Quinta-feira, 31 de Maio de 2012

Top secret

Um amigo meu dos jornais, daqueles que sabem tudo sem ninguém lhes dizer nada, mas que almoçam e jantam com “os meios geralmente bem informados”, que são aqueles “meios” que nunca chegam a ser inteiros e que conhecem os espiões todos, mesmo aqueles que o não são e que, como se diz na gíria, “bebem do fino”, fez-me chegar às barbatanas um relatório que ele diz que é a meu respeito, mas eu nem sei a razão dessa oferta, porque ele nunca se fez meu convidado para nenhum almoço.

 

RELATÓRIO

 

O peixito mora numa caverna mais ou menos, aspeto discreto (o da caverna, que não o dele, que é do tipo de encher o olho a qualquer gourmet assim como o Chefe, com todo o respeito que o Chefe me merece).

“Mora num país tropical”, desculpe chefe, não é nada disto, são influências das minha últimas férias passadas no Rio de Janeiro, em boa verdade Chefe nem férias se podem chamar, já que tive de vigiar aquele outro, como o Chefe sabe. Felizmente que tive a prestimosa ajuda da Rosemaria que, essa sim Chefe, devia ser contratada cá para os nossos Serviços.

Voltando ao nosso peixe, ele mora aqui na zona, em águas pouco profundas porque gosta sempre de lançar umas olhadelas pelo que se passa na praia e, saiba o Chefe, tem a mania de brincar com coisas sérias, assim como o Chefe é, olhe que o tenho dito a muita gente, até à Rosemaria, que me disse que bem gostava de conhecer o Chefe quando o Chefe lá fosse, ou mesmo cá, se o Chefe lhe pagasse as passagens. (Talvez aqui nos Serviços se pudesse fazer uma requisição da Rosemaria para ela arrancar algum segredo ao peixe, mas isto é só uma sugestão, o Chefe é que tem sempre a última palavra. Tinha a vantagem de assim o Chefe não desembolsar o dinheiro das passagens, já que ela vinha em serviço. E que rico serviço ela prestaria, digo eu que já a observei a trabalhar).

Pois o peixito, em boa verdade ele nem Peixe com P maiúsculo é, brinca com tudo e todos e tem a mania que todos nós somos uma cambada de … (aqui o Chefe vai desculpar-me mas nem vou escrever aqui que ele diz, porque o próprio Chefe também faz parte do que ele chama a pandilha).

O peixe em questão leva uma vida flauteada (e logo ele que nem pífaro sabe tocar) e anda sempre por aí em conversas com os outros peixes. A Pescada, a Corvina, a Solha e até a Ostra e algumas Chaputas lhe fazem confidências, ou ele lhas arranca ainda não percebi bem, ele sabe demais e é um animal altamente perigoso.

O bicho tem um blog, mas é só para mascarar as aparências, suspeito fortemente que ele também tenha uma loja, mas não é uma loja como a minha ou a do Chefe, eles lá não usam avental, mas não consegui ainda perceber como a coisa funciona.

Para além da loja não se conhece nenhuma outra atividade, mas acho que na loja é que está o segredo da abelha, isto é, do tal peixe a que diz respeito este relatório, que o chefe me encomendou e que aqui dou por terminado.

Mesmo depois de terminado ainda acrescento que ninguém sabe donde veio, pois não passou pela lota, pelo que sugiro que o melhor era… (o Chefe acho que me entende, agora que vem aí o tempo quente).

Espião 006,5

 

Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico - convertido pelo Lince.        

 

publicado por Carapaucarapau às 00:20
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Quinta-feira, 24 de Maio de 2012

Palradores e outros

 

  

Do papagaio...

 ... ao grilo

 

“Palram pega e papagaio

E cacareja a galinha.

Os ternos pombos arrulham

Geme a rola inocentinha.

….”

 

A quantidade de pegas e papagaios palradores que andam por este mundo de Cristo a poluírem o éter com os seus pal(r)eios, é aflitiva

Já não os aguento. (Na verdade já nem os ouço há anos). Sabem tudo de tudo, repetem a cassete diariamente, às vezes mais de uma vez por dia e ainda por cima com o ar sério de quem diz coisas importantes.

“Importante” é aliás uma palavra recorrente: “mas ouça isto agora que é importante”.

Deve ser, mas já não compro o artigo.

Depois também há as galinhas cacarejantes (e aqui o animal não tem só conotação feminina. Há mesmo mais galos a cacarejar que galinhas), como que a dizerem que puseram um qualquer ovo. Que não serve para fazer omeletas, pelo que é tudo pura perda (de tempo).

