Quinta-feira, 31 de Março de 2011

"Pulitica"

 

                                   

Pois é verdade!

Com a crise e numa tentativa para a combater, o Carapau abriu hoje um tasco onde se podem comer umas tapas de “pulitica” como escreve o responsável pela ementa, nada mais nada menos (isto de nadar é cá com os peixes) do que um Chicharro já entradote, que é um ás nestas coisas da restauração da mesma maneira que é um zero a escrever ementas.

Por falar em restauração vem-me à lembrança aquela de 1640, que não tendo nada a ver com o caso, acaba por ter tudo a ver.

Espero que já comecem a entender o que é isto da linguagem política, em que se diz uma coisa numa frase e se desdiz logo na frase seguinte. Só os políticos de baixa extração (extraídos p. ex. aos domingos, fora da vigilância da fiscalização) desdizem num dia o que disseram no anterior. Hoje, com o emprego das novas tecnologias, é possível fazer isso tudo dum momento para o outro.

Se com a restauração de 40 (1640, entenda-se) não ganhamos grande coisa, pois os tascos que havia na altura eram de fraca qualidade e só serviam para beber uns copos duma zurrapa feita a martelo, já com a restauração actual “evoluímos” muito, como provam as hamburguerias e as pizzarias que abundam por aí (e por aqui e por acolá) para não falar em chinesices e outras que tais, já que o leque da oferta é largo e variado.

Portanto de restaurações estamos falados.

Falemos então do tema prometido na ementa: da política e dos políticos que serão (?) os agentes da mesma. Da honestidade… (nesta altura sofro uma cotovelada do amigo Chicharro, que me sussurra que não convém empregar certas palavras quando se fala da “nobre arte da política” e dos seus agentes) pelo que terei de refazer o começo desta frase. Assim:

Falar de Ali Babá e dos 40 (e cá está novamente este nº 40 a provar que nada acontece por acaso) já me é permitido pelo Chicharro com o seu piscar de olhos que, sendo mestre de cozinha experimentado, é também um bom piscador de olhos, constando que em outros tempos catrapiscou (que é piscar de catra, utensílio muito usado nesta arte) variadas peixinhas que navegavam na sua área de influência.

E deste modo entramos de cabeça na política propriamente dita, pois da impropriamente dita já nós entramos desde o princípio, considerando que, no dizer do filósofo, “tudo é política”.

O Carapau está a envidar todos os esforços (muito gosta ele de “envidar esforços” mesmo quando não é preciso fazer nenhum, pois a arte é esperar que outros os façam por nós) no sentido de organizar uma “manifestação abrangente”, que manifeste (como convém) o seu apoio aos políticos que precisam de apoio para se apoiarem nela e em seguida fazerem o que se chamam as armas de S. Francisco, armas que em geral os ignorantes não sabem usar, ou usam sem o saber.

Só um político menos experiente não aproveitaria esta alusão às armas, para agora não dizer duas palavras (não mais do que duas palavras) sobre o problema líbio, já que sobre os problemas da libido há por aí quem fale pelos cotovelos, como se os cotovelos tivessem alguma coisa a ver com o assunto deste post, que como toda a gente entendeu foi sobre política.

publicado por Carapaucarapau às 13:26
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Quinta-feira, 24 de Março de 2011

Epitáfios

                                   

 

Epitáfios em lajes tumulares

 

Não, não é um trabalho de tanatologia, nem sofro de tanatofilia nem de tanatofobia. Tão pouco sou tanatomaníaco.

Aconteceu somente que o Carapau conseguiu o que parecia impossível: a colaboração de pessoas já mortas para me ajudarem a fazer este post. Desde singelos anónimos a altas figuras do pensamento e das artes, foram vários os que quiseram contribuir com algumas palavras. Muitos mais queriam ajudar, mas tive de recusar, educadamente. Todos entenderam.

Agradecerei mais tarde, quando tiver todo o tempo para o fazer.

 

1 – Perdoe-me se não me levanto, senhora. (Groucho Marx)

 

2 – Estás aqui muito bem,

      Tens descanso e eu também.

