Quinta-feira, 14 de Maio de 2015

Casamentos & Divórcios SA

 

Ora aqui está uma “atividade” em que somos o 1º da União Europeia. Melhor seria chamar-lhe um “encerramento de atividade”, pois assim fica tudo mais conforme. A “encerrar” somos muito melhores do que a “abrir”, qualquer que seja a atividade considerada.

A (não) “atividade” em questão são os divórcios. Em 2012, enquanto em Portugal 74% dos casamentos foram desfeitos (“fim da atividade”) a média da União Europeia ficou-se pelos 47%. Muito têm que aprender estes europeus... E os malteses, coitados deles, “só” conseguiram chegar aos 15%. (Entre parêntesis convém dizer que já houve, noutros tempos, uma forte ligação dos portugueses com Malta e portanto é de considerar isso nesta avaliação. Para aqueles 15% devem contribuir em muito os descendentes de portugueses…).

Considerando os últimos 50 anos, o de melhor colheita casamenteira foi o de 1975 com 103.125 e o de menor colheita (por parte das empresas que se dedicam aos festejos deste tipo de eventos) foi o ano de 2014 só com 31.478; e para se atingir este número foi preciso a valiosa contribuição dos casamentos “entre pessoas do mesmo sexo”, com 308 enlaces.

Quanto a divórcios o ano “melhor” foi o de 2002 com 27.708. No mesmo ano houve 56457 casamentos.

Em 2013 o saldo entre casamentos e divórcios foi o mais fraco, com uma diferença só de 9473.

Estes números deverão levar a pensar seriamente os empresários dos Tascos, Restaurantes, Quintas & Cª, que se dedicam a realizar as festas (leia-se “comezainas”) dos casórios. O melhor é começar a investir em força nas festas de Separações & Divórcios, onde se vai dar um “boom” no futuro próximo. Este tipo de festas pode ter algumas vantagens como p. ex. o de, ao proporcionarem contactos entre pessoas, poderem levar a futuros matrimónios, donde resultarão futuros divórcios que levarão a futuros aumentos da faturação. Um nunca mais acabar de negócios.

Outra atividade, onde prevejo um aumento significativos de proventos, é a das empresas de “Alcoviteiras & Inculcadeiras”. É um facto adquirido: só haverá divórcios se houver casamentos. Caso para se dizer que um negócio não se pode divorciar do outro.

O assunto dava panos para mangas e ainda sobrava fazenda, mas por agora fica esta singela introdução.

E, feita a introdução, pode ser que um dia volte ao tema, melhor dito, aos temas pois isto está tudo ligado.

 

Nota: os números foram retirados do portal “Pordata” e constam das estatísticas. A conversa é minha e não está sujeita ao visto prévio do Tribunal de Contas.

 

Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico - convertido pelo Lince.

E tu Lince amigo, já pensaste neste assunto. Olha que por aí não há muito por onde escolher…      

publicado por Carapaucarapau às 14:28
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6 comentários:
De Maria Araújo a 14 de Maio de 2015 às 15:51
Carapau, quantas vezes disse que quem se separa devia " festejar os divórcios " pois, como dizes, pode levar a conhecimentos, logo casamentos e por aí fora.

Beijinho


De Carapau a 17 de Maio de 2015 às 14:32
Tudo o que leve a contactos imediatos do 3º grau deve ser incentivado e explorado. :)
Bjo.
(Suponho que com este calorzinho deves andar ali prás bandas de Vila do Conde não?) :)


De Labirinto de Emoções a 19 de Maio de 2015 às 12:24
Já estive dos 2 lados dos acontecimentos..:-))) mas os empresarios das Tascas, Quintas e Afins, comigo não ganham dinheiro, porque sou eu que faço sempre as petiscadas, adoro cozinhar como tal...nem nos casamentos nem nos divórcios enchem os bolsos à minha conta..:-)))
Beijinhos


De Carapau a 19 de Maio de 2015 às 22:17
A menina saiu-me cá uma forreta!!! :)
E em que "lado" houve mais convidados?
Abraço.


De maria teresa a 21 de Maio de 2015 às 21:11

Percentagem para aqui, percentagem para ali
Eu pensando e remoendo, por esta nunca passei
E mais de 40 anos ao lado de outro fiquei
Quis a força do destino que ele partisse e eu ...quebrei
Saudades, tristeza, dor, … com tudo isso levei
O tempo atenua a dor e abriu-me o coração
Estou pronta a voltar a amar mas não me quero casar!
Casamento foi só um, divórcio não haverá nenhum...
Candidatos aparecem com certa regularidade
Mas sou restrita na escolha e exijo garantias
Não precisam de ser nobres mas quero mordomias
Banhos em leite de burra e massagens corporais
Möet e Chandon e talvez Dom Pérignon
Trufas, caviar, lagosta, uns caracóis à mistura
Uma loira e uns tremoços, umas sardinhas e uma truta
Fins de semana, em Paris, Milão e Porto Brandão
Férias nas Caraíbas, jamais no Afeganistão!
Sou pobrezinha a pedir, não quero ter um avião …
Depois disto revelar a fila enorme ficou,
Não te quero confundir cara pálida sem pavor
Por isso vou despedir-me...
Parto, seguindo o destino, parto, parto sem dor
Não sem antes por aqui deixar, meu apreço e gratidão
Por estes dados revelares mas que me causam confusão
Chuac, chuac , … ( tive uma fenomenal visão: sou uma princesa que já foi sapa, por isso o “chuacar”)


De Carapau a 24 de Maio de 2015 às 17:46
Coço a cabeça, atrapalhado,
Sem saber o que responder.
O sapo que dizes já ter sido,
Tem um gosto requintado,
Pelo menos quanto ao beber.
Veuve Cliquot e “Don Perinhão”
Tudo material importado!
Experimenta “bebida” caseira
Talvez mais fácil de arranjar:
Como um “bruto” da Murganheira
Ou um tinto de Santar!
Mas tens uma grande vantagem
Ao dizeres que não queres casar,
Pois é mais fácil, dessa maneira,
Arranjar parceiro ou parceira,
Para fazeres uma boa “viagem”
Às Maldivas ou “ali” a Porto Brandão.
Agora apetece-me perguntar:
E porque não a Cacilhas,
Que ainda fica mais à mão?
Levavas um “parceiro a pilhas”
Dos que nunca negam fogo,
Comias uma caldeirada,
(com caracóis à mistura)
E voltavas logo, logo,
Satisfeita e retemperada.
E tudo com a maior finura!

Um chuac chuac de Carapau a imitar sapo.


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