Mal por mal, antes os “ternos pombos que arrulham” ou as “gemebundas e inocentes rolas”.

Aos asnos que julgam falar, prefiro o zurro honesto e franco dum burro, mesmo que às vezes rebusne e zorne.

Dos camelos prefiro os do deserto, dos que blateram com firmeza.

E que dizer aos gafanhotos que saltam dum sítio para o outro, que não sabem nem ziziar nem zumbir, mas que em grupo, tudo devoram?

Piores ainda que corvos ou milhafres que se limitam a crucitar.

Das velhas (e novas) raposas que tudo surripiam mesmo sem saberem regougar que dizer? Que prefiro o uivo avisador do lobo esfaimado.

E as venenosas serpentes que, sempre pela calada inoculam veneno, tendo deixado se silvar, assobiar ou mesmo fungar?

Prefiro os grilos que estrilando, trilando ou tritilando, servem pelo menos para dar uma ideia da temperatura ambiente. ***

E por aqui me fico, não vão as pessoas julgar que isto virou jardim zoológico (já basta o nome do blog).

 

*** Para não se perder tudo deste post, aqui fica esta informação.

 Há diversos estudos que relacionam o número de griladas por minuto dos grilos, com a temperatura ambiente. Por curiosidade deixo aqui só uma fórmula que faz esse relacionamento e que serve para os curiosos a poderem verificar, quando entrar o verão e estiverem a descansar à sombra. Ouçam os grilos, contem o número de grilados durante um minuto e calculem a temperatura ambiente pela fórmula: T=(N+30)/7.

T= temperatura em graus centígrados e N = nº de griladas por minuto.

(Traduzindo para “matemáticoexcluidos”: ao número de griladas num minuto adicione 30 e divida esse total por 7). Ex. se contar 138 griladas num minuto, a temperatura ambiente é de 24ºC.

Abaixo dos 12º os grilos não "funcionam". Eu também não.

 

Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico - convertido pelo Lince.        

publicado por Carapaucarapau às 13:29
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Quinta-feira, 17 de Maio de 2012

Recortes

“Portugal e a Europa”

Na União Europeia, em média, 73% da população completou o Ensino Secundário. Já em Portugal, apenas 32% da população completou pelo menos este nível de ensino.

(Dados de 2010 – população entre os 25 e 64 anos) – portal Pordata)

 

“IG a centenas”

Perto de 500 mulheres realizaram em 2011 mais que uma interrupção da gravidez e oito já tinham realizado mais de dez abortos anteriormente, de acordo com o relatório da Direção Geral de Saúde.

O registo das Interrupções de Gravidez (IG) em 2011 revela que foram realizadas 20.290, das quais 97% por opção da mulher, até às dez semanas.

(Dos jornais).

 

De acordo com números de outros países estima-se que hajam mais uns 25% de abortos para além dos declarados.

Numa altura em que há os meios de prevenção de gravidez que se conhecem e do acesso fácil aos mesmos, parece-me que o primeiro recorte pode explicar uma grande parte do segundo. E se não explica, então pior ainda.

Assim vamos…

 

Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico - convertido pelo Lince.        

publicado por Carapaucarapau às 18:55
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Quinta-feira, 10 de Maio de 2012

Saber

“Ouvi contar que outrora”, “num meio dia de fim de primavera”, o Exército Português levou a cabo, no Castelo de Almourol, uma “festinha” para comemorar uma qualquer data ligada ao Exército. Convidado de honra, para presidir à sessão solene, o então Presidente do Conselho Salazar. Depois dessa sessão estava preparado um beberete para onde convergiram “as tropas” com o aprumo e galhardia que sempre foram seu apanágio em tais ocasiões. Ao ser servido duma bebida, Salazar admirou-se da frescura da mesma e perguntou a um velho e condecorado General que fazia as honras da casa, como conseguiam ter as bebidas assim tão fresca ali na ilhota no meio de Tejo. “Temos um frigorífico” – respondeu orgulhoso, o de “cinco estrelas”.

“Frigorífico aqui? Mas há eletricidade no Castelo?” – perguntou admirado o “sem estrelas”.

“Não, senhor Presidente, o frigorífico é a petróleo”.

“A petróleo? E como funciona um frigorífico a petróleo, senhor General?”

O de “cinco estrelas” pigarreou, levou à boca a taça para ganhar tempo e “deu” a sua explicação. Que havia uma fonte de calor, que havia também uma fonte de frio, que…que…que o melhor seria o Coronel, que era de Engenharia e que estava ali ao lado, explicar isso melhor, porque ele General era de cavalaria e já estava um pouco esquecido dessas coisas.

