Sábado, 31 de Dezembro de 2016

Aleluia!

Daqui a uma semana faz um ano que escrevi o último post, que passará a partir de agora a ser o penúltimo. Pensando eu que poderia passar pela cabeça do amigo Sapo qualquer ideia que tivesse a ver com fechar-me a loja, resolvi dar sinal de vida e dizer que ainda ando por cá.

E ao fazer isto, precisamente no último dia do ano, bem poderia apresentar um balanço, mas como tenho medo de enjoar com os balanços, não me abalanço a tanto.

Parace que é costume nesta noite deitar fora o que já não presta, o que eu não farei porque poderia também ir no embrulho. Mas resolvi despojar-me do acessório. Assim já hoje deitei fora uns centímetros de cabelo e uns milimetros de unhas. Estou ainda a pensar em qualquer coisa mais, mas ainda tenho umas tantas horas à minha frente para isso. Assim de repente não me ocorre nada mais. Isto de já se ter uma provecta idade (do latim “ aproveita a idade”) faz com que a memória nem sempre esteja ativa.

Eu sei que se tentasse, minimamente que fosse, comentar o que se passa aqui no prédio, na “minha” rua, no país ou no mundo eu teria motivos de sobra para postar aqui umas tretas de vez em quando, isto é, umas 365 vezes por ano e não mais porque a vida não é só encher chouriços, que é uma coisa que eu já comecei a fazer neste post e, portanto, acho melhor ficar por aqui.

A quem eventualmente entre aqui na caverna, seja por vontade própria ou por engano, deixo os meus votos de um bom 1917, ano só com algarismos ímpares, mas de soma par. Será bom augúrio?

Hummmm…

 

Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico - convertido pelo Lince. Já nem te pergunto nada, porque o mais provável é já nem andares por aí. Talvez algum teu descendente…

       

publicado por Carapaucarapau às 14:12
link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito (1)
|
Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2016

Dignidade

Nos primeiros dias do ano não houve estação de televisão nem jornal (certamente também estações de rádio, mas como a essas não as ouvi, nada não posso afirmar) que não tivesse feito as contas aos dias em que não se trabalharia neste ano de 2016. Atendendo aos dias da semana em que “calham” os feriados e considerando as “pontes” que se poderão fazer (e mais os feriados que estavam suspensos e voltarão) vai ser um nunca mais acabar. Podemos afirmar que não ficará riacho nem ribeiro sem a sua “ponte”. Números redondos, os dias úteis ficam reduzidos a 2/3 dos dias do ano, considerando evidentemente os sábados e domingos também.

Tendo em conta que “em condições normais” só se trabalha 1/3 das horas de cada dia…”é só fazer as contas”, como diria o outro.

E se nos lembramos que um outro (este chamado Benjamin Franklin) disse um dia que “o trabalho dignifica o homem” concluiremos que pode estar aqui está uma boa explicação para a pouca dignidade que por aí anda…

E ainda se reparamos que o Franklin se referia ao homem e não à mulher, também encontramos uma razão para isso. Não para todas, é claro, hoje em dia até só para uma minoria, mas a razão está no facto de “elas” trabalharem mais que “eles”.

E agora, se me derem licença, vou retirar-me para começar a fazer o projeto para a próxima ponte a fazer, que vai ser “só” daqui a um mês, pelo carnaval…

Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico - convertido pelo Lince.

E como vamos de pontes por aí? Também as fazes ou passas os riachos a vau?

publicado por Carapaucarapau às 14:14
link do post | comentar | ver comentários (5) | favorito
|
Quinta-feira, 31 de Dezembro de 2015

Balanço

Termina hoje mais um ano, o outro já está ali ao virar da esquina, é hora de fazer o balanço.

Durante o último ano esta empresa V.I.D.A. teve alguns “investimentos” que podemos considerar de muito bons, tendo em atenção a “conjuntura de crise” que nos tem assolado nos últimos anos e que não nos permite alimentar muitas esperanças no futuro próximo. Já no futuro a longo prazo podemos garantir o encerramento definitivo da empresa, pois o seu ramo de atividade tem os dias contados e não vemos a possibilidade de “mudança de ramo” , pelo menos com a tecnologia de que hoje dispomos.

