Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011

Conversa da treta

                             

(Esta foto duma dona Elvira é só para chatear o tipo que tem a mania que é machão)

 

 

- Olá! Vamos ter festa?

- Vamos? Festa? Não te entendo.

- Ora, não entendes…mandaste-me lavar por fora, por dentro, por baixo, aspirar, perfumar…

- Deves estar a sonhar alto.

- Tens um feitio! Sabes que eu tenho razão e isto só acontece quando o rei faz anos!

- Qual rei, qual rainha! Vivemos numa república…

- …das bananas.

- Também já a formiga tem catarro? Que sabes tu disso?

- Nada. Só sei o que te ouço dizer.

- Remete-te lá aos teus cavalos, trata deles, deixa-me e não me metas nas tuas conclusões.

- Quem se serve dos cavalos és tu.

- Quem os alimenta, aliás quem te alimenta sou eu e bem caro fica a alimentação. És um glutão!

- Tens boa solução. Troca-me por um “glutinho” ou por um desses que aparecem agora por aí todos “aflausinados”, eléctricos, híbridos, pfffff…

- Olá! Não te conhecia essa faceta.

- Aprendi contigo!

- O quê? Diz lá isso outra vez! Vá, diz!

- Mas afinal vamos ter festa ou não? Das outras vezes houve sempre festa.

- Mau. Estás a desviar-te da conversa.

- Aprendi contigo. Aprendo tudo contigo. Tens cá um jeito…

- Ouve lá. Deixa-te dessas gracinhas que eu não gosto nada disso.

- Pronto. Não te zangues. Já não se pode brincar um bocadinho? Levas tudo a peito. Olha se fosse eu a falar de certas coisas que fazes comigo…

- Coisas? Que coisas? Insinuações não.

- Pronto. Não são coisas, são abusos: Abusos de velocidade que às vezes até tenho ataques de tosse, abuso de me meteres por becos e travessas estreitos demais para a minha envergadura, abusos de excesso de carga, abusos de…

- Não será melhor ficares por aí?

- Por aqui, como? Não me levas contigo? Ou vais dormir aqui mesmo, como fazes tantas vezes?

- Vamos lá falar a sério. Vieste para aqui fazer um relatório da minha vida ou que pretendes?

- Nada. Só que me trates bem. É pedir muito?

- Trato-te com quero e posso.

- Pronto. Já cá faltava essa do “quero e posso”. E quanto a fazer o relatório…tinha muito que relatar. Mas não sou desses…

- Não, não és desses…és daqueles. Põe-te é em marcha senão chego atrasado. Vamos!

-Vamos lá então.

 

publicado por Carapaucarapau às 14:43
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Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011

Alice (3)

                                                                 

                                                                  

 

                                                  

                                            

 

Por motivos que se tornam óbvios lá mais para frente, esta história só agora é publicada, quando inicialmente estava previsto sê-lo a seguir à história da 2ª Alice.

 

Alice (a de Lisboa)

 

 Era uma mulher de “meia-idade”, de aspecto simples e semblante sofrido. Quase todos os dias me cruzava com ela. Daí que, passado um tempo, acabamos por nos cumprimentar, ao passar um pelo outro. Nada mais do que isso. Um sorriso, um baixar de cabeça, um “bom dia”, uma “boa tarde”. Não sabia nada dela e suponho que ela não sabia nada de mim.

Um dia “apanhei-a” a chorar.

- Boa tarde. Vai a chorar, que se passa? Algum problema?

Olhou para mim, senti que hesitou em me dizer alguma coisa, mas depois e de repente contou-me que o marido a maltratava, que lhe batia mesmo e que já ia com medo de chegar a casa, porque nesse dia ele tinha ido para uma almoçarada com uns amigos, que certamente viria bêbado e já sabia o que a esperava quando ele estava assim.

 Perguntei-lhe porque então continuava a viver com ele e ela respondeu-me um breve “ora…”, despediu-se e seguiu o seu caminho.

A vida continuou a decorrer, voltamo-nos a cruzar muitas vezes mas nunca mais trocamos uma palavra sobre o assunto,até que um dia voltei a vê-la a chorar.

- Continua a mesma vida não? – perguntei, para dizer alguma coisa.

- Não, infelizmente não. Agora ainda é pior. O meu marido morreu!

Abri os olhos espantado e disse-lhe que não percebia então aquelas lágrimas, atendendo à má vida que ele lhe dava.