Apanhado de surpresa o bravo Coronel engenheiro, que até estava entretido a comer um rissol de camarão e a bebericar (perdão, no Exército não se beberica, bebe-se), acabou o rissol, acabou a taça, pediu desculpa por ter sido apanhado de boca cheia, pigarreou (estas alturas pedem sempre um bom pigarro) e como tinha ouvido vagamente falar de fonte de calor e de fonte de frio, trocou as voltas e falou de fonte fria e de fonte quente, fez uns gestos com as mão a explicar, “Vossa Excelência está a perceber…” e concluiu dizendo que o “nosso Capitão” tem essas coisas mais presentes, foi ele até o da ideia de trazerem o frigorífico e puxou pela manga da farda de gala o “nosso Capitão”. O Capitão até andava a ver se tudo corria bem, se não faltava o “petróleo” quer ao frigorífico, que às mesas, foi apanhado de surpresa, pensou lá para as suas divisas “que raio de interesse tem saber como funciona o frigorífico, o que interessa é as bebidas estejam frescas”, mas lá teve que dar a sua explicação. Pigarreou (tinha tirado o curso de pigarro em Mafra), falou em circuitos de frio e circuitos de calor, em evaporação e arrefecimento, meteu os pés pelas mãos, olhou em volta e descobriu o “nosso Aspirante” que estava ali mesmo ao lado, com um “rissol numa mão e na outra sempre o copo” e chamou-o à baila, dizendo que “o nosso aspirante saiu há dias da faculdade, tem essas coisas da termodinâmica ainda frescas e vai explicar direitinho a V. Excelência Senhor Presidente, como funciona um frigorífico a petróleo”.

O “nosso Aspirante”, que tinha ouvido toda a conversa e todas as “explicações”, avançou dois passos e ainda empunhando as duas armas, dirigiu-se respeitosamente ao “sem estrelas” e declarou: “Senhor Presidente, eu também não sei”:

 

Este post teve a colaboração das seguintes “entidades”:

- Fernando Pessoa, com dois versos de dois poemas, logo a abrir.

- Alguém cujo nome me não lembra agora, numa referência a Luís de Camões, ali pelo meio do texto, referência essa, alterada, para estar de acordo com o “meio ambiente”.

- Confúcio que terá dito (Confúcio “disse” aliás muitas coisas que nunca lhe passaram pela cabeça):” "Querem que vos ensine o modo de chegar à ciência verdadeira? Aquilo que se sabe, saber que se sabe; aquilo que não se sabe, saber que não se sabe; na verdade é este o saber."

- E finalmente uma comentadora (pouco assídua, aliás) deste blog, que assina discretamente MJM, mas que no mundo dos blogs e não só, dá cartas, e que, no post que pubiquei aqui há pouco tempo, com o título “Citações”, trouxe a “citada citação” do citado Confúcio, a lume.

 

Agradece-se a colaboração, forçada, a todos os referidos colaboradores.

 

Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico - convertido pelo Lince.        

publicado por Carapaucarapau às 18:26
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Quinta-feira, 3 de Maio de 2012

Feira da Ladra

Há dias numa visita à Feira da Ladra, onde já não ia há anos (da última vez fui enganado por um senhor de certa idade, numa negociação que mais tarde me deu muito gozo, exatamente por ter sido enganado), verifiquei que tudo está na mesma, ou seja, até a Feira da Ladra está cada vez pior.

Ao comparar com “outros tempos” em que eu me perdia a ouvir os vendedores de banha de cobra, os autênticos e não esses que agora vendem cobertores e lençóis e tretas dessas, lembrei-me dum post escrito quando comecei esta aventura do blog. Foi logo o post nº 3 que agora aqui transcrevo na íntegra.

 

 Os vendedores de banha de cobra

Aviso prévio: esta história deve ser lida dum fôlego, portanto recomenda-se prévia oxigenação para aguentar a leitura até ao fim…

 