Foi um ano muito mau no subsetor da amizade, pois dois ou três dos nossos principais “clientes” (e ao mesmo tempo “investidores”) encerraram definitivamente a sua “atividade”. Esta mesma tendência já vinha aliás de anos anteriores. Já a procura de “novos mercados” prosseguiu com alguns êxitos, se bem que sejam mercados muito exigentes e que requerem muito tempo para se estabilizarem. E tempo não é coisa que a “empresa” tenha muito em stock. Vai sendo gerido tomando precauções, sobretudo porque estando muito ligado à “energia”, corre sérios riscos. As “energias fósseis” estão a degradar-se a olhos nunca vistos e esta empresa (ainda) não tem voz ativa nesse mercado. Já quanto às “novas energias”, de que as renováveis são só uma parte, estão pela hora da morte, salvo seja, pois isto é só uma maneira de dizer.

No subsetor da saúde não há felizmente grandes queixas a contabilizar, se bem que seja um setor do qual não há razão para esperar crescimento. Segundo todos os analistas apontam, ele irá “mirrando” com o passar do tempo, até ter de fechar.

Em resumo: o ano não foi brilhante, mas podia ser sempre pior, o “cach flow” manteve-se estável, mas manda a boa técnica de gestão que não se “distribuam dividendos” e se canalizem os resultados para “fundos de reserva” para prevenir eventuais “futuras crises” que poderão aparecer durante a duração da “empresa”. Como ensinam todos os tratados não há “empresas” eternas.

Por fim resta agradecer aos nossos “clientes e amigos” a atenção que sempre nos dispensaram, fazendo votos para que também as respetivas “empresas” sigam um rumo seguro, saudável e longo.

Agora vamos abrir o 2016 a ver as surpresas que ele nos trará.

 

Ainda que possa não parecer, este “balanço, relatório e contas” foi submetido à apreciação do nosso “Revisor Oficial” Lince, que, não sabemos a razão, não anexou o seu habitual “Parecer”. Será que também ele já encerrou a sua atividade? O futuro próximo o dirá.

publicado por Carapaucarapau às 12:57
link do post | comentar | ver comentários (6) | favorito
|
Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2015

Outros Natais...

Ontem sentou-se á minha frente, num centro comercial, um sujeito que vinha carregado com sacos de compras. Tratava-se de livros, a que ele tirava os autocolantes com os respetivos preços, depois metia-lhes dentro um papel que serviria para a eventual troca e finalmente metia cada livro na sua saqueta. Eram, evidentemente, prendas de Natal.

Sorri, para dentro, por dois motivos: primeiro, porque uns dias antes eu tinha feito o mesmo e segundo, porque eu não tinha feito tantas verificações quantas ele fez. Depois de meter cada livro na respetiva saqueta, ele voltava a abri-las umas tres vezes, para verificar se estava tudo em ordem.

Comprar livros para eu ler não é nada complicado. Ou já entro a saber o que quero ou, uma vez por outra, quando dou uma mirada pelos escaparates lá haverá um ou outro que acabo por comprar.

Outra música é comprar livros para oferecer, muito especialmente no Natal.

Como só ofereço a familiares, com quem estou portanto muito à vontade, sigo um critério: só compro livros “baratinhos”, em saldo ou “ao quilo” e daqueles que as pessoas ganham tanto em lê-los como em não os ler. Em geral são livros leves, quanto ao peso, quanto ao preço e quanto ao conteúdo. Os beneficiários, aliás, já sabem as regras do jogo.

Já sei que em troca irei receber, no máximo, uns dois (eu ofereço uma dúzia) e um deverá ser do ou sobre o Fernando Pessoa e o outro sobre uma qualquer história ou curiosidade da Matemática.

Quer dizer, cumprem-se os rituais, gasta-se algum dinheiro para fazer funcionar o mercado e não se acrescenta nada de novo.

É neste ponto que a minha memória dá um salto muito grande lá para trás e relembro 2 ou 3 livros que recebi, em recuados Natais. Todos dum senhor que se chamou Emilio Salgari e que foi dos escritores de aventuras que mais livros “viu” publicados nos quatro cantos do mundo. Diz a história que foi também aquele que menos dinheiro viu das centenas de edições que se fizeram. Viveu sempre com dificuldades económicas.

Hoje seria um escritor “politicamente “ incorreto e inconveniente pois matava animais e pessoas à velocidade da luz, nas aventuras em que metia os seus herois.