 

3 – Aqui jaz Molière, rei dos actores. Neste momento faz de morto e em boa verdade fá-lo muito bem.

 

4 – Se queres os maiores elogios, morre.

 

5 – Bom amigo: por Cristo abstém-te de cavar o pó aqui encerrado. Bendito o homem que respeite estas pedras e maldito o que remova os meus ossos. (Shakespeare)

 

6 - Que os amigos aplaudam. A comédia acabou. (Beethoven)

 

7 – Aqui descansa P.J. Bom esposo, bom pai, mas mau electricista caseiro.

 

8 – Eu bem dizia que esse médico não valia grande coisa.

 

9 – “Isto é tudo”, amigos.

 

10 – Quando passares pela campa onde minhas cinzas repousam, humedece o seu pó com uma lágrima. (Lord Byron)

 

11 – “…e quando me for, ficarão os pássaros cantando”. (J. J. Jimenez)

 

12 – Por favor, não me incomodem.

 

13 – Perdoem-me pelo meu pó. (Dorotyh Parker)

 

14 – RIP RIP hurra! (Groucho Marx à sua sogra)

 

15 – Já estás no paraíso e eu também.

 

16 – Aqui descansa minha esposa. Aqui ela repousa. Aleluia, aleluia!

 

17- Morto por vontade de Deus e com a ajuda dum médico imbecil.

 

18- Agora estás com o Senhor. Senhor! Tem cuidado com a carteira.

 

19 – Que leves tanta paz como descanso deixas.

 

20 – Senhor! Recebe-a com tanta alegria como aquela com que ta mando.

 

21 – Não sei que faço aqui.

 

22 – A partir daqui não me ocorre nenhuma fuga. (Johann Sebastian Bach)

 

23 – Precisei de toda uma vida para chegar aqui.

 

24 – Uma tumba é suficiente para quem o universo não bastava. (Alexandre Magno)

 

25 – Eu que pisei tanta gente em vida, quero ser pisado depois de morto. (Numa campa à entrada dum cemitério transmontano).

 

                              

publicado por Carapaucarapau às 18:22
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Quinta-feira, 17 de Março de 2011

À rasquinha

 

É verdade, o Carapau está à rasquinha para alinhavar um post. Ele que nunca teve problemas destes, que manobra razoavelmente bem a arte de encher chouriços e que sabe igualmente bem encher pneus, desta vez está aflito.

Eu sei que não está sozinho. Tem uns milhões de seres que também dizem que o estão. Poucos, pouquíssimos dizem que estão bem e sem problemas.

Um deles, o nosso Zé, o 1º da lista, é um dos que nunca está à rasca. Está tudo bem, tudo na maior ou não estivesse ele à frente da tasca a servir a clientela.

Outro que estava bem até há pouco era o Carapau. Agora saiu da lista por causa dum post (ou da falta dele).

Outro que também está bem é o … o Coiso, esqueci-me agora do nome.

Os outros estão todos à rasca. Agora até fazem manifestações e tudo e vê-se logo que se movem mesmo mesmo à rasquinha.

O Aníbal está à rasca. Mandou umas bocas e agora não sabe o que há de fazer.

O Ricardo, aquele que tem um banco no jardim (não confundir com o Jardim que tinha um banco) está à rasca mas diz que não. Mas está em todos os sítios onde possa estar alguém à rasca que diga que ele também está à rasca, para poder dizer que nunca esteve à rasca.

Depois aquele Coelho fora da cartola também está à rasca, porque sabe que se arrisca a ficar mais à rasca ainda se passar uma oira pela tola do Zé.

Os outros quer sejam amigos, companheiros ou camaradas estão piores que o Carapau porque estão à rasquíssima.

A prima do Carapau também anda à rasquinha porque se meteu a armar em Ricardo e agora assobia-lhe às botas. Nem o Zeca já lhe vale.

Os verdes ali da zona de Alvalade já passaram a fase do à rasquinha, agora já nem sabem em que fase estão: mas estão seguramente uns três quarteirões para lá do “à rasca mesmo”.

Os rubros parceiros dos verdes estão cada vez mais vermelhos do enrascanço em que estão metidos. “À rasca” para eles já é apelido.