- Coitadinho dele, sofreu tanto…

Abri a boca para dizer qualquer coisa e voltei a fechá-la sem dizer mais nada e desta vez fui eu que me despedi primeiro e fui embora. Pelo caminho fui-me perguntando se tinha o direito de julgar o procedimento de outra pessoa.

 

                                                                 -o-

 

A história desta Alice acabava aqui. Acontece que, poucos dias depois daquele último encontro, ela me viu a sair de caverna com a Carapoa ao lado a arrastar-se agarrada a umas canadianas e quando já íamos a entrar no carro, aproximou-se e perguntou:

- Acidente?

Foi-lhe explicado que não, que era um problema na articulação. Falta de cartilagem que provocava fortes dores. Só a operação resolveria o caso.

- Eu sei disso. Já fui operada pelo mesmo motivo.

- Pois, vamos exactamente ter uma consulta para marcar a operação em regime particular, já que o Serviço Nacional de Saúde não sabe quando a pode realizar, mas nunca nos meses mais próximos.

E com grande espanto meu, a Alice pediu para esperarmos mais 2 ou 3 dias, ela ia tratar de tudo, em princípio ainda no dia seguinte diria qualquer coisa, mas estava convencida que tudo iria ser rápido, que a operação iria ser no melhor hospital para esse tipo de problemas, efectuada por uma das melhores equipas e tudo pelo SNS.

Para não entrar pormenores e para além dum pequeno atraso graças à incompetência de alguém num centro de saúde, a verdade é que tudo correu assim e tudo estava resolvido em 2 semanas.

No dia seguinte à operação, numa visita médica aos operados na véspera, o médico operador depois das perguntas profissionais que fez, perguntou:

- Então conhece a Alice?

- ?

E contou outra história da Alice que explicava tudo. Mas isso já era entrar noutro campo que fica fora desta história.

E eu voltei a falar para as minhas barbatanas:

“Quantas vezes as aparências iludem e os juízos que fazemos das pessoas estão completamente errados”.

 

                                                                 -o-

 

Tenho tido alguma sorte na vida: conheci várias Alices. Duma maneira geral sempre me surpreenderam. Deixei aqui a história de três, como poderia deixar a história de mais umas tantas.

 

                                           

publicado por Carapaucarapau às 19:18
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Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011

Home Fleet

 

                   

 

Na casa do meu avô havia uma pequena divisão que era conhecida pelo escritório. Tinha uma secretária com o tampo preto, em cima da qual estava o tinteiro com dois recipientes para tinta (preta e vermelha), que eu conheci já secos, uma pasta revestida com um papel mata-borrão, que em princípio servia para se escrever sobre ela, e duas canetas de aparo. Um pequeno armário e um canapé completavam o mobiliário. Havia ainda uma planta junto à janela, que tinha tomado conta duma boa parte da divisão e não permitia fechar as portadas da janela, um macaco de loiça pendurado por um fio e que fazia macaquices no emaranhado da planta como se estivesse na selva, uma caixa de música completamente desmantelada e uma guitarra praticamente sem cordas. Na parede maior, mesmo no meio e logo acima do encosto do canapé, estava uma gravura (?) encimada pelas palavras “Home Fleet”. Eram dezenas e dezenas de navios de todos os tamanhos e feitios pertencendo à Armada de Sua Majestade** e estavam dispostos por filas, sendo os primeiros os maiores e onde se distinguiam os nomes e respetivos números e depois iam diminuindo de tamanho até serem praticamente pontinhos.

Vim a saber um dia, que esta Armada estava ali “ancorada” desde o princípio dos anos 40, tendo “pedido abrigo naquelas águas” por iniciativa da Embaixada de Inglaterra em Portugal, juntamente com mais papéis que também se conservavam dentro duma gaveta. Tudo isto por ali se aguentou até finais dos anos 60.

Faziam parte da propaganda que a embaixada inglesa (a alemã fazia a mesma coisa) enviava a certas pessoas durante a 2ª guerra mundial (1939-1945) numa ação para animar as hostes aliadas e cativar simpatizantes, acho eu. Lembro-me desde sempre dessa gravura. Quando aprendi a soletrar as primeiras palavras olhava para aquilo e tentava ver se percebia alguma coisa. A certa altura defini para mim que aquilo devia querer dizer “Homem Flete”, que estaria mal escrito e que eu sabia o que era um Homem mas não sabia que Flete seria aquele. Ajoelhava-me no canapé para ficar com o nariz mais próximo dos barcos e ficava ali a apreciar a cena. Devo ter feito isto centenas de vezes, assim como devo ter iniciado centenas de vezes a contagem dos barcos, sem nunca ter chegado ao fim.