Pretos, brancos, amarelos e Peles Vermelhas tombavam ao mesmo ritmo que caiam leões, tigres, leopardos, elefantes, etc. Bastava que complicassem a vida ao heroi da aventura.

Só um exemplo: para petiscar um pedaço da ponta da tromba de elefante, não tinha problema de, durante um luivro matar 3 ou 4 animais, para lhes tirar esse pedaço que, depois de assado na cinza duma fogueira, constituia um petisco de “haute cuisine”, como se diria hoje.

Eu lia os livros dele, devagar, 3 ou 4 páginas de cada vez só, para “fazer render o peixe”, ou seja para prolongar o prazer que isso me dava.

Depois, reunia um grupo de 3 ou 4 putos um pouco mais novos que eu (naquela altura chamavam-se rapazinhos, a “putice” ainda não tinha sido inventada) e contava-lhes tintim por tintim todas as peripécias da aventura.

E não era preciso mantê-los em silêncio e atentos, pois eles encarregavam-se de assim se manterem, comendo palavra a palavra a “minha” história e vibrando com ela, tanto como eu tinha vibrado ao lê-la.

Mas isto tudo se passou em “outros Natais”…

 

Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico - convertido pelo Lince.

E tu, Lince amigo, por onde andas? Há bastante tempo que não tenho notícias tuas. Sorte a tua foi não teres vivido na época do ti’Emilio Salgari, senão… 

 

VOTOS DE FELIZ NATAL A QUANTOS POR AQUI PASSARAM DURANTE ESTE ANO.     

publicado por Carapaucarapau às 00:09
link do post | comentar | ver comentários (7) | favorito (1)
|
Quinta-feira, 8 de Outubro de 2015

A dúvida

A dúvida, a eterna dúvida que me assalta de vez em quando.
Só na 2ªfeira soube que tinha um defensor na AR. Dei um salto de tal tamanho que saí fora de água, como dizem que fez o Arquimedes, mas esse sem barbatanas. Corri ao frigorífico onde tenho um espumante super reserva Murganheira, pronto para comemorar qualquer coisa digna de comemoração, agarrei a garrafa pelo gargalo e preparava-me para a abrir quando... me assaltou a tal dúvida.
Espera aí, falei para as minhas escamas. Quem me diz que ele é o que diz? Há qualquer coisa de errado logo à partida. Pois se ele se propõe defender os animais e a terra, como é que faz? Diz que não come carne nem peixe, só vegetais. Mas os vegetais não são filhos da terra? E propõe-se defender a terra comendo-lhe os filhos? Quer dizer, não vai querer que se pegue um toiro pelos cornos nem mesmo de cernelha, mas vai-se à alface, à lombarda, à cenoura e mesmo ao rabanete e chama-lhe um figo? (Sendo que o figo, mesmo não sendo um fruto, não deixa de ser um parente embora “afastado” -2 ou 3 metros que seja- da terra. E quem me diz a mim, que comendo ele os filhos da terra não coma também outros…?)
Tornei a abrir o frigorífico e meti de novo lá a garrafa.
Sentei-me a raciocinar. A mim, Carapau velho e com espinhas já ossificadas (cada espinha é uma lança apontada à garganta de quem me queira atacar) não me tentará comer, mesmo que eu esteja em repouso aqui no leito de algas. Á Catarina Martins (supondo que se ele vai sentar ao lado ou perto) também não me parece que tenha dentes para a comer, mas quem me diz a mim que se apanhar um jaquizinho, um cachuchinho, uma lulinha (esta nem projeto de espinhas tem) mais ou menos distraídos ele não os traga? (Do verbo tragar, não do verbo trazer, ainda que também os poderia trazer às boas…)
Sim, porque o homem vai ter de se alimentar, sem ser de algas e limos (que neste caso já poderia dizer que não são da terra, pelo menos em sentido restrito) e portanto dei o meu passo atrás e por aqui fico.
De qualquer maneira de olho alerta.

 

Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico - convertido pelo Lince.
Olha Lince amigo, gosto de ti, porque não enganas ninguém. Tudo quanto mexa, só não comes se não fores capaz e ao mesmo tempo, só comes o que anda em terra e nada que se mova só na água.

publicado por Carapaucarapau às 13:42
link do post | comentar | ver comentários (8) | favorito
|
Quinta-feira, 1 de Outubro de 2015

Promessas...