A vizinha do Carapau anda à rasca (suponho que dos calos) de tal maneira que já nem calça as botas com que costumava acordar o Carapau antes dele andar à rasca.

O FMI anda à rasca porque até está com medo que um dia tenha que bater à porta duns tipos que o vão deixar mesmo à rasquinha quando descobrir que tudo era bem pior que o Zé pintor pintava.

A D. Ângela também conhecida por Merkel nunca andou tão à rasca como agora. Como é possível ela bater tanto nos ceguinhos e os amigos dela fazerem-lhe as armas de S. Francisco e fazerem-lhe perder eleições?

O Obama lá do outro lado e os obamas cá deste lado andam à rasca porque barafustaram e esbracejaram e disseram que até o comiam frito e afinal o, também à rasca, Kadaffi trocou-lhe as voltas e vamos a ver se não lhes troca também o pitrol.

Agora também entraram no rol dos à rasca os queridos japoneses, com os abalos a abaná-los por todo o lado, o Pacífico a invadi-los e as centrais nucleares a acagaçá-los.

Ao pé deste rol de “à rascas”, os que no último sábado desfilaram a gritar “estamos à rasca e vamos ficar cada vez mais à rasca”, mesmo tendo sido uns trezentos mil são uma gota no oceano.

E, previsão do Carapau, vai ser muito difícil que se desenrasquem no breve prazo, com pouquíssimas exceções.

Uma dessas exceções é mesmo o Carapau que de enrascadinho de todo que estava há vinte minutos atrás, já saiu desse patamar, uma vez que aqui em direto e à vista de todos, acabou por escrever este post que o trazia à rasca.

Conclusão: não há nada que com trabalho não se consiga.

 

Para que não se perca tudo, aqui fica, em bom português, o que quer dizer

RASCA:

Adjetivo: de má qualidade; de mau gosto; reles.

Substantivo: (pesca) rede de arrasto; (náutica) embarcação de 2 mastros e velas latinas; (popular) bebedeira.

 

Deste modo, “andar à rasca” deve ser um tipo de mau gosto andar à pesca de arrasto numa embarcação de 2 mastros e velas latinas com uma reles bebedeira apanhada com vinho de má qualidade.

 

Também me parecia que devia ser qualquer coisa do género.

 

publicado por Carapaucarapau às 18:25
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Quinta-feira, 10 de Março de 2011

Os filhos do Caldelas

                                                                                 

 

Já falei deles, de passagem, quando contei aqui a história do velho Caldelas. Eram cinco, três rapazes e duas raparigas, que não podiam nunca negar que eram filhos de tal pai.

Num dos últimos verões, quando “à sombra de ampla árvore fitava o tabuleiro antigo” e com “um púcaro com vinho refrescava sobriamente a minha sede”, fui surpreendido pela visita casual de dois deles. O outro, o mais velho, tinha morrido entretanto, segundo me contaram. As irmãs, eu via com alguma regularidade. Estes dois há longos anos que fazem a vida lá pelas franças e raramente vêm ao torrão natal, razão porque os não via há uns bons séculos. Como nunca foram de se negar a um bom púcaro de vinho, abancaram e começaram a desenrolar o pergaminho das recordações. Os olhos brilhavam-lhes quando recordavam cenas mais malandras, partidas que tinham pregado, aventuras em que tinham entrado.

Algumas destas peripécias eu já as conhecia, umas contadas por eles noutros encontros, outras contadas por terceiras pessoas que delas tiveram conhecimento.

 Eu também lhes poderia ter lembrado umas tantas em que não tinham ficado nada bem na fotografia, mas ficaria eu certamente mais constrangido que eles, que não são homens (nem nunca foram) para se incomodarem com “chinesices”. Limitar-se-iam certamente a soltar umas gargalhadas e a reluzirem ainda mais os olhos marotos. Assim passamos um bom bocado daquela tarde de verão e já quando, pelo adiantado da hora, pudesse surgir a “sanhuda face dum guerreiro invasor” e estavam para se retirar, contaram-me mais uma história, acontecida há bastantes anos e que eu, de todo desconhecia.

