Sábado, 29 de Novembro de 2008

Avaliação

 

 

Dizem os entendidos que a crise está aí e então o Carapau resolveu lançar um olhar sobre o mundo (e sub mundo) aquático para apalpar o pulso à situação. “Apalpar o pulso” é uma figura de retórica – ou se quiserem uma frase feita – já que aqui não há pulsos. E começou por olhar em volta. E que viu?
A Ostra foi passar férias a um atol de luxo nos confins do Pacífico e quando regressou vinha magra, quase chupada. As férias custaram-lhe a pérola e vão-lhe custar a concha, mesmo recorrendo ao Fundo Imobiliário.

Ao invés, o Berbigão que também foi veranear para um resort aqui chamado de “off-shore”, voltou inchado. De tanta coisa boa que comeu, dizem os amigos e alguns invejosos.

Chatos, chatos, voltaram o Linguado, a Solha, o Pregado e a Raia. Não há maneira de engrossarem.

Grosso e anafado voltou o Tubarão. Dizem que engoliu um banco inteiro (o que aqui chamamos um cardume) e afia o dente para mais ataques.

O parvo Pargo vinha cabisbaixo. Uns tempos na prisão deitaram-lhe o moral abaixo. (Esta do “ deitar o moral abaixo” também é uma frase feita. Pior seria deitarem um mural abaixo – verdadeiro crime de lesa cultura).

A pobre Sardinha que se encontra sempre metida em assados e pronta a ser comida, essa, pelo menos, não tem problemas existenciais. Nem férias. Assim ou assada está sempre frita.

O Choco e o Polvo continuam os mesmos troca-tintas de sempre. Fazem-se apostas sobre se um dia irão dentro ou não. Há muitas dúvidas.

Roliça, a Pescada “branquela” abana-se toda e acabará por ser cortada às postas, diz quem sabe.

Já a Lula vai ter idêntico destino pois vai ser feita em rodelas. Chegará a “calamar” certamente. Depois de frita, é óbvio.

Quem também dá mostras de preocupação são a Chaputa e a Truta, primas pela terminação o que as faz aparecer em muitas rimas. Ainda que a Truta frequente outras águas…

Cada vez mais animados andam a Lagosta e o Lavagante. Por eles (ou para eles?) outros assaltam bancos, fazem carjacking e fazem olhinhos a convivas com pasta. Diz-se por aqui que o negócio dos assaltos a bancos rende pouco por falta de recheio. Outros já por lá passaram antes. Mais rendoso é assaltar assadores de castanhas, agora que abriu a época.

Quem muitas vezes os trama é o Peixe-aranha que lhes fura os pneus…

O peixe grosso e do alto está na maré baixa mas à espera que suba novamente

As Cadelinhas, as Amêijoas e o Mexilhões, sentindo-se protegidos, sobem a parada. Mas mais cedo ou mais tarde alguém os vai comer.

A Baleia, ainda que navegando nas mesmas águas, pertence a outro grupo, e cada vez que abre a boca engole meio mundo e está cada vez mais robusta. Ao contrário o peixe miúdo está cada vez mais enfezado.

Os Chernes oportunistas escalam-se nas sentinelas para tentarem não ser escalados. A fugir de escalopes anda meio mundo, mas muitos vão ser apanhados.

O Roncador está a perder o pio a olhos vistos, isto é, a ouvidos escutados.

O Ruivo inchou e está convencido que tudo vai começar a ficar mais ruivo de novo.

O Camarão é chupado até ao tutano.

 

Este foi o relatório elaborado pelo Carapau e umas Navalheiras amigas que se reuniram para avaliar a situação. Mas a própria avaliação está desacreditada e faz que vai e não vai.

O filósofo grego que só foi avaliado ao domingo anda a meter os pés pelas mãos, o que não acontece ao Carapau que só tem barbatanas.

Mas do filósofo grego e da avaliação sabe uma Sardita do norte que é visita habitual aqui deste sítio onde é sempre bem vinda. Nisso ela é uma Truta.

Para terminar só uma referência à Prima. Essa que se dizia em crise, já saiu dela e agora não tem mãos a medir. Aqui está um exemplo de como é possível sempre resolver os problemas. Não fosse um pequeno incómodo no guarda-jóias e diria que estava em pleno S. Miguel…

 

Adenda ao relatório:

Não foi por distracção do relator que aparecem aqui certos termos ditos “politicamente incorrectos”, por não ser de bom-tom o seu uso em trabalhos científicos deste teor.

