Quinta-feira, 26 de Setembro de 2013

A Torre Eiffel

                                                                         

Veio ter à minha caixa de correio eletrónico um documentário sobre a construção da Torre Eiffel. O documento é feito na base de fotografias feitas na altura e fornece todos os elementos referentes a tal obra. O tempo que levou a construir, a quantidade de peças, o número de operários que nela trabalharam, as toneladas de aço, mais isto e mais aquilo. As peças são todas rebitadas e portanto não podia faltar a quantidade de rebites que levou. Fica aqui registada, só como curiosidade: 2,5 milhões.

Quando li isto, lembrei-me duma cena passada comigo e com dois amigos e colegas, há muitos anos já e de cuja autoria me arrependi passado algum tempo…

Estávamos a almoçar e a brincar uns com os outros contando histórias e tretas, quando, já não sei a que propósito veio a Torre Eiffel à conversa. Convém dizer que dos três presentes dois eram “brincalhões profissionais” e o terceiro era um “crédulo ingénuo”. Convém dizer que eu por essa altura usava muito a frase, a propósito de qualquer assunto, “assim uma coisa em forma de sofisma”.

Então eu falei nos rebites especiais usados na Torre Eiffel, pois tinham “cabeça de sofisma”. Ao espanto do “ingénuo” respondeu o terceiro, perguntando se ele não conhecia os “rebites com cabeça de sofisma”. Não, não conhecia, o que deu para gozar mais uns minutos, mas dizendo tudo isto com o ar mais sério possível.

A história acabou por se espalhar por um grupo mais vasto e de vez em quando, a despropósito de tudo e de nada, lá vinha a “cabeça de sofisma”.

Mais tarde arrependi-me de ter brincado e gozado tirando partido da credulidade (e ignorância) desse meu colega, que nunca mais se livrou do “petit nom”, ainda que só entre amigos, de “cabeça de sofisma”. Suponho que ainda hoje continua a pensar nesses rebites “especiais”. Nunca ninguém lhe revelou que tudo aquilo era brincadeira, de tal modo ele ficou convencido. Achamos, a partir de certa altura que seria “pior a emenda que o soneto” (ou “ pior a amêndoa que o sainete” como diria o “outro”).

Já estive na Torre Eiffel, mas uns anos antes desta história, pelo que nem me passou pela cabeça acariciar a cabeça (de sofisma) de nenhum dos rebites…

 

Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico - convertido pelo Lince.        

publicado por Carapaucarapau às 13:59
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Quinta-feira, 19 de Setembro de 2013

Isto de medidas...

…tem que se lhe diga. Aprendi nos meus tempos de menino e moço, que o metro era o comprimento medido entre dois traços marcados numa barra de platina iridiada que se conservava no Museu de Pesos e Medidas, que fica em Sévres, próximo de Paris. Era o metro que servia de padrão a todos os outros que havia pelo mundo fora.

Hoje (já há bastante tempo) o mesmo metro é qualquer coisa como

"o comprimento percorrido pela luz no vácuo, durante o intervalo de tempo correspondente a 1/299 792 458 segundo".

Coisa muito mais fácil de entender como se vê. Olha se no tempo em que cheguei a vender chita ao metro, eu tivesse de acender a lamparina e de cronómetro em punho eu marcasse 2 riscos no balcão, correspondentes ao comprimento percorrido pela luz durante aquele cagagésimo de segundo ali atrás indicado. A cliente abria a boca de espanto e ia-se embora sem a chita. Muito mais fácil era ir perto de Paris e de braços esticados marcar neles a medida do metro padrão. (Foi assim que eu marquei os 2 traços no balcão). E se eu era um ás a vender chita ao metro…

Depois pela vida fora andei quase sempre de fita métrica no bolso, pois podia ser preciso tirar as medidas assim de repente e ser apanhado desprevenido. Hoje tenho uma coleção de fitas e réguas e já nem meço chita nem tiro medidas…

Esta conversa toda vem a propósito duma curiosidade que li há dias sobre o comprimento do sexo (masculino já se vê, pois se fosse feminino estaria a falar de largura…). A pergunta era: qual o animal que tem o sexo mais comprido? Eu pus-me a imaginar o elefante, “o” baleia, o cavalo, o burro, até o Chipenda *, fui ao Youtube ver se recolhia mais alguma informação visual sobre o assunto e por aí me fiquei.

Eis que me é revelado o bicho, que não é nenhum daqueles, mas um pato.