Já não há vendedores de banha de cobra como havia dantes é certo que hoje ainda os há e cada vez mais mas a banha é que passou a ser diferente e diferente para pior porque a banha de cobra autêntica era mesmo banha e a banha de hoje é tudo menos banha não sei se me entendem mas nem os vendedores hoje dessa banha montam banca nas feiras perdão às vezes até montam mas vendem mais na televisão e noutros locais mais abrigados que não nas feiras nas feiras é mais em certas ocasiões quando o negócio vai a leilão esses até dão muitos beijinhos e sacos de plástico vocês estão mesmo a ver quem são esses vendedores mas também há os que tem banca montada em bons escritórios com ar condicionado e tudo e outros que são os tais que estão na televisão a vender a sua banha mas que não é da verdadeira daquela mesmo de cobra que se espalha no ombro na perna no braço lá onde está a dor e a dor desaparece está ali aquele senhor que me não deixa mentir até já me disse que a mulher diz que ele nunca esteve tão bem agora que já se pode mexer em todos os sentidos é verdade ou não é ele está ali e já me disse que quer levar mais três embalagens e olhem que eu hoje não tenho muito produto isto tem que ser bem doseado que pode não chegar para todos mas para a semana já recebo nova encomenda e estou apto a satisfazer todos os pedidos atenção não se chegue muito para a frente que eu vou abrir esta mala onde tenho o bicho e o bicho pode assustar-se e saltar por favor alarguem um pouco mais a roda para todos verem bem e assim por diante estes sim é que eram os verdadeiros vendedores de banha de cobra não esses do ar condicionado que não garantem nada só prometem e depois de lá estarem não se interessam que lhes doam as pernas ou o braço ou a cabeça ou outras partes que às vezes até fazem mais falta que o digam as vossas mulheres se bem me estão a entender certamente olha homem nunca estiveste tão bem desde que pões daquela pomada mas nem era bem destes vendedores de banha que eu aqui vinha falar que estes são sérios não estou aqui para enganar ninguém nem eu nem eles mas mesmo no meio destes há uns que também vem aqui montar banca na feira mas para enganar quem vai nas cantigas deles foi o que aconteceu naquela cidade do interior nem era bem do interior era quase litoral já faz anos mas que eu vou contar aqui porque assisti e então o homem montou o palanque este até tinha um pequeno palanque com chapéu de sol e tudo e vai abre a mala começa a contar anedotas e tal para chamar o pessoal que ia passando e ficando e mais isto e mais aquilo e depois de ter já bastante pessoal que estava a ver se ele vendia uma boa banha de cobra daquelas que duas limpam o sangue e cinco curam o câncaro sic mas afinal não era bem assim muita conversa e mais anedotas e então ele disse que se lhe passassem para as mãos uma nota de vinte euros nem era de euros que naquele tempo ainda não havia disso por cá nem por outro lado mas enfim era uma nota de vinte e que ele dava a palavra de honra perante o respeitável público e perante a autoridade e apontava para dois policias que de longe observavam a cena e que ia oferecer às pessoas que lhes passassem a tal nota de vinte umas coisas bem úteis e que depois não lhes ia ficar com os vinte euros eu já disse não eram euros mas também não interessa nada para o caso era sim uma nota de vinte e ao ouvir isto e ainda por cima ali com a autoridade lá começaram a aparecer as notas de vinte e mais uma e outra e outra e tantas e quando já não havia mais ele o vendedor de banha de cobra que como veremos não era um verdadeiro e honesto vendedor de banha de cobra mas sim um que mais se parecia com estes que agora não vendem banha ou melhor vendem mas não a verdadeira que matava o micróbio que estava alojado ao nível do fígado porque o fígado é que é o maestro do nosso corpo e por aí fora e então esse tal de que eu estou a contar a história deu às pessoas uma lâmina de barbear e um lápis e uma outra coisita que tudo valeria para aí um euro bem entendido que não era euro nessa altura porque eu já disse que ainda não havia e depois de muita conversa e como tinha dito no principio não estava ali para enganar ninguém dizem todos a mesma coisa e vai devolveu um cêntimo que não era um cêntimo bem entendido isso já perceberam com certeza a cada uma das pessoas e depois disse que como tinha sempre dito não ficava com os vinte euros que não eram euros porque se tinha devolvido um cêntimo agora já não eram vinte estão a ver como o homem era sério e apontava ali para a autoridade que garantia a sua honestidade e umas pessoas riram outras viraram as costas porque acharam que tinham sido bem enganadas mas ás tantas houve uma ou outra que disse alto que aquilo era um roubo e mais outra e outra e armou-se um trinta e um e a autoridade teve de intervir e acabou tudo na esquadra não é como agora que acontece o mesmo mas ninguém vai para a esquadra porque já nem sei bem o motivo mas deve ser por eu estar a ficar sem fôlego eu bem avisei no princípio para inspirarem fundo vou ficar por aqui ponto final

 

 Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico - convertido pelo Lince.        

publicado por Carapaucarapau às 12:37
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