Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2015

Phosphoros e Fósforos

Fósforos-1.jpg

 

Fósforos-2.jpg

 

Andava eu a ver se inventava mais um espaço para arrumar meia dúzia de livros que já se amontoam por aqui e por ali, atirando para o lixo umas coisas, rasgando outras e arrumando melhor umas outras, quando me veio ter às mãos um pacote com 24 caixas de fósforos, tal como saíram da fábrica, há anos.

A maior parte dos que se destinavam ao consumo interno pertencia a coleções “temáticas” como p. ex. “Trajos”, “Moinhos”, “Museus”, etc.

 

Esta coleção de 24 caixas de fósforos/phosphoros foi lançada em 1986 para comemorar os 60 anos da Sociedade Nacional de Fósforos, que tinha uma fábrica no Porto (no Lordelo) e outra em Lisboa (na Rua do Açúcar). Os desta coleção foram produzidos nas duas fábricas.

 

Preços que iam desde os $15 (15 centavos) até $40 (40 centavos). Uns destinavam-se à exportação e não têm indicação do preço. Uns são “amorfos”, outros “integrais”, outros “impregnados”, outros “de cera” e também “fósforos de segurança”.

Por curiosidade, com 10 cêntimos (de euro) de hoje comprar-se-iam “naquele tempo” 10 caixas, das que na altura custavam $20 (20 centavos).

As caixas representadas nesta coleção foram usadas entre 1926 e 1972.

A maior parte dos que se destinavam ao consumo interno pertencia a coleções “temáticas”  comop.ex. “Trajos”, “Moinhos”, “Bonecos”,“Coches”, etc.

 

Por curiosidade fui dar uma vista de olhos às informações que estão na net sobre as fábricas de fósforos em Portugal. Nesta altura não já há nenhuma a laborar. As razões apresentadas para isso são muitas e variadas. Desde a produção chinesa até à imensa variedade de isqueiros hoje no mercado.

Longe vão os tempos em que em Portugal, para “proteger” as fábricas de fósforos, foi “inventada” a licença de isqueiro. Quem na rua usasse um isqueiro para acender um cigarro, sem ter a respetiva licença, arriscava-se a uma multa, se fosse apanhado pelos “célebres” fiscais dos isqueiros.

Na net, há quem compre e venda caixas de fósforos e muitas vezes só as “capas” das caixas.

Enfim, tenho aqui um “tesouro”, sobretudo se não for gasto a incendiar a floresta no verão…

Termino com a velha piada sobre o que diz o fósforo para a lixa:

“Ai filha, quando me roço por ti, perco logo a cabeça”.

 

Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico - convertido pelo Lince.        

E tu Lince, já alguma vez perdeste a cabeça? 

publicado por Carapaucarapau às 15:09
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9 comentários:
De Maria Araújo a 22 de Janeiro de 2015 às 17:54
Ahahahahahaha! Excelente piada.
Quanto à tua coleção, parabéns, e guarda-a em local visível para mostrares às tuas visitas que tens uma coleção fantástica.
Pena que as fábricas já não existam.
E vendo as imagens, fizeste-me recordar algumas dessas figuras.
Gostei!
Beijinho


De Carapau a 23 de Janeiro de 2015 às 12:22
Não chames colecção a um pacote com 24 caixas de fósforos. Em boa verdade nem me lembrava que as tinha, nem sei como "cá" apareceram. Devo-as ter "herdado" de alguém, mas nem isso me lembro.
Quanto à piada...ela é bem mais velha que a mais velha caixa de fósforos... :)
Bjo.


De Maria Araújo a 23 de Janeiro de 2015 às 22:39

Ok, não é uma coleção, mas um achado interessante.
A piada, não me lembrava dela, mas mesmo que me lembrasse, achava piada na mesma.


Bom fim-de-semana.


De Labirinto de Emoções a 25 de Janeiro de 2015 às 15:46
Ainda tenho uma caixa de fósforos em casa, por curiosidade fui ver onde tinha sido fabricada...Suécia! Pelo menos esta não me põe com os olhos em bico.

Mas ainda me lembro de algumas caixas de fósforos que aqui colocaste.

Nem a Chama Vermelha, SA de Serzedo se aguentou? Terá sido antes ou depois da Troika?