Com o tempo, as moscas foram aumentando a “esquadra” e já era difícil saber onde acabavam os barcos de Sua Majestade e começavam os barcos-mosca.

Quando comecei a arranhar o inglês fiquei a saber que Home queria dizer casa e que Fleet queria dizer frota. Em boa verdade aquilo sempre foi a frota da casa do meu avô. Um dia, por volta dos anos 70 a parede foi ocupada por um armário comprado num ikea de ocasião e nunca mais tive notícias da Armada.

Da caixa de música também consegui arrancar alguns sons picando os dedos (hoje barbatanas) nos picos do cilindro para o fazer girar e arrancar uns gemidos às poucas palhetas que restavam.

E quanto à guitarra, foi mandada arranjar e, era eu já Carapau quase de Corrida, foi-me oferecida e levei-a ao ombro quando, mala de cartão na mão, me fui instalar numa cidade próxima, onde era tradição uns tantos aprenderem a tocar guitarra. Nunca me interessei por ela, à custa de muito dedilhar ainda consegui arrancar-lhe, mas numa só corda, os primeiros acordes da conhecida “Opus” “Alecrim, alecrim aos molhos”, mas nunca cheguei à parte em que “por causa de ti choram os meus olhos”. Um dia agarrei novamente na mala, fui mais para norte e deixei-a entregue a uns Carapausitos que era suposto olharem por ela.  A verdade é que nunca mais lhe pus a vista em cima. Perdeu-se numa curva do tempo.

Hoje o pequeno escritório ainda lá está, mas nem a guitarra, nem a caixa de música, nem o macaco, nem a Home Fleet fazem parte da sua decoração. E eu também já nem me lembro da última vez que lá entrei, ainda que a porta esteja sempre aberta para a visita. 

 

** Esta Majestade era o rei George VI, o pai da atual Majestade, ainda que não pareça, pois uma era king e a outra é queen.

publicado por Carapaucarapau às 14:09
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Quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2011

As osgas

                                         

    É a osga moura (Tarentola mauritanica), a que existe em Portugal, centro e sul.)

 

Aviso: este post, depois de escrito, foi submetido ao “Lince” – conversor para a nova ortografia – que o converteu. Futuramente todos os posts serão escritos dessa maneira. Farei o possível para que aconteça o mesmo aos comentários que aqui faço, mas neste caso sem total garantia de observar sempre o acordo. A rotina também tem a sua força.

 

 Nunca matei uma osga. A afirmação pode não ser completamente verdadeira, mas deliberadamente nunca matei nenhuma. Não me fazem impressão, ao contrário do que acontece a algumas pessoas, e cheguei mesmo a ter um relacionamento diário, durante muitos anos, com uma bem inchada e jeitosa.

Quer estivesse a escrevinhar sentado à secretária, quer a garatujar, já mais perto da janela, ela lá estava na parede da varanda a que eu tinha acesso, a mirar-me, curiosa, aproveitando para tomar o seu banho de sol. Eu piscava-lhe o olho, ela mirava-me através da frincha que tinha nos olhos, imóvel, com uma cara séria, de quem não dá confiança nem mesmo a um velho conhecido, como eu. Eu trabalhava, ou fazia por isso, ela vigiava. Nunca me aplaudiu, nunca me repreendeu, mas convivíamos tão bem um com o outro como Deus com os anjos, sendo que nem eu era Deus nem ela era parecida com um anjinho. Tinha a pele suficientemente rugosa para poder ser comparável à acetinada pele dos anjos. Acetinada digo por já ter lido e ouvido, que em verdade em verdade vos digo nunca apalpei pele de anjo. Já lhe comi os papos, mas isso agora nem era para aqui chamado pois estou a falar de osgas.

