que eu penso!) de “Os Colombos”, poema da Mensagem do F. Pessoa. Os Colombos são os que vêm depois, os que descobrem o que já foi descoberto. :)) (Claro, o Colombo, no caso sou eu, ora quem havia de ser? :)
Ora bem, depois deste meu elogio (embora moderado com a história do Colombo :)), restar-me ia dar-te os parabéns e dizer-te que tens qualidades para ir longe! (Sei lá, talvez até à Sicília…)
Mas... (esta desgraçada adversativa estraga sempre o ramalhete), a palavras tantas do teu segundo texto, aparece uma palavra assassina, um “quase” que introduz um sub-reptício “a” que borra a pintura toda. Isto prova que além da boa vontade e do jeito é também precisa muita atenção. :)
Agora a sério (não fiz outra coisa até agora…): pareceu-me que escreveste os textos com mais facilidade que eu escrevi o meu. Isso prova, que treinando, um dia chegas lá.

Dois bjos (um por cada texto, embora o segundo, não seja repenicado).


De maria teresa a 4 de Novembro de 2014 às 18:56
Estou muito traumatizada por ter deixado escapar uma, esta noite não durmo! Para a próxima escrevo com duas pode ser que com o desgosto deixe de comer o que só me fará bem porque preciso de perder uns quilinhos!
Logo eu que até mudei o nome do meu marido que era João para José, foi castigo :)

Beijocas operculares


De GL a 31 de Outubro de 2014 às 14:58
Carapau sem inspiração,
é de doer o coração.

Carapau com preguiça,
é Carapau que não vai á missa.

Para que conste.
O post anterior não é considerado como tal, logo...

Problema a resolver pelo responsável.


De Carapau a 31 de Outubro de 2014 às 22:34
Carapau com preguiça uma ova! :)
Leia a menina o que eu acrescentei no fim do blog e que ninguém descobriu e diga-me se foi preguiça. :)
Tente fazer o mesmo e depois, só depois, receba o abraço.


De GL a 31 de Outubro de 2014 às 23:54
Não fora o "para" e tinha chegado lá, oúnico não?
Mas que é um belo exercício, disso não tenho dúvida.
As minhas desculpas. Que injusta fui! :)

Abracito duplo ajuda à redimir-me?


De GL a 31 de Outubro de 2014 às 23:57
"oúnico não"? Vou dormir, só pode ser sono.:(
Queria dizer "ou não".


De Carapau a 4 de Novembro de 2014 às 14:05
Dei voltas à cachimónia para entender essa história do "para" e do "único não?".
Há dias em que nem um peixe deve sair à rua, pois pode-lhe cair o céu em cima. :)
Queira a menina fazer duas coisas (mas depois porte-se bem, ok?)
Releia o post, na parte do Word, e repare como nem tudo o que a gente lê é o que julga ter lido. "Para" quê? :)
Depois leia o comentário longo que deixei à MT e verificará como a vida nos prega partidas. :)
Percebeu tudo? Então fique caladinha que um dia dou-lhe um doce. :))
Só mais uma explicação, para melhor eentender a ironia das coisas: eu escrevi aquele comentário, antes de ler o seu (este a que agora respondo).
Sou um malvado, não sou? :))
Abraço.


De Labirinto de Emoções a 31 de Outubro de 2014 às 17:49
Tu és um alquimista de palavras como o João Guimarães Rosa..:-)))
Se leres o Sagarana.... vais ver que tenho razão..:-))))))))
Mesmo sem... o impossível aconteceu! Como vês, sempre foi possível.
E eis mais um post que me fez sorrir, porque de incompetente não tens nada!
Muda o "trombil" e engole os soluços... porque quem tem olho de lince és TU e do nada surge a obra..:-))).
Com... ou sem ... te aguardo na próxima 5ª feira.
Beijo


De Carapau a 31 de Outubro de 2014 às 22:40
O Guimarães Rosa dever ter dado mei dúzia de voltas no túmulo, com a tua tirada. :)
Muita conversa mas a verdade é que também não descobriste o óbvio. E era óbvio que havia ali qualquer coisa era o ar estranho do texto.
Lê o que escrevi, posteriormente, no fim do post.
Bjo.


De Labirinto de Emoções a 1 de Novembro de 2014 às 02:38
Inteligente como és...burro foi quem em tormento o consegui ver
Penitencio-me pelo erro e pelo lince que teve olho.
Que incompetente que sou e de trombil fiquei com o suspiro que dei.
Um beijo em jeito do exercício devido e feito!


De Carapau a 4 de Novembro de 2014 às 14:15
Com muito teino consegues.
Treino e olho vivo, porque é dificil repelir o simbolo que se mete como piolho no, no....isso! :)
Só de muito em muito longe é possivel escrever deste modo.
Felizmente o beijo repele-o, pois de outro modo ...


De Mariazita a 4 de Novembro de 2014 às 23:03
Boa malha! P.M.

Pedro pode palrar/parlapatar por periodos prolongados, propondo parcerias para protelação parlamentar. Porém… Manuel, pondo macumba poderosa melhorou propositamente … e levou um estalo nas ventas para não estar a desconversar!

Ofereço-te este mimo:

A casa branquinha da avó
Brilhante sol do meio dia
Na sala somente pó
Na cozinha malvasia,
No jardim uma planta só
Cheirosa qual iguaria
E eis a feitiçaria
Da casa da minha avó

Beijinhos de boa noite

R: Se não existisse o reviver eu já teria morrido, há dois anos.


De Carapau a 5 de Novembro de 2014 às 18:44
Coitado do Manuel! Então foi mesmo verdade que levou um estalo nas ventas? E porquê? Meteu-se com a vizinha a quem fez uma macumba poderosa? Então foi bem feita!
Fazer uma coisa dessas à vizinha...
E logo àquela, que não é nada boa de assoar.
Quanto à casa da avó:
Parecia uma senhora tão bem organizada, sempre tão arranjadinha e afinal não limpava o pó da sala!
Nunca me passou uma coisa dessas pela cabeça!
Está o mundo virado do avesso!
Uma sala cheia de pó deve valer um dinheirão no mercado, não?
Bjo.


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