Zeca: - Eh pá meu, vens com ar de quem tem uma fábrica de água a ferver!
Tó: - E tu com ar de quem tem falta de peso.
Z: - Por acaso nem me queixo disso. Graças a Deus que…
T: - Tá bem; chieira não te falta.
Z: - Ouve lá oh meu, disseram-me que andas na campanha?
T: – Pois ando e atão?
Z: - Aquilo deixa bago?
T: - Dá pró petisco…
Z: - Pelo que tenho visto, febras não faltam.
T: - Escapa; mas aquilo também é filme que só mete índios.
Z: - Deve ser ganda estopada…
T: - Oh pá, aquilo é só para quem emprenha pelos ouvidos. Eu só quero o meu.
Z: - Mas dá para abichares umas comezainas.
T: - Se dá. Um gajo sai de lá meio engasolinado e às vezes, quando a chicha é dura, um meco até sai com dores no garfeiro.
Z: - Andas só cas bandeiras ou aceleras nalgum charuto?
T: - Faço de tudo, mas charutos não entram por lá. É tudo alta cilindrada, que aquilo é sempre a esgalhar.
Z: - Tás cheio de guito não?
T: - Dá prás despesas.
Z: - Por acaso … se tivesses aí algum a mais…
T: - Olha-me este… para que queres tu o bago?
Z: - Eh pá, tenho aí uma carne da perna apalavrada, aquilo com um almocito…
T: - Tens uma lata! Eu entrava com o guito e tu ias gastá-lo com uma chantra qualquer. Não me faças rir que me cai a cramalheira.
Z: - Chantra nada, vê lá como falas. Fazenda de primeira, já disse.
T: - Tá bem, mas não contes comigo.
Z: - Julgava que eras meu amigo…
T: - Amigo sou, mas não sou totó…olha tenho de meter os calcantes a caminho, que a caravana parte daqui a pouco.
Z: - Tá bem, mas não esperava essa de ti. Lembras-te daquela vez que eu te…
T: - Eh pá, depois das eleições a gente fala. Prá semana …

 

Lince amigo, desta vez não metes aqui o dente, que tu não topavas uma e ainda me estragavas o arranjinho…

 

 

publicado por Carapaucarapau às 13:53
link do post | comentar | ver comentários (6) | favorito
|
Quinta-feira, 24 de Setembro de 2015

Pulítica

É verdade, hoje aqui há pulítica, mas da boa (com us em vez de oo), ou não estivéssemos no chamado período eleitoral, que é aquele período que também ataca os pulíticus.
Não tenho nada contra eles, nem duma maneira geral nem duma maneira particular. Sei que se não for Zé é Manel (também podia ser Maria ou Francisca, mas a coisa não se inclina muito para esse lado, pelo menos aqui no “jardim à beira mal plantado”) e que, com ligeirísssimas diferenças, são “farinha do mesmo saco”, como costuma dizer com frequência um “moleiro” que também entra na contenda (ou não fosse ele também “do saco”).
De saco cheio fico eu a ter de os aturar, sem contudo os aturar. Não os ouço, não os vejo (nem sequer os beijo), nem me interesso pela “altíssima pulítica” que eles “desenvolvem” neste período.
Só me pergunto (e a pergunta é muito antiga) porquê tanto tempo de campanha, dita eleitoral? Então 1 semanita, das curtas, não chegaria para vender o peixe? Ainda por cima peixe em adiantado estado de putrefação…
“Ah não”- dizem-me eles ao ouvido. “ Então como podíamos esclarecer o excelentíssimo público?” (Eles dizem Povo, que sempre enche mais a boca).
Esclarecer o quê? Alguém já alguma vez foi (se é que alguém quer ser) “esclarecido” de alguma coisa? Ou doutra maneira: as pessoas não estão já “esclarecidas” sobre tudo e há muito tempo?
Claro que aqui as águas dividem-se (divido-as eu): há umas tantas pessoas, que estão esclarecidas há muito e há outro grupo que nunca será esclarecido, nem está interessado nisso. Também não é aos berros, insultando-se reciprocamente e usando sempre os mesmo chavões que alguém esclarece alguém.
Fossem os pulíticus capazes de serem esclarecedores e não atuariam como o fazem, nas ditas campanhas. E aqui é que a porca torce o rabo e eu torço o nariz. É que os pulíticus não são “eles”, somos nós.
Fossemos nós outros e eles também o seriam. Para melhor, já se vê; mas como não somos…