É verdade! O animal de sexo mais comprido é o “pato qualquer coisa” (não tomei nota da raça e agora já não sei onde vi isso) que, quando esticado mede qualquer coisa como o espaço que a luz percorre em 1/374740573 segundos. É só fazer as contas…

E fico-me a imaginar o que não seria um arroz deste pato apanhado num daqueles dias em que tudo lhe estivesse a correr bem…

 

Chipenda era um angolano que, entre outras coisas, jogou futebol em Portugal nos idos de ??? A razão porque aparece na lista deixo-a à imaginação do leitor, mas sempre acrescento que tinha mais admiradores/as por alguns atributos físicos do que propriamente por ser um bom jogador… 

 

Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico - convertido pelo Lince.        

publicado por Carapaucarapau às 11:59
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Quinta-feira, 12 de Setembro de 2013

Cleópatra

                                                          

É certo e sabido que quando se fala em Cleópatra se fala também no leite em que ela tomava banho. Na maior parte das vezes diz-se que tomava banho em “leite de burro”. Uma vez por outra lá se diz “leite de burra”. Pus-me a investigar o assunto, porque achava que havia qualquer coisa de errado nisto. Tornei-me especialista em grego e egípcio, na justa medida em que me vi grego para entender a escrita hieroglífica. Até que um dia…

Eureka! Descobri tudo e nem precisei de vir nu para a rua, ainda que, com isso tenha perdido algum impacto.

Vamos ao que interessa, pondo a nu, isso sim, a verdade.

Cleópatra nunca tomou banho em leite de burra. A expressão “leite de burro” é que está certa. E a explicação esteve ali mesmo à minha frente tanto tempo e eu não a via. Tudo por culpa dum hieróglifo que parecia mesmo uma coisa e era outra.

Cleópatra gostava (e gastava) de homens, o que só atesta o seu bom gosto. Porém era exigente e uma das primeiras exigências que lhes fazia era arranjarem-lhe uma tina com leite para tomar os seus relaxantes banhos. Dizem que gastava uns 150 litros por banho, coisa que não tem interesse nenhum para a minha descoberta. O certo é que eles se desunhavam para arranjar tanto leite, se é que queriam “tomar o pequeno almoço”.

Quando as escravas iam encher a tina e preparar os lençóis – na maior parte do tempo feitos a partir do melhor algodão do Egito (já agora fica aqui também mais esta descoberta) -  elas perguntavam sempre, na galhofa, umas para as outras: “De que burro será hoje o leite?”. E umas vezes era de Ptolomeu, outras de Júlio César, outras de Marco António e outras vezes de nomes impronunciáveis para simples escravas.

Aqui está a explicação porque se deve dizer leite de burro e não leite de burra, ainda que isso possa causar engulhos aos burros, sendo que agora a palavra tem aqui o significado de ignorantes.

Havia um padre lá para as minhas bandas (e isto já faz parte duma anedota) que, não sendo burro nenhum e nem tendo conhecido a D. Cleópatra, também dava leite. Só que era em pó e fornecido pela Caritas…

 

Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico - convertido pelo Lince.        

publicado por Carapaucarapau às 13:52
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Sexta-feira, 6 de Setembro de 2013

Um post (quase) a sério

Tinha eu um post já meio alinhavado, coisa séria e tratada com toda a seriedade, sobre os incêndios, o que arde e o que “anda à volta”, quando achei que era mais um a mandar bocas (sem ser de incêndio) e resolvi fechar a minha e não publicar o dito cujo.

Assim sendo, fiquei sem nada entre mãos e como os tempos não vão para grandes despesas, vou poupar nas palavras e não usar muitas nem caras. Só palavrinhas tipo loja do chinês, assim “balatinhas” para o post não sair muito “calo”.

Ainda estive para mandar o post para o Tribunal Constitucional, porque tenho dúvidas sobre se posso usar palavras destas, achinesadas, mas como fiquei impressionado com a quantidade de coisas que lá vão parar (ao Palácio Ratton, ali na Rua do Século, a que tenho ligados dois episódios da minha juventude) resolvi não pedir a análise preventiva do mesmo, também porque fiquei com muita pena e consideração pelo Presidente do mesmo que (só) tem sete dias de férias por ano, não sei como o homem aguenta, eu não aguento, por isso tenho mais…

Os outros juízes têm 15 dias e a Vice Presidente também só tem 7, percebi que divide os 15 com o Presidente, assim como quem divide um prato de sopa, quando a sopa não chega para todos…

(Desta partilha sobra 1 dia, mas nem quero especular sobre o assunto de tão grave e sério que ele é).

Não sei se é constitucional eu não conhecer nenhum dos “meretíssimos” (eles e elas), mas eles também não me conhecem pelo que ficamos muito bem assim, cada qual no seu canto e cada qual com as suas (respectivas) férias.

Fica assim provada a razão porque eu nunca quis ser juiz, ainda que faça muitos julgamentos, uns certos outros errados, como qualquer um…

O’ mano é errar!

 

 

 

 

publicado por Carapaucarapau às 00:18
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