Mas em época de crise não se limpam armas, isto é, não se expurgam textos de termos menos próprios. Assim, aqui fica a lista para que conste (por ordem de entrada em cena).

Avaliação-comeu-chatos-engoliu-cabisbaixo-ataque-assados-comida-assada-frita-abana-se-escalam-se-escalados-escalopes-chupado-guarda-jóias.

publicado por Carapaucarapau às 15:40
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Sábado, 22 de Novembro de 2008

Vicios...

 

 

Era eu um miúdo quando tomei conhecimento da existência do senhor Silva, uma verdadeira figura pública naquela pequena cidade. Durante uns anos, raro era o dia em que não encontrava o senhor Silva, sempre em passo marcial, muito direito levando a sua inseparável pasta de cabedal. Nesses primeiros tempos eu não sabia quem era e o que fazia o senhor Silva, nem nunca tive curiosidade em o saber. Limitava-me a constatar a sua existência e a invejar-lhe o porte e a maneira de andar. Às vezes seguia-o a tentar imitá-lo. Foi só alguns anos mais tarde que tomei conhecimento sobre a história do nosso homem. Assim soube que fora militar de carreira, que tivera um acidente numas manobras e que em consequência disso passara à reserva. Algum tempo depois desta saída da tropa, passou a desenvolver essa outra actividade que o ocupava e lhe permitia ganhar mais uns trocos para juntar à magra pensão.

Não havia pedidos de certidões, registo de nascimento ou de óbito, requerimentos à Câmara, pedidos de vistorias, marcações de escrituras, pedidos de bilhete de identidade e mil outros assuntos, que duma maneira geral, não passassem pelas mãos do senhor Silva. Sobretudo as pessoas que se moviam com dificuldade nos meandros da burocracia dos organismos públicos ou aquelas que não tinham tempo a perder ou simplesmente não queriam tratar pessoalmente desses assuntos, era certo e sabido que quando precisavam de qualquer desses documentos, recorriam ao senhor Silva. Além de eficiente, dizia-se que não exagerava nas contas que apresentava.

Era fácil de encontrar. Quando não estava a tratar dos assuntos numa qualquer repartição, estava sentado a uma das três mesas do café Moreira, pouco mais que um pequeno quiosque no centro da cidade. Aí o procuravam os que precisavam dos seus serviços. Nos dias de mercado, em que vinha muita gente das aldeias em redor, o senhor Silva não saia mesmo da mesa do café, para melhor atender a clientela. Na sua pasta havia tudo o que era necessário, desde minutas de requerimentos, a folhas de papel selado, selos fiscais, impressos, caneta, tinta, mata-borrão. Nesses dias em geral não se deslocava a parte nenhuma para poder tomar conta dos pedidos.

Assim se passou a vida do senhor Silva durante anos e anos.

A roda do tempo girou sem parar, eu deixei a pequena cidade onde se movia o senhor Silva, lancei-me aos atânticos e índicos, descobri brasis e índias, andei por franças e araganças e raramente voltei a saber do que se passava na pequena cidade.

Um dia, muitos anos depois, precisei de tratar dum assunto numa das conservatórias naquela cidade. Cheguei, e antes de tratar do assunto que lá me levava, dei uma volta a ver as alterações que o tempo fizera na cidade. Tudo diferente. O pequeno café Moreira é agora um estabelecimento de razoável tamanho, situado no jardim, com uma esplanada enorme. Decidi sentar-me numa das mesas a tomar um café. Era uma hora morta, havia algumas poucas pessoas. Às tantas vi passar no jardim, um homem todo curvado agarrado a uma bengala e movendo-se com dificuldade. Na mão direita levava uma pasta de cabedal. Sobressaltei-me. Pressenti quem seria, apesar da profunda alteração provocada pela passagem dos anos. O homem alto, elegante e desempenado era agora um velho corcunda, gordo, movendo-se com dificuldade. Chamei um senhor que estava ali perto e que eu já tinha reconhecido como sendo o senhor Moreira, também ele muito modificado, e perguntei-lhe quem era aquela pessoa? Eu sabia qual ia ser a resposta mas precisava da confirmação.