À guisa de esclarecimento: que terá dado ao Carapau para pisar um terreno que não tem por costume pisar? Nem eu sei, mas talvez a falta de assunto mais interessante, como teria sido, p. ex. um escândalosito no futebol, sim porque escândalos, na política, não há.
Não fora este um blog sério e teria sempre motivos para posts com interesse. Assim a seriedade obriga-me a alinhavar, em geral, meia dúzia de tretas.
Hoje foi uma exceção (sorrindo).

Explicação final: este post foi o que deu origem ao da semana anterior, pois o considerei perdido. Como sou teimoso (quero dizer persistente) consegui recuperá-lo. Onde estava ele? Exatamente no lixo. Se tivesse pensado calmamente não me teria sido difícil concluir que, pelo assunto tratado, era na lixeira que ele estava bem. E se o tivesse deixado lá não se perdia nada.

 

Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico - convertido pelo Lince.
E tu, Lince amigo, também és bom em tretas? E em insultos? E em etc’s?

 

publicado por Carapaucarapau às 14:24
link do post | comentar | ver comentários (6) | favorito
|
Quinta-feira, 17 de Setembro de 2015

O não post...

Preparava-me eu para publicar o post que tinha escrito, faltava “passá-lo” pelo meu amigo Lince para ele o pôr de acordo com as últimas novidades, quando, resolvi alterar o título com que o guardava.
Nessa altura o DDT (Dono Desta Treta) avisou-me que a mudança de nome poderia inviabilizar a abertura do ficheiro. Disse para comigo “este tipo não sabe o que diz” e mudei mesmo o título.
O grande sacrista que é o tal DDT, talvez por ter ouvido o meu resmungo, nunca mais me deixou abrir o ficheiro.
Só porque isto é um blog sério (não me canso de o sublinhar até à exaustão) eu não ponho aqui em letra de forma aquilo que chamei ao tal DDT (ainda por cima vestido com a sua última versão). Tentei fintá-lo, troquei-lhe as voltas, barafustei, usei de muitas subtilezas e ele, surdo a tudo (pelo menos parecia estar, mas creio que ouviu o que queria e o que não queria) fechou-me todas as portas. E nem pelas janelas (Windows 10) entrei.
F. da P. (Falho de Paciência) disse para com os meus botões: não é para mim, também não é para ti e mandei-o para o lixo (ao ficheiro é claro).
E agora? Reescreves tudo de novo, sendo que não sairá igual à obra prima que estou impossibilitado de publicar, não publicas nada, ou contas a tua versão dos acontecimentos, acompanhada à guitarra e à viola, pois que se trata dum fado antigo?
Nada disso. Pior que escrever qualquer treta é ter de a escrever duas vezes.
Ainda por cima um post sobre “pulítica”, coisa linda de se ver…
Contas a tua Odisseia, a tua derrota, a vitória do DDT.
E assim fiz.

Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico - convertido pelo Lince.
E a ti, Lince amigo, já te aconteceu alguma vez terem-te feito desaparecer alguma coisa? O almoço, p.e.? Sim, porque a tua companheira, essa já foi…

 

publicado por Carapaucarapau às 18:11
link do post | comentar | ver comentários (7) | favorito
|
Quinta-feira, 10 de Setembro de 2015

Quem sai aos seus ...

Havia festa na aldeia. Eu estava a entrar em casa, quando:

- Boa tarde. Sabe quem sou?

Olhei-o e diria que nunca o tinha visto.

- Não.

- Sou filho do Mochila – disse isto como se me mostrasse o Bilhete de Identidade.

- Ah sim? – respondi para não ficar calado. Lembrei-me dessa alcunha, mas não estava a “ver” o Mochila.

- Pois sou. Posso deixar aqui a motoreta e o capacete? Vou ali à festa comer qualquer coisa…

- Pode, desde que não me estorve a saída e entrada do carro. Ponha-a lá mais atrás.

- Está bem, obrigado.

Eu entrei em casa ele lá se dirigiu para a festa.