- Mas a melhor de todas - disse um deles quase a despedir-se -  foi o que aconteceu com o padrasto do padre.

Voltou a sentar-se e contou.

Um dia o padre, ao falar com eles, lamentou-se com a vida que o padrasto estava a dar à sua mãe (sua, do padre). O homem encontrava-se muito doente, de cama, mas não parava, dia e noite, de chamar a mulher, por tudo e por nada. A pobre senhora queixara-se ao filho que, a continuar assim, ela não aguentaria e ficava também doente, pois não conseguia descansar.

Ao ouvirem este relato, os manos Caldelas, que conheciam o senhor António – o padrasto do padre – prontificaram-se logo a resolver o problema. Sabendo que o senhor António se pelava por beber umas aguardentes, disseram que se ele tivesse acesso a bebê-las, passaria a dormir e assim já não incomodava a esposa. A verdade é que no dia seguinte seguiram os dois manos e o padre, de carro, até à aldeia onde morava o casal de velhotes, que ficava a uns 40 km de distância. Chegados lá, cumprimentaram o senhor António, perguntaram como ele se sentia e disseram-lhe que lhe iam deixar uma prenda. Na cabeceira da cama penduraram um pequeno pipo com uns dois litros de aguardente munido com uma pequena mangueira com uma torneira. E explicaram ao doente como utilizar o sistema, recomendando, claro, o maior cuidado em não abusar da bebida. Só um golinho lá de vez em quando para não lhe fazer mal.

Posto o sistema a funcionar, voltaram com o padre para a terra deles, que era também a terra onde o padre em questão vivia. Passada uma meia hora já tinha regressado e, conta um dos manos:

- O melhor de tudo foi quando aqui chegamos. O padre já tinha um telefonema da mãe a dizer que voltasse depressa porque o padrasto tinha morrido. – E os dois manos Caldelas, olhinhos a brilhar da marotice e dos púcaros que entretanto tinham bebido, riram-se descaradamente. E um deles ainda acrescentou, enquanto se levantavam os dois para irem embora:

- Acabou por ser um desperdício. Levamos quase dois litros de aguardente e afinal ele poucos goles bebeu, segundo nos disse o padre depois.

 

Nota: As três frases entre comas são uma participação forçada de Fernando Pessoa/Ricardo Reis, embora com pequenas nuances.

publicado por Carapaucarapau às 10:18
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Quinta-feira, 3 de Março de 2011

Fiasco

O Carnaval está à porta e o Carapau folião de 1ª (parecendo até uma pessoa que bem conheço) não podia deixar passar a data sem se mascarar.

Quis o destino que este blog faça 3 anos exactamente no dia 8, dia de Carnaval, e isto tem que ter uma leitura, que é simples de fazer: o Carapaucarapau afinal não é para levar a sério, não passando duma fantochada de Carnaval. Se há coisas que custam a engolir, esta é uma delas. Mas nada a fazer, já a engoli. De qualquer maneira são 3 anos, 162 posts, umas 70.000 palavras debitadas, não contando com os comentários. E uma certa regularidade na publicação, coisa que nem eu esperava.

Ponto final no aniversário, com os agradecimentos às pessoas que já por aqui passaram e às que ainda passam, quer deixem rasto, quer não deixem.

Continuarei, ainda que possa haver ou não mudanças de rumo.

                                                 -o-

 

                                  

Mas o dia 8 de Março é também o Dia Internacional da Mulher. Há dois anos dediquei a este dia um post. Este ano limito-me a publicar aqui a foto que deu origem ao post. Quem tiver curiosidade em o ler pode ir aqui.

                                                           

                                                  -o-

Mas o tempo é de Carnaval e vamos então à folia.

 

Iamos à folia, mas já não vamos. Tinha preparado, a partir daqui, um final de post "de carnaval" e que só aqui ficaria durante o periodo carnavalesco. Suponho que por ser demasiado pesado (em termos técnicos) não o consegui publicar. Como achei que não devia fazer cortes para ele "caber", resolvi não publicar nada. Daí o "Fiasco" do título.

Talvez, afinal, não se tenha perdido muito. 

 

publicado por Carapaucarapau às 23:32
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