- É o Silva, coitado. Arrasta-se por aí.

- Mas ainda presta os seus serviços?

- Isso não. Já ninguém recorre a ele. Agora são os solicitadores, os advogados, as agências, a Internet… Hoje a maior parte das pessoas já nem sabe o que ele fazia.

- Mas…e a pasta? Porque anda com ela?

- Nunca a largou meu caro senhor. É um vício. Sabe que até no funeral da mulher, aqui há uns anos, ele levava a pasta? Perguntaram-lhe para que era precisa e ele respondeu que tinha de tratar duma certidão de óbito e dum inventário. O diabo do homem… agarrou-se de tal maneira àquilo… - respondeu o senhor Moreira enquanto com um pano limpava o tampo de uma mesa que tinha ficado vaga.  

Eu sorri. Tinha reparado que o senhor Moreira já não estava ao activo, quem comandava o café era um filho e havia empregados. Ele estava ali por estar, mas mesmo assim não resistia a fazer certos gestos que fizera durante uma vida. “É um vicio, sabe senhor Moreira” pensei eu a lembrar-me do que ele disse a propósito da pasta do senhor Silva.

Foi então que uma ideia me atravessou o espírito. Paguei a conta, e apressando o passo fui no encalço do senhor Silva. Nunca tinha falado com ele, ia ter essa oportunidade. Ia pedir-lhe para me tratar do assunto que me levava àquela cidade: uma certidão. Ao fundo do jardim o senhor Silva estava sentado num banco. Aproximei-me e quando me preparava para o abordar reparei que o senhor Silva estava a falar sozinho. Percebi qualquer coisa como “ tens de te apressar Silva, o papel selado já não vai chegar, olha o bilhete de identidade da rapariga, amanhã é dia de mercado e ainda tens coisas para tratar, estas pernas é que não me deixam…” e mais umas tantas coisas, quase todas elas sem nexo. O senhor Silva vivia ainda noutro tempo.

Afastei-me e dirigi-me para a repartição onde ia tratar do meu assunto. Pelo caminho pensei na pasta do senhor Silva e no pano de limpar as mesas do senhor Moreira. E tentei descobrir qual seria o meu “vício”. Já o teria? Ainda estava para vir? Achei prudente ficar-me pelas interrogações…

 

Nota de o Carapau:

Oh meu amigo! Isso de vícios, taras, manias… todos temos, mesmo sem darmos conta. Repara por exemplo se esta fixação na minha prima e nas navalheiras não é uma tara? Claro que sim. E, pior ainda, esta de fazer o blog…

publicado por Carapaucarapau às 13:51
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Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008

Reorganização

 

Numa destas últimas manhãs a minha caverna foi invadida pela Faneca e pela Marmota, que em alta gritaria, chamavam por mim:

- Carapau, Carapau, Carapau, acorda, acorda!!!
Dei um salto tão grande na cama de algas onde dormia que bati com a cabeça no tecto da pequena divisão onde descanso do meu intenso dia-a-dia.

Ainda só com um olho aberto, reparei que, ao mesmo tempo que gritavam, agitavam um jornal e falavam tão apressadamente e aos gritos que não percebi patavina.

Aos poucos fui acordando, abri o outro olho e encarei-as fazendo gestos para as acalmar e para se calarem. Reparei então que estavam as duas ainda em trajes menores e fiquei sem perceber se era melhor assim ou não. Sinal que ainda não estava bem acordado…

A primeira coisa em que pensei, quando ouvi os gritos que me acordaram, foi que a caverna estava a arder, o que até não é muito fácil acontecer por aqui, mas numa aflição e assim apanhado de surpresa quem vai pensar numa coisa dessas? Podia ser também uma inundação, fenómeno que está tanto na moda, mas a verdade é que eu nem ia notar uma coisa dessas, quanto mais aquelas duas peixinhas que, diga-se em abono da verdade, não sendo asneira nenhuma para fazerem uma boa companhia numa festinha, não são propriamente uns cérebros tipo Einstein.

- Vamos lá a saber o que se passa – disse eu a impor ordem e a tomar as rédeas da conversa nas minhas barbatanas – Fala a Faneca.