Quando depois do meu passeio noturno voltei, ainda lá estava a motoreta e o capacete. Era normal.

No dia seguinte, de manhã continuava tudo como na véspera. Lá para o fim da tarde passou pela rua o Adriano, a quem todos chamam Sampaio, e que passa por ser o informador oficial da terra e aproveitei para perguntar:

- Oiça lá, conhece um tipo que diz que é filho do Mochila?

- Conheço, porquê?

- Porque ontem deixou ali a motoreta para ir petiscar qualquer coisa e ela ainda ali continua.

- Ah! Não se preocupe. Deve ter apanhado uma senhora bebedeira (ele disse “uma bubadeirona”, para assim a classificar em largura e altura).

No dia seguinte de manhã ainda lá estava. Só à tarde “desapareceu”.

Foi quando me pus a puxar pela memória para me lembrar do Mochila-pai.

E lembrei-me. “Vi-o” muito rechonchudo e bem disposto. Era um dos três ou quatro bêbados profissionais da terra.

Quem sai aos seus…

 

Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico - convertido pelo Lince. 

E tu Lince, também sais aos teus ou nem isso? Não tenho tido notícias tuas...       

publicado por Carapaucarapau às 22:21
link do post | comentar | ver comentários (6) | favorito
|
Quinta-feira, 3 de Setembro de 2015

Férias/Feiras

Duas palavras, as mesmas letras.

Não sou de feiras, mas nas férias frequento, quase semanalmente, uma feira lá nos meus sítios. Nunca comprei nada (a não ser às vezes uns bonés, que perco ainda mais depressa que a cabeça) mas gosto de apreciar o ambiente. Os vendedores/as que gesticulam e gritam para supostamente atraírem a freguesia e aqueles que, calados (dizem que são os melhores) aguardam calmamente que a freguesia venha ter com eles. Nesta feira/mercado há de tudo: desde passarinhos engaiolados, a ferramentas, passando pelas flores e acabando na ruidosa zona do pronto a vestir/despir, é só escolher. Num dos dias despertou-me a atenção um vendedor que berrava como um desalmado “é duas a 5 aérius, é aproveitar esta pechincha, oh freguesa veja esta maravilha”.

A “maravilha” era uma toalha de mesa tendo por motivo decorativo os desenhos e as quadras dos chamados lenços dos namorados ou lenços de Viana. Só que…

Só que esses motivos não eram bordados (com vários tipos de pontos, como manda a tradição) mas estampados numa qualquer fabriqueta, quiçá chinesa.

Havia toalhas espalhadas por toda a barraca e enquanto ele berrava eu mais ou menos disfarçadamente pus-me a copiar algumas quadras.

Às tantas ele viu-me a escrever e dirigiu-se a mim dizendo: “Oh freguês não será melhor comprar-me uma toalha que estar aí com esse trabalho? A si vendo-lhe uma por 3 aérius”.

Eu sorri e como já tinha o que queria dei meia volta e fui aos bonés.

Agora aproveitei este episódio “vacancial” para reabrir o blog, que também esteve de férias.

E, sem mais, as quadras recolhidas:

 

Coração por coração

Amor não troques o meu

Olha que o meu coração

Sempre foi lial ao teu

 

Bai carta feliz buando

Nas asas duma pombinha

Cando bires o meu amor

Dale um abraço e um veijinho

 

Aqui tens meu coração

E a chabe pró abrir

Num tenho mais que te dar

Nem tu mais que pedir.

 

Meu Manel vai pró Brasil

Eu também vou no vapor.

Guardado no coração

Daquele que é o meu amor.

 

Lenço%20das%20Quadras2.jpg

 Só para dar um pouco de cor deixo aqui um lenço dos verdadeiros.

 

Neste post, claro que o Lince não meteu o dente não fosse ele esfrangalhar-me as quadras.

 

 

 

 

publicado por Carapaucarapau às 11:45
link do post | comentar | ver comentários (12) | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Dezembro 2016

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28
29
30


.posts recentes

. Aleluia!

. Dignidade

. Balanço

. Outros Natais...

. A dúvida

. Promessas...

. Pulítica

. O não post...

. Quem sai aos seus ...

. Férias/Feiras

.arquivos

. Dezembro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

.Contador de visitas

Criar pagina
Criar pagina
blogs SAPO

.subscrever feeds