E como não sou lixa, nem fosforo, e estando quase a entrar na idade do "jurássico park" já não faço perder a cabeça a ninguém..:-))

Bj


De Carapau a 26 de Janeiro de 2015 às 18:32
A última grande fosforeira, que fechou em Portugal, era sueca. Não admira que portanto tenham sido importados fósforos da Suécia. Essa empresa "deslocalizou-se" para o Brasil onde tem instalações fabris e plantações de choupos (a madeira usada no fabrico dos fósforos).
Havia umas fabriquetas na zona do Porto/Gaia, mas não sei se ainda existem. Suponho que não.
Quanto a perder a cabeça...basta tê-la em cima dos ombros, para se poder perder.
O lince como não tem ombros... :)
Bjo.

PS: De fósforos ainda sei mais, mas não conto tudo. :)


De maria teresa a 27 de Janeiro de 2015 às 13:49

O Lince não perdeu a cabeça mas quase ao ouvir o seguinte diálogo:
Fósforo : Ó querida estás tão longe, aproxima-te mais um bocadinho, preciso de me incendiar...
Lixa: Eu tenho que me aproximar de ti, estás muito preguiçoso, porque não vens tu até aqui?
F: Estou cansado, tem sido um rebuliço aqui dentro, os meus irmãos zangaram-se e meteram-me ao barulho.
L: Zangaram-se? Porquê?
F: Por uma coisa muito tonta, uma coisa de cabeças!
L: Uma coisa de cabeças? Mas onde é que vocês têm a cabeça?
F: Por enquanto no sítio, onde é que haviam de estar? Mas umas são maiores que outras, umas têm mais poder de fogo dizem eles, eu mantenho-me neutro, não consigo ver a minha…
L: Que disparate tão grande! Não interessa nada o tamanho da cabeça, interessa é que se incendeiem... Ainda agorinha se roçou por mim um fósforo de outra família, incendiou-se logo à primeira roçadela...
F: Ó Lixa! Tu não és fiel à minha família? Não serves só a minha casa?
L: Era o que faltava! Vocês compraram exclusividade?
F: Esta conversa vai azedar, ai vai...vai...
Foi aqui que o Lince ia perdendo a cabeça, não queria, nem por nada continuar a ouvir conversas deste tipo...
P.S. Também existiram cá por casa, coleções de caixas de fósforos e carteirinhas (algumas muito bonitas) mas quando o primogénito largou o ninho levou-as...
Beijinhos operculares


De Carapau a 28 de Janeiro de 2015 às 19:31
São estas as chamadas"conversas lixadas".
Fósforo que se encoste à lixa, lixa-se. Também há (havia, porq suponho que agora são proibidos) aqueles que nem à lixa precisam de se encostar, basta roçarem-se por qualquer sitio e incendeiam-se logo. Um perigo para os fogos. Caso em que os bombeiros têm de actuar com mangueira e machadinha.
O pobre Lince está tão longe disto tudo, que só se interessa pela ração industrial. É por isso que está em vias de extinção...
Bjo.


De GL a 27 de Janeiro de 2015 às 19:36
Mas que bela colecção, Sr. D. Carapau.
Mas diga-me lá uma coisita: como é que se tem uma colecção dessa envergadura e não nos lembramos da dita? Não quero alarmá-lo, mas...
Amorfos? Oh, caríssimo, nem os fósforos!
Integrais? Só o pãozinho, e por causa da diabetes.
Depois há uns outros, os brancos, que eram enviados para as ex colónias. Isto porquê? Cheira-me a ...
Isso mesmo. Como é que adivinhou?!

E afirma que já não existem fábricas fosforeiras em Portugal? Ora queira fazer o favor de ver o link que lhe envio, pode ser?

http:/ www.benfeita.net /texto11.htm

Sim, que para responder também faço as minhas pesquisas.
Oh, valha-me Deus!
Salva-se porque a colecção é mesmo interessante.:))

Abraço, Sr. dos fósforos.




De Carapau a 28 de Janeiro de 2015 às 19:47
Por acaso até consultei o site indicado, donde tirei algumas notas que estão no post.
Quanto à fábrica que no referido site se diz que ainda está a laborar, tenho as minhas dúvidas, mas também não afirmo o contrário.
Quanto "à colecção desta envergadura", nome pomposo para 24 caixas, eu de facto não me lembrava nada que a tinha. E mais: nãao sei como veio cá parar. Se ma deram, se a comprei, se me saiu no euromilhões, se a surripiei em qualquer lado...não me lembro absolutamente. Sei/sabia que tinha uma "encomenda" semelhante de caixas de fósforos da falecida União Soviética e lembra-me de quem ma ofereceu há bué de anos. Curiosamente procurei-a e não a encontrei. Deve ter criado asas e voou. Ou então ofereci-a a alguém que em troca me deu esta. Não sei. Não sou coleccionador.
Tenho é de ter cuidado com o fogo, não se me incendei a caverna e então é que era bonito...
Abraço.


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