Curiosamente, e ainda estou hoje para saber a razão, ela não falou. Estendeu-me o jornal e apontou uma notícia na 1ª página.

Li. Novas regras emitidas pela CE e que iam limitar a pesca do carapau em 40%. Também para outros peixes ia haver novos limites.

Depois de ler olhei para elas e franzi a parte que fica por cima dos olhos a que aqui não se chamam sobrancelhas, atirei o focinho para a frente, gestos que querem dizer “e então? Para quê um tão grande cagaçal?” -  e fiquei à espera da resposta.

- Então não ficaste contente? Não é uma boa notícia? – Perguntou a Faneca enquanto levantava uma ponta do baby-doll para enxugar uma lágrima. – Até estou emocionada de alegria.

- É tão bom não é? – Acrescentou a Marmota que não chorava e por isso não levantou nada.

Olhei para elas com olhos de Carapau mal morto, a pensar numas coisas mas a dizer outras.

- Minhas queridas amigas! Isto não é nada bom para mim. E duvido que para a carapausada em geral também o seja. Reparem! Vai aumentar a população. Os jaquinzinhos vão inundar isto e o sossego vai à vida. Os engarrafamentos de trânsito vão impedir-me de me deslocar quando quero, para onde quero e como quero. A concorrência vai aumentar duma maneira exponencial (aqui a Faneca e a Marmota olharam uma para a outra e abriram muito os olhos, vá-se lá saber a razão…), as águas vão ficar mais turvas com tanta poluição, a segurança vai diminuir, e por fim, como se tudo isto não fosse uma grande desgraça, as navalheiras não vão chegar para todos e duvido que isto não acabe em guerra. Estão a perceber, cabecinhas tontas? – E gritei estas últimas palavras.

E acrescentei: - e foi por isto que me vieram acordar, que quase parti a cabeça, que podia ficar gago e que, e que, e que… - e comecei mesmo a gaguejar.

Valeu-me o consolo que me prestaram logo as duas, as palavras calmas e doces e o ar de arrependimento que lhes lia na pele.

 Estávamos nós nisto, de nos desculparmos uns aos outros, quando sem pedir licença apareceu a cabeça do Tamboril que vinha perguntar se eu já sabia da grande novidade. E perante o que viu e ouviu, arreganhou os dentes, franziu a testa e fez aquela cara que ainda hoje tem e que levou a que toda a gente o trate por xarroco.

 

Passei o dia a pensar como Bruxelas interfere na minha vida. Como certas directivas me podem afectar mais do que se, por exemplo, o banco (de areia) aqui próximo desaparecesse, fosse a razão disse a mudança das correntes, fosse mesmo a falência por alguém ter surripiado a areia…

Tenho de informar a minha prima e promover uma reunião com as navalheiras. Precisamos de nos reorganizar.

 

 

 

 

 

publicado por Carapaucarapau às 12:35
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Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

Entrevista (4)

(2ª entrevista concedida à Revista Económica, assim chamada por gastar pouco papel)

 

RE – Cá estamos, pela segunda vez, para uma entrevista. Agradecemos desde já a disponibilidade do Carapau para connosco fazer uma análise à situação económica mundial.

CC – É verdade cá estamos. Mas deixe que lhe diga que não preciso da vossa ajuda para uma tal análise…

RE – Claro, nem nós temos tal pretensão. Foi só uma maneira de começar a conversa.

CC – Começaram mal.

RE – Talvez.

CC – Assim está melhor.

RE – A razão desta entrevista é ouvir o Carapau perorar sobre a crise que assola o mundo quer na área financeira, quer económica…

CC – O senhor jornalista não vai querer que eu perore aqui debaixo de água?

RE – Uma vez que o Carapau diz que sente falta de água “lá em cima” a peroração terá mesmo de ser aqui.

CC – Quem já está a perorar é o senhor.

RE – Qual a opinião do Carapau sobre o começo desta crise?

CC – Bem. As Cris começam sempre da mesma maneira.

RE – Que é?

CC – Pelo princípio.

RE – Pelo principio, então?

CC – Sim, uma vez mais.

RE – Muito bem, é uma maneira original de começar a análise.

CC – Há maneiras mais originais. Começar pelo fim, por exemplo.

RE – Então já sabe como vai acabar esta crise?

CC – Já. Desde o principio.