Outra osga que conheci de perto, ainda que por pouco tempo, era, e suponho que ainda seja, algarvia. Num restaurante dos chamados “típicos” pois além de se chamar “O Barco”, tem a decoração com apetrechos marítimos (redes, covos, remos, etc). Já na parte final dum jantar que correu normalmente e a gosto, sem motivos nem para elogios exagerados nem recriminações injustas, ali pela hora do café e quase hora da “nota”, ela, a osga de serviço, apareceu no teto, passeando-se calmamente a ver se tudo corria bem e se a clientela estava satisfeita. Vi-a, sorri-lhe como que a dizer-lhe que conhecia uma prima dela, chamei a atenção da Carapoa para a ilustre visitante, mesmo sabendo que isso me ia trazer problemas diplomáticos (se a osga tivesse aparecido no princípio do jantar eu tinha ficado caladinho) e a reação não se fez esperar. O funcionário foi chamado com toques de urgência, foi-lhe perguntado o que era “aquilo” ali no teto e perante a resposta risonha do mesmo, a dizer que era uma osga, que fazia parte da decoração e ainda havia mais, logo foi decretado que nunca mais se jantaria ali. E a verdade é que o decreto-lei ainda continua em vigor e nunca mais “embarquei” naquele Barco.

Com uma outra osga o caso poderia ter sido mais grave, se tivesse sido descoberta a ligação que durante uns minutos tive com ela. Ligação curta mas intensa, pois poderia ter posto em causa a permanência desta caverna como residência oficial do Carapau. O caso conta-se em meia dúzia de palavras. Perdão: o caso contava-se em meia dúzia de palavras se eu tivesse o dom da concisão e não este dom de “encher chouriços” mesmo que seja com osgas. Estava eu descansadamente a olhar (sem ver) para a televisão, quando vejo (neste caso, “claramente visto”) assomar na parede mesmo ao lado de ecrã uma osguinha (o diminutivo tem a ver com o carinho e não com o tamanho), que subiu parede acima e ficou ali a ouvir as notícias, já que não conseguia ver o que se passava. Entrei em pânico como se calcula. Não por mim, mas pelo que podia acontecer se mais alguém tivesse acesso a tal visão (a “tal visão”, não à televisão). E o “perigo” rondava por muito perto, havia que entrar em ação imediatamente, em força, com discrição e sem barulho. Fui buscar a arma, preparei-me para uma intervenção rápida com a vassoura e preparei-me também psicologicamente para abater a minha primeira osga, mesmo sabendo que ficaria com remorsos para o resto da vida. Preparei o golpe, tirei o azimute do lugar, regulei o ângulo de tiro, tomei precauções para não haver danos colaterais e “disparei”. Do ato não houve notícia. Nem osga morta, nem osga viva, nem osga moribunda. Simplesmente osga desaparecida em combate. E aí entrei em pânico. Não estando morta, nem aqui nem ali, onde se teria metido a bichinha? A janela (que dá para a varanda) aberta, podia ter sido o ponto de fuga, mas inspecionado o local e a parede exterior nada foi detetado. Devia estar dentro de casa. Fechei as outras portas do compartimento para não deixar que o problema se propagasse para outras latitudes e vasculhei tudo. Por baixo, por cima, arrastei, levantei, fiz o pino, varri.

“Que andas aqui a fazer com a vassoura?”. Pronto! Estava em iminência uma eventual retirada estratégica da caverna para outra caverna, ou na melhor das hipóteses o recrutamento dum corpo de intervenção rápida para resolver este caso. Era preciso manter a calma e responder depressa e convincentemente à pergunta. Habituado a situações de alto risco e a enfrentar desde arrastões a tubarões, aparentando a calma dum carapau inglês, respondi. “Caíram-me os óculos, ando a ver se os encontro”.

“Esses que tens na testa ou outros”? Uma gargalhada e a “eterna distração dos sábios” resolveram a situação.

Novamente sozinho, o problema subsistia. Onde estaria a osga? Tornei a bater, varrer, levantar e vasculhar e perante a nulidade dos resultados, fiquei à espera das consequências quando ela, noutro dia à sua escolha, resolvesse aparecer novamente para ouvir ou ver as notícias. Também fiquei intrigado como poderia ela ter ali aparecido, já que não me parecia nada provável que, mesmo sendo boa trepadora, tivesse vindo da rua e chegado a tal altura. De lupa em punho e cachimbo pendurado, qual Sherlock Holmes, cheguei à conclusão que só podia ter entrado de uma maneira. Uma mesa de jardim com pernas ocas, de tubo, que tinha vindo de outras paragens onde abundavam osgas, para alindar a varanda, deve ter sido o cavalo de Tróia utilizado pela bicha. De facto a uma das pernas faltava a “tampa” que as outras tinham para tapar o tubo. Algum tempo depois, sem ter mais notícias da “menina”, encerrei o assunto e meti a “rolha” onde ela faltava, prevendo que ela pudesse ter-se enfiado novamente no “cavalo”. Se assim foi…

publicado por Carapaucarapau às 19:18
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