RE – Capacidade de análise…

CC – Ao sangue?

RE – E à urina.

CC – Ora bem. A Cris…

RE – Cris?

CC – Os tempos são de contenção e poupança e eu começo por economizar nas letras.

RE – Entendido.

CC – Desde o princípio que eu entendi que a Cris ia acabar mal.

RE – Mal? Vai piorar ainda mais?

CC – Hummm…

RE – Hummm…?

CC – Piorar sobre certos pontos de vista, melhorar sobre outros.

RE – Já não é mau. Há aí uns laivos de esperança…

CC – A Esperança não é para aqui chamada. É outro caso.

RE – Outro caso?

CC – Outro caso.

RE – Voltando à Cris…

CC – A Cris vai dar em droga. Podemos mesmo dizer que já deu.

RE – Droga? A Cris? Já deu?

CC – Foi o que eu disse, escusa de repetir.

RE – Estou só a tentar entender. Quer então o Carapau dizer que a droga, isto é, o narcotráfico, a lavagem de dinheiro, a subsequente economia paralela, subterrânea, informal, tudo o que lhe quisermos chamar é a causa da cris…

CC – Oh! Meu Deus, o que para aí vai…

RE – Deus também está metido?

CC – Oh meu Deus!

RE – Duplamente metido?

CC – Oh! Senhor jornalista!

RE – Eu? Eu também tenho culpas na cris…

CC – Funke-se!!! ***

RE – Já estou calmo. Mas foi um grande choque saber…isto vai ser um espanto…quando esta entrevista sair…

CC – Oh! Homem acalme-se. O senhor diz que está calmo mas não está. Não quererá tomar uma cervejinha e petiscar uma navalheira?

RE – Com esta máscara como é que eu podia…

CC – Tem razão. Estava distraído.

RE – Agora já estou um pouco melhor. Aumentei a percentagem de oxigénio…Está tudo bem. Então a cris…

CC – Como eu lhe disse deu em droga. Não era para admirar. Andava metida com uns e outros, começou a sacar daqui e dali, gastava e não pagava, pedia e não restituía, dava pouco e mal…o costume…

RE – O subprime…

CC – Outra vez? O senhor é teimoso. A pobre da Cristina sabia lá o que era o subprime ou o raio que o parta…

RE_ A Cristina? Mas que Cristina?

CC – O senhor está a sentir-se mal? Veja lá se quer que o leve “lá acima”…

RE – Mas então a cris…

CC – Sim. A Cristina, essa mesma. O senhor não a conhecia?

RE – Conheço uma. Mas a cris de que eu falava era a outra.

CC – Há outra? É natural. Creio que cada vez há mais…

RE – Vai haver mais ainda?

CC – Quer um conselho senhor jornalista? Volte “lá para cima”, tente descontrair-se e vai recuperar com facilidade.

RE – Vou aproveitar essa sugestão. Antes porém tinha uma pergunta a fazer-lhe sobre a sua prima. Essa não está em crise?

CC – Pelo contrário. As últimas notícias dizem que está em alta… Coitado do jornalista fugiu a sete barbatanas…

 

 Notas da redacção:

1-     O nosso jornalista encontra-se internado mas fora de perigo. Ainda não diz coisa com coisa, mas isso é o seu normal. A Revista está muito orgulhosa por poder apresentar, a pesar das dificuldades, esta entrevista na íntegra. A última declaração do Carapau foi já registada pelo nosso fotógrafo, que na pressa, também se esqueceu da máquina. Daí a falta de fotografias a acompanhar a entrevista. Por motivos óbvios não podemos recorrer aos nossos arquivos.

2- A expressão assinalada na entrevista com *** quer dizer no dialecto de carapau "Acalme-se!". Foi o próprio Carapau que fez questão de nos telefonar a dar essa informação, não fossem os leitores não a entenderem. Disse mesmo que quando a empregou, gritou tanto que ficou rouco.

     Aproveitamos para apresentar os nossos votos de rápido restabelecimento ao Carapau, que está sempre disposto a colaborar com esta Revista, sempre que lhe solitamos a sua abalizada opinião. Não queremos que perca o pio...(um carapau a piar...só mesmo desta Revista - a sua Revista caro leitor).

publicado por Carapaucarapau às 11:23
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